Mostrar mensagens com a etiqueta MONOLOGO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta MONOLOGO. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de maio de 2010

SOCIAL

Eleita mulher do dia no jornal 24 horas, Inês de Medeiros. Não percebi muito bem o porquê da eleição. Por ter passado a pagar as passagens para Paris? Ainda por cima tem o azar de morar em Paris? Normalmente até concordo com as eleições do dia que o 24 horas faz. Mas com esta.........não. Não nos devemos esquecer que Inês de Medeiros é deputada pelo circulo de Lisboa e reside em Paris. Não é azar residir em Paris, azar é ter sido eleita deputada pelo circulo de Lisboa. Inês de Medeiros prescindiu da comparticipação do Parlamento nas suas deslocações a Paris. Na minha opinião, e é disso que trato, não fez mais que a sua obrigação de cidadã, de um país que até está em crise profunda. Inês de Medeiros só é culpada por ter aceite ser eleita pelo circulo de Lisboa, quando residia em Paris. Num País que quer alterar o subsidio de desemprego, e não é para melhor, pretendem que os beneficiários não possam receber mais de 75% do salário liquido que tinham, onde o governo pretende ainda que os beneficiários de subsidio de desemprego, tenham de aceitar nos primeiros 12 meses de desemprego, um emprego onde recebam mais 10% do que o subsidio que estão a receber (notar que não podem receber mais que 75% do salário liquido que auferiam, mas têm que aceitar mais 10% que aquilo que recebem), num País onde foi admitido há alguns dias a baixa dos salários ministeriais, é num Pais destes que Inês de Medeiros é considerada mulher do dia. Mas, depois de tudo isto, não estou admirado que Inês de Medeiros seja considerada mulher do dia! Porque também estamos num País que dá tolerância de ponto aos funcionários públicos, para irem ver o Papa (não é o das Antas), num País que se diz laico, num País que dá prémios de 1,9 milhões de euros a administradores, num País que tem ainda reformas abaixo do ordenado mínimo. No meio de tudo isto, só falta a deputada Inês de Medeiros, eleita pelo circulo de Lisboa e residente em Paris, que prescindiu da comparticipação do Parlamento nas suas deslocações a Paris, ser condecorada, por Grandes Serviços Prestados à Nação. Acto heróico. Não culpo a Srª Deputada, mas continuo a achar que foi uma questão de bom senso. Num País a beira da bancarrota, que os chefes não querem admitir, actos como este não passam de bom senso. É bom sinal, quer dizer que no meio de toda esta bagunçada ainda há pessoas que têm vergonha, pessoas que acham mal, mesmo tendo sido aprovado no Parlamento, acham que não é o mais certo estes gastos superfulos. Então em que ficamos ? Perguntarão aqueles que derem uma espia por aqui. Ficamos no fundo, com 475€, a pagar renda de casa, comida, água, luz, gaz............pedindo dinheiro emprestado, que sabemos que não vamos pagar.........comendo alguma coisa que os super mercados ponham nos caixotes do lixo ou passamos todos a ser sustentados pelo estado. Sustentados pelo estado de um país assim?.................Vamos ver!!!

sábado, 1 de maio de 2010

POLITICANDO

Dizia Ricardo Martins Pereira, Director Adjunto do 24 horas, " É uma vergonha que a primeira medida do Governo para combater a crise seja a de cortar nos que ganham pouco e estão no desemprego ". Tem toda a razão do mundo. O Governo está a errar, o que já vem sendo normal. Errar é humano, dirão uns, mas quando se erra como o Governo tem errado é burrice, dirão outros. O que me impressiona nisto tudo, é a concordância de Pedro Passos Coelho. Pensei eu, mal, que Pedro Passos Coelho poderia ser alternativa a Sócrates........, está a mostrar que não. É incrível como PM, Oposição, Assembleia de Republica, não façam ideia do que é viver com 200, 250, 300€ mensais. Pessoas que descontaram dos seus vencimentos durante uma catrefa de anos, para receberem agora os valores mencionados atrás! Alguém pensou na AR, que nem todas as pessoas vivem em vivendas, nem todas as pessoas têm casa própria e por conseguinte têm de pagar renda? Alguém pensa nos desempregados, que alem de andarem à procura de emprego, não têm conseguido por serem velhos demais? Podem chamar história ao que vou contar (mas tenho provas). Uma senhora descontou durante 36 anos para a segurança social. Ao fim de 36 anos de descontos vai para o desemprego, com um subsidio de desemprego de 419€. É certo que nunca foi muito bem paga nos serviços por onde passou. Falta só dizer que a senhora tem 59 anos. Vai arranjar trabalho onde? É nisto que o Governo pretende cortar? É aqui que o Governo pretende ir buscar dinheiro? Enquanto dá reformas de 25.000€ e outras parecidas? Não estou a dizer que as pessoas que recebem reformas com este valor, não as mereçam e não tivessem descontado para, agora poderem receber o que recebem. Nada disso! Mas, enquanto as pessoas que estão no desemprego, recebem, por exemplo os 419€ que falo acima, enquanto por má administração o BPN faliu, o estado dá reformas como as mencionadas e investe no BPN. Sendo o Estado a investir quem é que paga? Nós, naturalmente, que amanhã, por qualquer motivo poderemos estar no desemprego. E, com tudo isto, temos um Governo a dizer que está a fazer os possíveis, a tomar medidas, para sairmos da crise. Crise para quem? Para quem tem reformas de 25.000€ mensais? Para os accionistas do BPN, que no ano anterior à falência tinham recebido dividendos dos lucros do Banco? Para aqueles que na campanha eleitoral anterior (Sócrates) dizia que ia criar 150.000 novos empregos e nesta altura tem mais de 500.000 desempregados? Afinal a crise é só para quem ganha pouco. Diz-se por aqui, que quem se " lixa " é o mexilhão! É bem verdade. Isto tudo para dizer que Pedro Passos Coelho, já está a estar nos esquemas de Sócrates. Disse Sócrates " Quero deixar uma palavra pessoal ao doutor Passos Coelho para dizer que, do ponto de vista pessoal, muito apreciei a sua atitude de responsabilidade num momento destes ". Este não é o Passos Coelho que eu esperava.

domingo, 25 de abril de 2010

TOPONÍMIA

Descobri num jornal de 1975, um artigo de António Cabral que dizia assim: "Já lá vão quinze anos quando este nosso jornal levantou o alerta para a facilidade com que se mudavam os nomes das nossas terras e esse brado de alerta , bem me lembro, foi dado pelo Dr. Travassos Dias, especialmente ao baptismo de terras com um Santa. Pois queriam todas as ilhas do Arquipélago do Bazaruto.......santificadas." Isto era o título da noticia que seguia assim: " Até 1940 não houve grandes alterações, mas a partir daquela data as mudanças foram constantes, umas atrás das outras........ " . Cito só algumas que não pegaram, que apesar de terem mudado de nome, todas as pessoas as chamavam da mesma forma, pelo nome que sempre tiveram, Xai-Xai (João Belo), Guijá (Trigo de Morais), Angoche (António Enes - além de não haver justificação para mudar qualquer nome, este então era ridículo, pois havia um navio português que se chamava Angoche, que desapareceu algures nos mares de Moçambique, foi mais tarde encontrado, à deriva , sem tripulação ), Gurué (Vila Junqueiro), Cuamba (Nova Freixo) Lichinga (Vila Cabral), Pemba (Porto Amélia). Parece-me ser mania portuguesa, mudar o nome a tudo. Mesmo em Portugal temos situações dessas. Aqui cito só um exemplo: tudo o que tinha o nome da Salazar, passou a 25 de Abril. Quer queiramos, quer não, quer gostemos, quer não, durante um determinado período da nossa História, Salazar foi Primeiro Ministro. Bem ou mal, governou-nos, não se pode passar uma borracha por cima, como se não tivesse existido. Isto só para dizer, que nós, portugueses, temos a mania de mudar tudo, mesmo que a seguir venham outros e voltem a mudar. Mas, por mais incrível que pareça, não somos um País de mudanças! Porque se assim fosse, não tínhamos feito com que o PM actual fosse reeleito. É verdade que não tem maioria absoluta........mas não me parece assim tão importante! Com maioria relativa, chega para mudar o que pretendem, mesmo a contra gosto do povo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE

