terça-feira, 8 de novembro de 2011

APETECE-ME

Apetecia-me realmente poesia. Não sei porquê,  lembrei-me de António Aleixo. Poeta popular de verso fácil. Algumas destas quadras só poderiam ser de Aleixo.

Vós que lá do vosso Império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um Mundo novo a sério.

Sem que discurso eu pedisse,
Ele falou, e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei. 

Tu, que tanto prometeste
enquanto nada podias,
hoje que podes -- esqueceste
tudo o que prometias... 

ou ainda:

Nomes feios há mais de um...
Mas calcula a tua classe,
Que não conheço nenhum
Que ainda ninguém te chamasse!

Quem trabalha e mata a fome
não come o pão de ninguém;
Mas quem não trabalha e come,
come sempre o pão de alguém!|

Mas que bom seria se:

Se já sofreste, não chores,
que a vida passa depressa...
Vamos ter dias melhores
e o passado pouco interessa.

Porque seria que me lembrei de António Aleixo? Fico intrigado! Logo hoje, dia que foi planeado para ser um dia bem passado, cheio de alegria. Acordei a rir, caso raro. Estou mesmo intrigado!!!

2 comentários:

  1. Quando descobrires esse mistério conta, combinado?

    Mas que fizeste uma óptima escolha, disso não há dúvida.

    Beijinho.

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  2. Aleixo era um optimista apesar de não deixar de "espetar o dedo" ao que não gostava.
    Abraço do Zé

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