A Republica adoptando a tradicional divisa : Liberdade, Igualdade, Fraternidade, quis exprimir dois dos direitos essenciais do homem, a par de um dos mais nobres deveres sociais. A Liberdade, é de facto, o direito que cada um tem de se disciplinar, para não ser disciplinado pelos outros. Pode também ser, o direito de cada um fazer, como entende, aquilo que deve e não aquilo que quer. A Igualdade é também um direito. Aquele que cada um tem que exigir, o mesmo tratamento que qualquer outro, qualquer que seja a diferença social que os distinga. Devia ser assim. Igualdade absoluta é uma utopia, não existe, não poderá nunca existir. Seja entre indivíduos da mesma colectividade, família ou corporação. Só poderá existir perante a lei. Todas as pessoas nascem iguais. Esta é a Igualdade exigida pelos homens, como um dos seus direitos constitucionais. A par dos direitos, que cabem a todos os indivíduos, existe um dever que todos deveriam cumprir: Fraternidade. A Fraternidade é o dever que todos nós temos de nos estimarmos, mostrarmos amabilidade, bondade. Podemos resumir pensando no que tantas vezes dizemos "Faz aos outros o que gostarias que te fizessem". Manifestações de Fraternidade como a cortesia ou delicadeza, que consiste em procurar todos os meios de ser agradável aos que nos rodeiam, quer por acções, quer por palavras. Indulgência, desculpar os erros dos outros, desde que não sejam praticadas por pessoas más e perversas por natureza, mostrar-lhes que procederam mal, aconselhar para que não repitam a falta cometida. Caridade, socorrendo os infelizes, quer seja por palavras de incitamento, de animação ou conforto, ou até mesmo economicamente ou mantimentos, conforme as necessidades do socorrido. A dedicação, que pode ir até ao sacrifício da própria vida, e que se revela de variadíssimas formas, como, salvação de náufragos, socorro em caso de incêndio, transfusão de sangue, todas aquelas eventualidades em que o individuo antepõe todas as suas comodidades a felicidade do seu semelhante. Se se cumprisse com tudo isto o Mundo seria deveras melhor, sem guerras, onde todos gostaríamos de viver. Claro que tudo isto é utopia. Basta haver duas cabeças, para os pensamentos e as acções serem diferentes. Mas isto é apregoado por grande parte dos políticos e aceite por todas as pessoas. Cumprir ..........já não é bem assim. Até há um chavão que se diz muito por aqui: "De boas intenções está o inferno cheio". Tudo isto a propósito da quaresma e da Páscoa. Toda a gente quer praticar boas acções.........mas quase todos se ficam pelas intenções. Quando éramos colonialistas, tínhamos um império, não compreendíamos os colonizados, mas queríamos ocidentalizá-los, como se isso fosse possível. Cada povo tem seus usos, costumes e culturas. Para citar só um exemplo, temos o caso da Guiné. De quando em vez o comandante militar acorda mal disposto ........e aí vai mais um golpe de Estado. Agora já não poderemos ser acusados, deste tipo de guerra, deste tipo de atitudes. Devemos ficar indiferentes? Devemos tentar ajudar? Como? Indo fazer comissões a ganhar alguns milhares de euros? Como no Kosovo? Em que ficamos? Colonialista opressor, ou sem colónias mas interesseiros, materialistas? Ajudamos desde que nos paguem bem! Outro exemplo? Timor. Ajudamos economicamente os timorenses, que agora ajudaram a Madeira, economicamente! Não foi muito, mas mandaram para lá dinheiro. Atitude de louvar, claro. Então depois de termos abandonado Timor à sua sorte, de termos fugido de Timor, de termos tentado apagar essa fuga, ajudando os timorenses com dinheiro, estando ainda os timorenses a necessitar de serem ajudados mesmo economicamente...ajudam eles a Madeira com dinheiro, com boa vontade. Será uma lição que o povo de Timor nos quer dar? Enquanto os abandonamos eles agora ajudam-nos. Estão solidários com os madeirenses se calhar por pensarem que também são um povo colonizado! Porque se me vão dizer que a madeira foi descoberta sendo uma ilha deserta.....Cabo Verde também era.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

FILIPA

Deparei com uma noticia, num jornal diário e comentada pelo director adjunto, desse mesmo jornal, sobre um livro que Filipa Gonçalves escreveu. Nada existe de anormal, porque o director adjunto até diz que Filipa, num acto de coragem, conta a sua vida desde o ter nascido mulher num corpo de homem. Isto serve de introdução ao comentário que vou fazer a seguir, digo desde já que concordo com o que o director adjunto diz, já não concordo tanto com a noticia a que ele faz referência.
Diz a noticia, que a infância foi difícil, que aos três ou quatro anos já ela tinha alguma consciência de que havia alguma coisa de errado no corpo dela. Tudo bem! Acredito que ela, vivesse atormentada no infantário, até porque nós sabemos que os miúdos são por vezes cruéis. Até os preconceitos não terão sido fáceis de ultrapassar. Acredito que a vida não tenha sido nada fácil para a Filipa, incluindo a vida dos pais e até o afastamento do pai, só por ser homem. Portanto, a vida não terá sido nada fácil, a quem sente que está no corpo errado. Todo o problema da operação que não correu bem. A perversidade dos rapazes. Todo o problema que teve no Hospital de Santa Maria, toda aquela espera. Tudo aquilo por que passou até chegar ao que é hoje.
Mas não há regras sem excepção. Isto só para escrever sobre o que não concordo, no meio de todo este sofrimento. Hoje como sabemos, acabou o tabu da homossexualidade. Nunca o Paulo (Filipa) admite ser ou ter sido homossexual. Mas admite que era homem, num corpo errado ou não, quando fez amor pela primeira vez. Admite que o seu primeiro amor de verdade foi um Miguel, que foi com ele que aprendeu a fazer amor, não o deixando ver o pénis, nem que o tal Miguel lhe tocasse no pénis. Diz a noticia a determinada altura, sendo um enxerto do livro dela "Posso dizer que o Miguel foi o meu primeiro homem e aquele que me conheceu tal como eu era. O único que me amou incondicionalmente, ao longo de dois anos, e, apesar da sua juventude, foi capaz de superar todos os obstáculos. Pela primeira vez na vida, soube o que era o amor com letra maiúscula. Tivemos uma relação muito fogosa. Amávamo-nos, na verdadeira acepção da palavra , até à exaustão. Éramos capazes de passar um dia inteiro nos preliminares..........". Não duvido nada do que ela conta, e como disse mais atrás, até acredito que tenha sofrido imenso para poder ser o que é hoje, mas devemos chamar o quê a uma pessoa assim? Terceiro sexo? Não, porque foi uma escolha dela. Homossexual? Em determinada altura da vida dela terá sido, antes da transformação. Transexual? Poderá ser. Roberta Close seria? Tudo leva a crer que sim. Vai ser um livro interessante de ler. Com esta publicidade toda pode mandar já fazer 2ª edição! De qualquer das formas, desejo felicidades à Filipa. pelo sofrimento e pela sua realização.

sábado, 3 de abril de 2010

VOZ DO POVO

Li na comunicação social, que Zeinal Bava, administrador da PT, levou para casa no ano 2009, qualquer coisa como 1,5 milhões de euros. Os trabalhadores da PT, estão revoltados com esta situação, porventura serão eles os piratas, porque governo e PT, ficariam admirados com uma greve dos trabalhadores da PT. Um funcionário da PT, declarou a este mesmo diário, que o salário médio dos trabalhadores da empresa é de 1.250 Euros, dizia ainda que para um trabalhador que aufere este valor mensal, para levar para casa tanto como o Sr. Bava, teria de trabalhar 85 anos. Permitindo que se receba valores destes, seja em prémios seja pelo que for, não deixa de ser um atentado a todos os trabalhadores portugueses. Temos um ministro que, por um lado quer penalizar toda a gente, até os desempregados, por outro lado o mesmo ministro permite situações destas. Não quero com isto dizer que o Sr. Zeinal Bava não mereça o dobro, o que pretendo é que o tal ministro não permita situações como esta, enquanto houver portugueses no limiar da pobreza, alguns até a passarem fome. Isto que este ministro permitiu é um atentado a quem trabalha, a quem tem que se levantar todos os dias às 6 de manhã para poder ir trabalhar e ganhar os tais 1250 euros, alguns, porque há muita gente a ganhar 475 Euros. O tal ministro que quer reduzir o subsidio de desmprego, aumentar os impostos, deixa que se aumente os bens essenciais, congela o valor das reformas ( não as de 25.000€) de 200 Euros, saberá porventura o que é viver-se com 200€? Pagar as despesas de farmácia, renda de casa, gás e luz? Já não falo de telefone, se bem que ache que todos os reformados deveriam ter um telefone para qualquer emergência. Mas não admira, que não tenham nada disto! Se for necessario chamar o INEM para socorrer alguem, têm que saber a idade e conforme a idade assim demoram a chegar. Para sustentar aquilo que afirmo: Houve um acidente de automovel, envolvendo três carros. Num dos carros seguiam duas senhoras de 86 e 75 anos, uma de 58 anos e o condutor de 62 anos, que por acaso até é cardíaco. Depois de chamado a INEM, eram 17,45h, acabaram por chegar às 19.30h. A sorte destas pessoas foi não terem ferimentos graves. Só duas delas ficaram feridas, ligeiramente. Uma com uma ferida numa perna, sendo diabética (87 anos) e outro com um braço partido e sendo cardíaco. Por isso acho justo que os nossos governantes continuem a permitir a distribuição destes prémios todos e que por outro lado o pessoal que já deu o que tinha a dar.....que morra, se possivel bem longe por causa do cheiro!

sábado, 27 de março de 2010

15 SEGUNDOS

Tal como na vida 15 segundos é tempo demasiado! Podemos perder a vida num segundo! Num jogo de futebol 15 segundos já não será assim tanto tempo. Os desportos mais controlados pelo tempo são, se a memória não me falha o basquetebol e o hóquei em patins! Acho até que o basquetebol é um desporto mais honesto que o futebol, partindo do principio, que uma falta cometida e assinalada pelo árbitro, obriga o jogador faltoso e denunciar-se. Mas estava aqui na contagem de tempo. No basquetebol paragem de jogo é igual a paragem de cronómetro. Se imaginar-mos uma paragem de jogo no futebol, não tínhamos uma hora e meia de jogo mais os três ou quatro minutos que o árbitro dá de compensação, pelas fitas e substituições, feitas muitas vezes estratergicamente, para queimar parte desse tempo de compensação. O que teríamos como jogo de futebol seriam para aí 2 horas ou 2.5 horas. Vem isto a propósito do Benfica ter ganho um jogo, importante é certo, ao Sporting de Braga, e ter marcado o golo , que lhe deu a vitória, 15 segundos depois do minuto de compensação que o árbitro deu. Fez o treinador do Braga um bicho de sete cabeças, por causa dos 15 segundos, porque foi nesse tempo de desconto que o Benfica marcou o seu golo. Da mesma forma que tenho opinião que o basquetebol, e o hóquei, neste campo de tempo são os mais correctos, pois só conta o tempo efectivamente jogado, acontece que no basquetebol quando faltam os 15 segundos para o jogo acabar, se a bola for lançada ao cesto no 14º segundo o jogo não acaba enquanto a dita não tiver chagado ao cesto, ou entrando e contam os pontos ou não entrando e acaba o jogo. Vem isto a propósito do Benfica-Braga, como já tinha dito e do treinador do Braga ter contestado o golo pelos tais 15 segundos depois do minuto. Não é anedota mas só dá para rir! Quando os jogadores de futebol se atiram para o chão e demoram um ou dois minutos deitados, como se ficassem magoados fortemente quase a necessitarem de ir para o hospital e assim que o árbitro apita põem-se de pé sem maleita nenhuma! Ora se nestes casos o jogo parasse e fosse descontado todo esse tempo, imaginem quanto não durava um jogo de futebol!! Mas nisso não falou o treinador do Braga. O Braga teve algum azar, pois um dos elementos que mais tempo "queimou" enquanto jogou, Mossoró, excelente jogador, lesionou-se numa disputa de bola com Carlos Martins, que mesmo visto em câmara lenta não tem a mínima intenção de lesionar o seu colega da profissão. Agora aqueles 15 segundos, concedidos por um árbitro que no final da partida até fez oferta das insígnias da FIFA ao treinador do Braga.....esses sim ! Se calhar o árbitro ofereceu as insignias ao treinador do Braga para que este entendesse que no jogo manda ele. Treinador serve para treinar, jogador para jogar e árbitro para ajuízar. Esses 15 segundos é que foram importantes, num jogo que no mínimo deve ter 5.400 segundos. Este jogo teve a mais 435 segundos. Por isto não protestou o treinador do Porto, perdão queria dizer do Braga. Só aqueles 15 segundos foram importantes. Porque até no golo o treinador do Braga protestou, dizendo que tinha sido marcado com a mão. É aconselhável o treinador do Braga ir a um oftalmologista, pois pode ter problemas de visão. Tenho pena de Mossoró, espero que ele recupere depressa, pois faz falta ao futebol, principalmente ao Braga, equipa com que simpatizo! Força Mossoró! Volta depressa!

quinta-feira, 25 de março de 2010

PÁTRIA

O patriotismo é a ideia elevada e soberana que consiste em cada cidadão amar o seu país e consagrar-se ao seu engrandecimento. Ser patriota é sacrificar pela Pátria as afeições pessoais, interesses particulares, e até, sendo necessário a própria vida. E o que é a Pátria? Que exige todos os sacrifícios apontados anteriormente? Pátria é a reunião de indivíduos que têm uma alma em comum, e mesmo um ideal. Reunião de indivíduos que têm uma forma semelhante de sentir, de ver, de pensar, de actuar e cujas vontades convergem para que a sociedade atinja um mesmo objectivo elevado e honroso. Nem a unidade geográfica, de raça, de língua, de religião, são condições necessárias para a constituição da Pátria. A título de exemplo diria que na Península Ibérica existe unidade geográfica e Portugal e Espanha são duas Pátrias distintas. Outro exemplo: na Suíça, onde se fala alemão, francês e italiano, conforme os cantões, contudo a Suíça é uma Pátria. Se procurarmos materializar a ideia de Pátria, podemos dizer que ela é a terra onde nascemos, a igreja onde fomos baptizados, a escola onde aprendemos, os sítios familiares onde crescemos, o cemitério onde repousam os nossos antepassados. É também a língua em que aprendemos a sentir e a pensar, os costumes e tradições que nos fazem reviver a lembrança do passado, as realidades do presente e as aspirações do futuro. Pátria, para nós, portugueses, são ainda os nossos literatos, poetas e sábios, que têm irradiado pelo mundo. Pátria, são ainda pedaços de terra portuguesa de além-mar, que os nossos navegadores descobriram. Amar a Pátria é amar os bens mais preciosos da vida individual e social. Defendê-la, é defender o conjunto dos interesses que devem ser-nos mais caros, despojando-os do que poderiam ter de pessoal e interesseiro, para pensar sobretudo em todos aqueles que nasceram e nascerão, na mesma terra e sob as mesmas leis. O patriotismo é uma virtude cívica e militar. É ele que impõe a todo o cidadão o dever de pegar em armas em defesa da Pátria. quando ameaçada a sua integridade. Napoleão, imperador, estratega militar disse um dia "O amor da Pátria é a primeira virtude do homem civilizado". (gen. Correia Martins). Será ainda hoje assim? O conceito de Pátria será o mesmo? Com toda a evolução que o Mundo tem tido ao longo dos anos, os valores patrióticos vão-se perdendo? Hoje provavelmente já não haverá o conceito de Pátria nestes termos descritos mais atrás. Hoje haverá, mais o conceito de Europa. Haverá mais o conceito de ocidentalização! Mesmo que nos empurrem para a cauda dessa ocidentalização, e nós, boas pessoas, como temos demonstrado nalguns momentos, aceitamos de animo leve. E, em minha opinião e apenas em minha opinião, eu acho que o conceito de Pátria é o descrito no inicio deste texto. Portugal é a minha Pátria, que está situada geograficamente no continente europeu, nada mais que isso. Contudo, não estou a dizer se o continente europeu precisasse de ajuda, numa peleja qualquer que Portugal não deva ajudar! Não abdico do meu sentido patriótico, do meu dever de cidadão, às vezes com uma certa mágoa. Mas a minha Pátria tem nome: Portugal!!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

VIOLÊNCIA

A Ministra da Educação, parece estar com vontade de fazer alguma coisa pela violência nas escolas. Já não era sem tempo que alguém fizesse alguma coisa por este assunto. Pode ser que agora, os conselhos directivos ou os directores, ou o raio que isso se chama, passem a ligar mais às queixas feitas por professores e alguns pais. Pode ser que os auxiliares das escolas passem também a estar mais atentos ao que nela se passa. Pode ser também que a "Escola Segura", funcione. Pode ser que o agente de serviço à "Escola Segura", que deveria ajudar miúdos e graúdos que vão buscar os miúdos os auxiliem no verdadeiro sentido da palavra, em vez de estarem a conversar ao telemóvel, próximo das passadeiras, acabando por não controlar, nem transito nem miúdos na passadeira, permitindo que os automóveis dos papas parem em frente às escolas, em sítios que não se pode ultrapassar, normalmente em frente às escolas têm dois traços contínuos. Assim sendo, quem vem de carro e não tem filhos para ir buscar à escola, ultrapassa, mesmo no sitio onde tem os traços contínuos, nas barbas da policia. Multas aqui? Não há! Como poderia haver se permitem que os automóveis dos papas parem no sitio onde só cabe um automóvel. Desviei-me da ideia que tinha quando comecei este desabafo, dizendo que me parecia que a ministra da Educação queria fazer qualquer coisa de seguro (?) para as escolas. Pelo menos diz que alguns pontos deste novo (?) estatuto visa o "reforço da intervenção preventiva das escolas, em casos de violência ou indisciplina". Mas não nos devemos esquecer , que diz o povo " De boas intenções está o inferno cheio". Vem tudo isto a propósito de no inicio desta semana ter havido mais um caso de violência extrema numa escola. Um aluno, com os seus quinze anos, sem que nada o fizesse prever, entra numa sala de convívio, onde estão três miúdos entre os doze e os treze anos, sentados o uma mesa. Atira-se para cima da mesa e no sitio onde deveria cair, o aluno que lá estava sentado desvia-se, acabando a voador por aterrar em cima da mesa. Como não conseguiu aterrar em cima de ninguém, o tal aluno de quinze anos, zangado virou-se para o aluno de doze anos agredindo-o ao soco e ao pontapé. Depois de se ter satisfeito e os outros miúdos terem ido chamar alguém que os socorresse, aparece um continuo que de imediato se apercebe da gravidade do miúdo de doze anos e chama o INEM. Depois de transportado ao Hospital deitando sangue pela boca e ouvidos, sem dar acordo de si o miúdo é transportado para um Hospital Central. Passado bastante tempo, o miúdo recupera a consciência e a uma pergunta do médico "Qual é a tua mão direita?" o miúdo em vez de responder, pergunta ao médico " O que é isso de mãos" . Isto tudo para dizer que o miúdo ainda hoje está com brancas, não se lembra do que se passou. Quando a mãe lhe pergunta o que aconteceu, ou do que se lembra, responde que estava a brincar com uns colegas e não sabe o que aconteceu para ter ido para o hospital. Esperemos que este miúdo recupere, volte ao normal. O outro antes da ministra tomar qualquer atitude, segundo me disseram já foi expulso da Escola. Foi expulso desta Escola, amanhã estará noutra, o procedimento será o mesmo. Sem ser saudosista, acredito que ainda possa haver casas de correcção para miúdos deste tipo. Acredito, já não no meu tempo, que haverá escolas de educação para pais (Lírico). Acredito que teremos um ensino melhor (?). Acredito que a educação seja boa, que é coisa que já vai faltando por aí e ninguém faz nada! Acredito que a vontade desta ministra seja o principio de alguma coisa. Acredito que a ministra dê poder às Escolas para que se acabe com a violência. Acredito que gostava de acreditar!!!!!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

DESEMPREGO

Descobri, entre um montão de papeis, uma revista de 1989, chamada "Semana". Nem de propósito uma das notícias, começa assim: " Para ela, a prostituição não foi uma opção, mas sim um último recurso. Prostituir-se não foi a sua opção, mas sim o último recurso numa sociedade que parece empenhada em fomentar o desemprego, as injustiças sociais, a miséria, onde a luta pela sobrevivência é cada vez mais cruel." De certo modo 20 anos depois, parece que ainda não saímos daqui. Mais para a frente dizia a mesma revista: "Tem 22 anos é estudante universitária. Ousa dizer-nos - O primeiro homem com quem fui para a cama era um amigo do meu pai. Quando acabámos, ele deu-me uma nota de cinco contos. Eu tinha 16 anos. Foi o dinheiro que menos me custou a ganhar. Aí tomei a opção de continuar a estudar, mantendo-me com a mesada que os meus pais me dão, e a prostituir-me nos tempos livres, por forma a ter o meu pé de meia e a poder ter tudo quanto ambiciono e não conseguiria de outra forma- Aqui está um caso em que a prostituição foi uma opção meramente material."
O título deste comentário também poderia ser : "Dá Deus nozes a quem não tem dentes" . Uma foi quase obrigada a entrar para este mundo, não tendo emprego, não tendo pais que a pudessem sustentar ou dar-lhe uma educação ou até posses para a pôr a estudar, a mãe tinha morrido ao dar á luz, o pai não quis saber dela. Outra, menina que tendo boa educação, estudante universitária, logo, filha de pais que deviam e podiam, dar educação, um nível de vida, que a outra moça gostaria certamente de ter tido. Uma engravidou e teve uma filha, sem emprego e iletrada, continuou na mais velha profissão do mundo, nos caminhos da perdição, para poder sustentar a sua filha. A outra continuou a fazer a mesma vida por opção, para, como ele própria dizia na altura, garantir o futuro. claro que isto são dois exemplos, dos mais opostos que há. Mas são dois exemplos que poderão acontecer, 20 anos depois, desta reportagem ter sido feita. Com tanto desemprego, cada vez mais, poderão existir mais moças como a primeira deste texto. Como a segunda moça.................ainda as há hoje.

sexta-feira, 12 de março de 2010

HISTORIANDO V

A decadência da igreja portuguesa, faz-se sentir em todo o governo de D. Teresa. Teresa não seguiu um plano de politica eclesiástica, como fora o do conde Henrique. Adivinhava-se, porém a hora em que o governo do condado ia ser entregue a mãos vigorosas, as do filho de D. Teresa, Afonso Henriques, que apenas com 14 anos se arma cavaleiro a si próprio, acto que só os reis costumavam praticar. Decorria o ano de 1125, ano em que , já os barões não concordavam com o ascendente que o conde galego Fernando Peres, protegido de D.Teresa, tomava em relação ao condado Portucalense. Afonso VII invade o território portucalense para impor autoridade, que já difilmente era reconhecida. É aqui que aparece Egas Moniz, a quem estava confiada a educação guerreira de Afonso Henriques, filho de D. Teresa e do conde D. Henrique. As terras de Portugal em que dominavam os parceiros de Afonso Henriques, que estava em rotura com sua mãe, começaram a rebelar-se. A antiga corte do conde Henrique, Guimarães, declarou-se pelo infante, Afonso Henriques. A invasão de Afonso VII, veio adiar a guerra civil. Afonso VII, pôs cerco a Guimarães, pouco lhe importando se era sua tia ou seu primo quem regia Portugal. Importava, isso sim, que esta província reconhecesse a sua autoridade suprema. Vendo que as suas forças não conseguiam resistir a Afonso VII, os sitiados de Guimarães declararam em nome de Afonso Henriques, que ele de futuro se consideraria vassalo da coroa leonesa. Egas Moniz, talvez mais que nenhum, gozava a reputação de homem leal, ficou por fiador da promessa. O rei de Leão levantou o cerco e depois de obrigar D. Teresa a obediência, retirou-se para a Galiza. A divisão entre os barões era notória. Afonso Henriques, formava já um bloco notório com os seus partidários. Era forçoso o confronto. E acontece em S. Mamede, cujo desfecho foi favorável a Afonso Henriques, o que pôs fim ao governo de D. Teresa. Digamos , que a vitória de S. Mamede foi um episódio que acelerou o avento do estado português."Após a batalha de S. Mamede, D. Afonso Henriques esforça-se por consolidar o seu domínio e garantir a independência de Afonso VII. "

terça-feira, 9 de março de 2010

150 ANOS?

Li num jornal diário uma entrevista com um assassino, sem escrúpulos e aprendi umas coisas! Por exemplo: escrever um livro pode garantir a saída da cadeia e fazer uma vida razoável. Isto a propósito da entrevista de Militão Guerreiro onde ele diz que "Não sou como alguns dos criminosos que conheço, que vivem do crime". Ele ia viver de quê se não fosse apanhado? "Naquela altura o meu comportamento era típico de um desequilibrado social, que faria quase tudo para obter os seus objectivos, sem sequer pensar se esses eram os mais correctos". Isto é dito quase nove anos depois de ter sido preso. Se bem me lembro na altura dos assassínios ele sempre negou, até ser confrontado com os cúmplices. "Porém no meu modo de pensar e funcionando, talvez, como um mecanismo de defesa, costumo culpar todos os seres humanos pelo que fiz........" Claro que eu e outros tantos milhões de pessoas que não o conhecemos de parte nenhuma, só ouvimos falar dele quando o apanharam, é que somos os culpados do seu comportamento! "Se realmente eu estivesse com todas as minhas faculdades mentais em uso, jamais teria cometido tal crime ou outros." Quando são apanhados não é o que todos dizem? À pergunta do jornalista que se pensava passar o resto da vida dele a cuidar de gado, responde "Era esse o meu pensamento irracional. Era pensamento irracional, porque nunca pensou fazer nada na vida, ou porque foi apanhado? Em relação à pena de 150 anos ser ou não justa, diz com convicção "Nunca, assim como não acho nenhuma pena justa. A vítima é sempre a vítima, mas o criminoso é algoz e vítima". Por ter sido o mandante do assassínio de seis pessoas? "....O meu modo de pensar diz-me que devo amar e perdoar incondicionalmente todos os seres humanos, por isso é difícil para mim aceitar a rejeição dos meus familiares, principalmente dos mais próximos". Em que é que ficamos? Perdoar toda a gente menos os familiares mais próximos? Quem pode perdoar uma pessoa assim? Os familiares devem sentir um desgosto tremendo por ter alguém assim na família. Devem querer distância de uma pessoa assim. A frieza que ele mostrou na altura em que foi apanhado, atirando até as culpas para cima dos outros capangas, demonstra, em minha opinião, de quem estamos a falar. Pessoa que perdoa em qualquer circunstância, incondicionalmente, mas que não teve um único pensamento para os familiares das vitimas. Para aqueles que ficaram sem os entes queridos. Pena sim, do filho que ele deixa, que quando tiver entendimento suficiente e lhe contarem quem o pai era............. se entretanto não sair da cadeia por amnistia ou fuga e não transformar o filho naquilo que ele foi.

sábado, 6 de março de 2010

HISTORIANDO IV

A designação condado portucalense como as de província portucalense, tem origem, segundo consta, no termo portucale, termo que os antigos designavam a povoação situada na margem norte do rio Douro, próximo da sua foz. Só no séc. IX aparece o termo portucalense, aplicado a uma certa extensão de terra. O Porto servia de centro a uma região, tendo originado a designação Portucale, primitivamente reservado à povoação situada na margem direita do rio Douro. De toda a maneira, as circunstâncias que acompanharam a invasão sarracena, além de condições mais profundas e remotas, conferiram à região Entre-Douro-e- Minho, que ao mesmo tempo era norte da Lusitânia, e sul da Galécia, viria a ser origem do estado português. Aí os galegos são tratados como estrangeiros ou forasteiros indignos.
Em 1093, Afonso VI, tendo conquistado, Santarém, Lisboa e Sintra, constituiu com estes territórios um condado, cujo governo foi entregue a Soeiro Mendes, sob a autoridade de Raimundo, já casado com Urraca e por isso genro de Afonso VI. Raimundo ficou com a superintendência de toda a terra hispânica ocidental, desde a Galiza até as recentes conquistas. Pouco depois surge na historia da Península uma nova figura, que há-de vir a desempenhar um papel de muito relevo: Henrique, primo de Raimundo. Em 1095, Henrique estava casado com Teresa, filha ilegítima de Afonso VI, governando Braga e o seu território, na dependência de seu primo Raimundo. Entre 1095 e 1097, aparece Henrique já como senhor de Coimbra. Estendendo toda a sua autoridade até ao Tejo, cessando toda a superintendência de Raimundo, ficando Henrique a depender unicamente de Afonso VI. Nesta altura já o domínio cristão não compreendia Lisboa, pois Raimundo, vindo de Coimbra, ainda em 1905, fora desbaratado pelos muçulmanos nas imediações de Lisboa. Em 1097, estava definitivamente constituído o Condado Portucalense. Casando sua filha Teresa com Henrique, Afonso VI, não se limitou a entregar a este o governo da província portucalense, com a qual já se confundia frequentemente os monumentos dessa época no distrito de Coimbra e Santarém. O património do rei e da coroa, passaram a ser possuídos como bens próprios pelos dois consortes. Assim, o cavaleiro francês, que viera buscar na Espanha, mais fortuna que a que possuía e poderia vir e ter na sua pátria, viu realizadas as suas esperanças, além daquilo que provavelmente imaginara. A amovibilidade do governo henriquino do condado, era condição que muito importava para a tese insurreicionista. a desintegração portuguesa foi, assim, um acto ilegal, uma longa insurreição. Na combinação de forças , que o conde aproveitou, tinha lugar destacado a igreja romana com as suas tradições de disciplina e o seu génio construtivo. Estas duas situações, tornavam-se fundamentais para tirar a península do caos em que vegetava. O conde viu esta situação e apreendeu o quanto importava para o êxito da sua obra, integrar o condado na bem ordenada construção da igreja romana. Roma , seguiu uma linha que se definiu como facto consumado. Enquanto Portugal e outras nacionalidades da Península foram em Roma como pecas destinadas a acabar com o Islão, os papas consideraram que as diversas sociedades hispânicas deviam obedecer a um principio que seria a unidade de comando, a frente única. O factor eclesiástico foi muitas vezes causa das modificações politicas. As primeiras relações de Roma com o litoral hispânico remontam ao pontificado de Gregório VII. Com a morte de Gregório VII, lançam-se os fundamentos ainda imperfeitos de Toledo. A dependência de Braga em relação a Toledo era a contra partida eclesiástica da dependência de Portugal a Castela. Pascoal II é o primeiro papa que incita directamente Portugal à cruzada peninsular. À reconquista. Santarém conquistada por Afonso VI, cai de novo em poder dos muçulmanos. Neste degladiar das pretensões de Compostela e Braga, intercala-se mais um episódio da luta de Braga contra o primado de Toledo. Teresa não seguiu um plano de politica eclesiástica definido como fora o do conde Henrique. Se não hostilizou a igreja, também nada fez que provasse o contrário. Paio Mendes, arcebispo de Braga é preso, numa demonstração do poder civil e o eclesiástico. Portanto as relações entre o poder civil e o eclesiástico nada tinham de cordeais.

quarta-feira, 3 de março de 2010

JUMENTO=BURRO

Num noticiário que ouvi hoje, dizia o jornalista, que as empresas portuguesas deviam aos seus trabalhadores, 15 milhões de euros! Acredito na informação. Só acontece as empresas deverem tanto aos trabalhadores por dois motivos. Um: sem trabalhar não se vive. Dois: porque o Estado quer! Se o Estado que temos, diria melhor, se o Governo que temos quisesse acabar com este estado de coisas, bastava fiscalizar as empresas devedoras. Bastava ver a vida que esses empresários fazem. Bastava olhar para os trabalhadores da mesma forma que olha quando precisam de votos! Neste país com Simplex, e outras coisas terminadas em EX, creio que é por isso que vai mal, por causa o excesso de EX. Hoje está na moda o EX, ex-trabalhador, ex-marido, até ex-desempregado e não é por ter arranjado trabalho. Hoje também acidentalmente li o "JUMENTO" que a certa altura reza assim. "Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem filhos para alimentar, sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem pequeno almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber." Mais adiante diz "Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros, mas multiplicam a sua riqueza". Isto é verdade. Até concordo com o que está escrito, se bem que o contexto, não fosse este. Na realidade é o que se passa. Anda um trabalhador a descontar para o Fundo de Desemprego, há alguns anos atrás - porque me vão dizer que os trabalhadores não descontam para o fundo de desemprego, mas sim para a Segurança Social - durante 25 ou 30 anos e no máximo ao fim de três anos de subsidio de desemprego, mais um ano de subsidio de reinserção (penso que é assim que se chama), perderem todo o direito a receber o que quer que seja e a passar a alimentar-se na sopa dos pobres, onde Existir. Um Governo que promete empregos e cada vez há mais desempregados. Um Governo que permite que empresários sem escrúpulos o engane e que outros, que até são sérios, tenham os seus impostos em dia, sejam, não digo perseguidos, mas mais vigiados, com mais frequência, alguns até são obrigados a fechar o seu estabelecimento. O Governo protege quem? Deveria proteger, aqueles que se esforçam por pagar no final de cada mês o salário dos trabalhadores. Ainda há empresários assim, cada vez menos, mas ainda há. O texto já vai longo e já disse coisas a mais, já me perdi no texto, mas isto são situações que me revoltam. Aqueles que têm o descaramento de dizer que vão arranjar empregos, as pessoas pensam que para além dos já existentes o governo vai criar mais, a contar até com os saídos das Universidades. Depois o número de desempregados supera o número anunciado de empregos a criar e vêm logo dizer que entendemos mal, que não foi aquilo que disseram, os empregos estão a ser criados, mas nunca disseram que não haveria despedimentos, empresas a fechar. Não! Só disseram que iam criar uns não sei quantos mil empregos! Precisam de votos......palmadinhas nas costas, uns palavras bonitas. Ganham as eleições, passam um atestado de pobreza. Há um amigo meu que diz "Empurrado sim, mas devagarinho, para não fazer doer". A frase não é bem esta, mas o sentido é. Até parece que gostamos de ser enganados! Ou então temos os enganadores que merecemos!!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

HISTORIANDO III

Quanto às relações entre muçulmanos e cristãos, o condado de Coimbra, era governado por Sesnando. O condado de Coimbra estendia-se entre o Douro até ao Mondego, tendo sido palco de algumas escaramuças, entre muçulmanos e cristãos. No tempo de Afonso VI, o bispo da diocese conimbricense, D. Paterno acedendo às chamadas de Sesnando, veio instalar-se em Coimbra. A Sesnando atribui-se , a fundação de um castelo em Penela, castelo esse que mais tarde veio a ser conquistado e destruído pelos muçulmanos e reconquistado e reconstruído pelos cristãos. deste castelo nada resta hoje. A Sesnando sucedeu no governo do condado de Coimbra, seu genro Martim Moniz, em 1093. Afonso VI, refazendo-se no ocidente dos desastres sofridos no Sul, apossava-se de Santarém. Prosseguindo no avanço, em breves dias se apoderou de Lisboa e Sintra. a conquista de Toledo trouxera aos cristãos os domínios até ao Tejo, no centro da Península. A de Santarém e Lisboa, no ocidente trazia a fronteira meridional do reino cristão. Martim Moniz, sucessor de Sesnando no governo de Coimbra e de cuja administração, não há noticias, aparece como governador de Arouca em 1094. Genro de Afonso VI, Raimundo, por iniciativa deste, tomou posse de toda a região ocidental da Península, Santarém, Lisboa e Sintra, dando-lhe também por subalternos, Soeiro Mendes e Martim Moniz, governadores de Santarém e Arouca, respectivamente. Raimundo era filho do Conde de Borgonha, Guilherme, que viera à Península, com outros cavaleiros franceses, bater-se contra os muçulmanos, notabilizando-se Raimundo a ponto de Afonso VI lhe conceder a mão de sua filha Urraca. Nos princípios de 1095. aparece governando Braga, um outro francês, Henrique, a quem Afonso VI tinha casado outra sua filha, Teresa. A região governada por Henrique vai-se alargando, ao mesmo tempo que os laços de subordinação a Raimundo se vão desatando. Em 1096, Henrique governava Coimbra e Braga. a sua autoridade exercia-se desde o Minho ao Tejo, tendo já desaparecido todos os vestígios de subordinação a Raimundo. Estava assim criado o Condado Portucalense, cujo governo, ao contrário da maioria dos outros condados, viria a ser hereditário, passando do conde Henrique, para a sua viúva, por o filho de ambos ser menor e desta, ainda viva, por antecipação violenta para o jovem herdeiro Afonso Henriques. Em 1102 agrava-se a situação e os muçulmanos conquistam Valência, expulsando dali os castelhanos. Governava então a cidade, Ximena, a viúva de El Cid, ao qual se devia a conquista de Valência. Ximena ao ver a cidade ameaçada pede auxilio a Afonso VI, que lhe recusa ajuda. Não lhe interessava uma cidade tão longe sob o domínio cristão. Antes de abandonarem a cidade, os castelhanos destruíram-na. Quando os muçulmanos entraram em Valência pouco mais encontraram do que ruínas. A morte de Afonso VI, veio ocasionar politicas graves em toda a Espanha cristã. Aproveitando-as habilmente o conde Henrique e depois da morte deste, a viúva D. Teresa, que lhe sucedeu, conseguiram cavar mais funda a separação entre este condado e o reino Leonês a que pertencia. Foi esta politica hábil, fortalecida por razões, geográficas, étnicas, históricas, que conseguiu transformar o condado Portucalense, numa nacionalidade independente: Portugal.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PROFISSIONALISMO

Profissionalismo à séria! Li num jornal diário que na Suíça, as prostitutas vão passar a usar um desfibrilhador. A noticia,..... pareceu-me, que agora as meninas passariam a frequentar a universidade, sem ser a da vida...... a passar mesmo pela faculdade de medicina, para poderem exercer a profissão. Acho que se deve zelar pela saúde de todas as pessoas. Chegar ao exagero dos suíços........se calhar até nem é exagero. Isto vem a propósito de um reformado, que sofreu um enfarte quando estava a brincar com uma "menina". Em Portugal, isto nem por brincadeira se poderia pensar! Primeiro, porque não é uma profissão legal, depois com a saúde que temos....... uma Segurança Social a funcionar como todos sabemos..... Nem sequer temos força para legalizar esta profissão! Quanto mais, ensinar as meninas a trabalhar com um aparelho daqueles! Refiro-me ao desfibrilhador, claro. Mas sou a favor da legalização, até porque poderiam ser evitadas doenças, tal como a SIDA. Já que se legalizou o casamento homossexual, não sei qual será a dificuldade de legalizar a prostituição? Com obrigatoriedade de serem vistas por um médico com regularidade. Qual é o drama? Será melhor fingir-mos que em Portugal, não existe? Podem até mudar o nome, para não parecer tão obsceno. Podem até chamar acompanhantes de luxo, massagistas especializadas, ou outra coisa qualquer que não fira os mais sensíveis. Agora que tratem essas pessoas como penaltis......sim .......comparação estranha........Um jogador dentro da área, tem uma entrada tão dura, que poderá pôr a integridade do adversário em perigo, só é penalti se o árbitro marcar. Com este governo...não creio que seja possível. Temos, como dizem os brasileiros, um pais de brincadeirinha. Não é possivel nem que o árbitro seja corrupto.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MARÉS

( Foto de Carlos Tiago)


Peniche em maré de azar, se assim se poderá dizer. Há dias foi a embarcação "Fábio e João", que andava na sua faina de pesca habitual que, aparentemente sem se saber como, se afundou, não tendo sido encontrados os quatro tripulantes. Pessoas trabalhadoras e honestas, que todos os dias iam para a sua labuta, ganhando a vida. O mar era o seu ganha pão. Do mar viviam. Agora três jovens estudantes, que provavelmente foram ver a tempestade no mar que de tão horroroso é linda e ao mesmo tempo perigosa. Estavam no sítio errado, há hora errada. foram arrastados por uma vaga maior. Dois deles, ainda conseguiram, mesmo a pé chegar ao hospital para serem socorridos e pedirem ajuda para o outro, que infelizmente continua sem aparecer. Três jovens estudantes , em que um deles, possivelmente, não mais poderá acabar o curso.O mar é uma longa extensão de água salgada. A sua água é transparente, mas quando se observa parece azul, verde ou até cinzenta. O mar tem tanto de belo como tenebroso.

Em homenagem aqueles a quem o mar levou:

O Mar agita-se, como um alucinado:

A sua espuma aflui, baba da sua Dor...

Posto o escafandro, com um passo cadenciado,

Desce ao fundo do Oceano algum mergulhador.

Dá-lhe um aspecto estranho a campânula imensa:

Lembra um bizarro Deus de algum pagode indiano:

Na cólera do Mar, pesa a sua Indiferença

Que o torna superior, e faz mesquinho o Oceano!

E em vão as ondas se lhe enroscam à cabeça:

Ele desce orgulhoso, impassível, sem pressa,

Com suprema altivez, com ironias calmas:

Assim devemos nós, Poetas, no Mundo entrar,

Sem nos deixarmos absorver por esse Mar

-Pois a arte é, para nós, o escafandro das Almas!

Poema de : Alberto de Oliveira, in "Bíblia do Sonho"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

HISTORIANDO II

Afonso VI, chefe de um estado poderoso, era o árbitro das questões muçulmanas, pelo que, chegou a ser chamado "suberano dos homens das duas religiões" e aproveitando a situação , consuguiu alargar os sus dominios. Conquista Cória e Talavera, conquistas estas que não o satisfaziam, Toledo era o fito. Mas, de Toledo era rei Cadir, filho do homem que lhe dera asilo, nos tempos em que o seu irmão Sancho o vencera. Afonso, tinha prometido a Almanune. pai de Cadir, que sempre que lhe fosse solicitado auxilio, ele respondeia na hora, garantindo que para seu filho seria da mesma forma prestado o auxilio necessário, como prova de gratidão. Portanto nestas circunstâncias seria dificil apoderar-se de Toledo. Porém os toledanos não gostavam de Cadir, expulsaram-no e entregaram Toledo ao emir de Badajoz. Aproveitou Afonso esta situação para pôr cerco à cidade de Toledo. Mas no segundo ano de cerco, um incidente com o emir de Sevilha, veio desviá-lo deste seu intento. Afonso VI, ainda tenta pôr cerco a Sevilha, mas acaba por desistir. Por esta ocasião adianta-se até às prias de Tarifa. Depois volta a Toledo e consegue a rendição desta graças aos judeus que influenciaram os outros à rendição. Em 1084, já estava Cadir reposto no trono e negociava com o monarca cristão a entrega de Toledo., nas seguintes condições: Afonso VI respeitaria as vidas e os haveres dos toledanos; dar-lhes-ia liberdade de relegião, não encerrando a mesquita e obrigar-se-ia a ajudar Cadir a obter Valência. Em 1085, Afonso VI entrava em Toledo e ficava assim, com um dos estados mais importantes, fazendo fronteira com o rio Tejo.
À conquista de Toledo, seguiu-se a de Valência, que, conforme o acordado, Afonso VI entregou a Cadir. Logo de seguida entusiasmado pelas conquistas, partiu Afonso para Saragoza, no intuito de cercar a cidade. Teria conseguido os seus intentos, não tivesse entretanto desembarcado em Algeciras, um exercito vindo de Marrocos em auxilio aos seus correligionários. Reforçado o exercito Valenciano com os tropas vindas de Sevilha, Granada, Málaga, Almeria e Badajoz, Iúçufe partiu para Toledo de onde já saíra Afonso ao seu encontro. Encontraram-se em Zalaca , e ali se travou uma memoravel batalha, em que Afonso sempre vitorioso, foi derrotado. Estava-se no ano de 1086. As consequências da derrota de Zalaca teriam sido , muito penosas para os cristãos. se Iúçufe não tem regressado de imediato a Marrocos, por lhe ter morrido o filho primogénito em Ceuta. Os muçulmanos, em Espanha, supunham-se livres da opressão de Afonso, mas este depressa se refez do desastre sofrido, foi atacar as regiões orientais onde havia reinos muçulmanos mais fracos. Entretanto em Valência, Rodrigo Diaz, El Cid, com o pretexto de proteger Cadir, exigia pagamentos de tributos quase insopurtaveis. Afonso VI, recebera em Castela, El Cid afectuosamente, esquecido já dos antigos agravos e lhe concedera a posse de quantos castelos conquistasse aos muçulmanos, decorria o ano de 1089. Cid encontrou a cidade de Valência cercada pelo emir de Saragoza e libertando a cidade dos opressores exigiu de Cadir, um tributo mensal de elevadissimo valor.
De novo, como antes da batalha de Zalaca, a situação tornou-se angustiosa para os muçulmanos., que resolveram recorrer mais uma vez a Iúçufe. Em 1090 Iúçufe voltou a Espanha e foi por cerco a Aledo. Trze mil cristãos guarneciam Aledo. Afonso VI, resolve organizar em exercito para ir em socorro de Aledo. Juntou forças de várias regiões e avisou El Cid para se lhe juntar, o que este não fez. quatro meses durou o assédio, sabendo que Afonso VI vinha socorrer oa sitiados. Iúçufe retitou-se para Lorca. Afonso VI, quiz punir El Cid, por traição, tirou-lhe todas as terras e prendeu-lhe a mulher e as filhas. El Cid apelou ao duelo judiciário, com os que o tinham acusado de traidor. O Rei libertos a mulher e as filhas, mas não fez mais nenhuma concessão. El Cid recomeçou a sua vida aventurosa, independente, fazendo guerra por sua conta.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

COFRE DE CID

A acção de Rodrigo Diaz, o Cid Campeador, na batalha de Volpejar, e, mais tarde a atitude que assumiu, como representante dos nobres de Castela, fazendo exigências a Afonso VI quando da sua aclamação, deviam ter sido muito desagradáveis. Não admira que dando ouvidos a acusações provavelmente caluniosas, Afonso VI, o viesse a banir dos seus reinos. A partir daqui a vida de Cid é uma cadeia de aventuras, penso que é aqui que começa o "EL CID, O CAMPEADOR", e as suas cruzadas, fazendo guerra aos muçulmanos por sua própria conta. Porém, Cid precisava de dinheiro para pagar aos seus companheiros de armas. Ardilosamente, pediu a dois judeus de Burgos que lhe emprestassem uma enorme quantia em dinheiro, dando-lhes como penhor, dois cofres cheios de preciosidades, na condição de serem abertos um ano depois. Os judeus caíram no logro de Cid. A tradição afirma que o cofre da Catedral de Burgos é um dos que o Cid deixou de penhor. Lendária ou verídica, a narração não deixa de ser interessante. E, lembro-me se ser um filme que bateu recordes de bilheteira.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HISTORIANDO

Portugal é o Pais mais ocidental da Europa. A superfície de Portugal, corresponde , aproximadamente, à quinta parte da Península Ibérica. Muito poucos são os países Europeus que lhe são inferiores em área. Bélgica, Holanda, Dinamarca. Áustria e Suíça, entre os que lhe são inferiores em área. Vem isto e propósito da formação, conquista se quiserem, deste pequeno país, que já foi imenso. Já foi um Império. Vem também a propósito de um filme, já com alguns anos, tantos que nem sei se alguém o recuperou "EL CID, O CAMPEADOR". Assim, numa primeira vista, parece que nada tem a ver uma coisa com a outra. Mas na verdade, reza a história que, por volta de 1071, castelhanos e leoneses encontram-se frente a frente no campo de batalha de Volpejar. A sorte das armas foi favorável aos leoneses que, ao cair da noite, estavam vitoriosos, pondo em fuga os castelhanos. Entre estes encontrava-se Rodrigo Diaz, que na história é conhecido por Cid Campeador. É aqui que a lenda e a historia se misturam. Ou a história e o filme. Resta ainda dizer que esta batalha era já a segunda, a primeira tinha sido em 1068 em Llantada, entre dois irmãos, Afonso, do reino de Leão e Sancho, do reino de Castela. Cid Campeador convenceu Sancho de que seria vencedor , se, ao romper do dia seguinte atacasse os leoneses. Sancho aceitou a sugestão e às primeiras horas do dia, os castelhanos surpreenderam os leoneses e aproveitando a despreocupação destes, facilmente os venceram. O próprio rei, Afonso, foi feito prisioneiro. Conseguiu porém, mais tarde, fugir para Toledo. Depois de vencido o seu irmão Afonso, achava-se Sancho rei de Leão e Castela, mas não estando satisfeito, resolveu apossar-se de Zamora, que pertencia a sua irmã Urraca. Urraca tinha prestado auxilio a Afonso depois de vencido, talvez por isso, Sancho, partiu para cercar Zamora. Prolongou-se o cerco de Zamora e quando tudo fazia crer que levaria a melhor, para mais uma vitória, um nobre, Bellido Dolfos, saiu a cavalo da cidade foi ao encontro do rei, que desprevenido, andava a passear e trespassou-o com a lança, regressando incólume à cidade que o recebeu como libertador. Sancho morreu logo, o seu exercito constituído por castelhanos, leoneses, galegos e navarros, desfez-se. A noticia da sua morte foi levada logo a Afonso que se achava em Toledo. O antigo rei de Leão regressou logo para tomar conta do reino que tinha perdido, e do de Castela, agora vago com a morte de Sancho. Os castelhanos exigiram-lhe o juramento de não ter contribuído para a morte de Sancho. Atribui-se ao Cid o desempenho de transmitir esta exigência. Um dos primeiros actos do novo rei da Leão e Castela, Afonso VI, foi prender seu irmão Garcia, rei da Galiza a mando de D. Urraca. Embora bem tratado Garcia não mais foi liberto, morrendo mais tarde, cerca de 1090.
Assim. Afonso VI, passou a ser rei de Leão, Castela e Galiza.