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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

NOBEL

A propósito de leituras.....não gosto de José Saramago. Li 1 (uma ) página de "Memorial do Convento ". Não quero ler mais, nem aprender a ler Saramago. Se calhar devia, pensam os eruditos, se calhar não devia pensam os que têm pensamentos livres. Se calhar devia, pensam os leitores de todos os Nobel da literatura, se calhar não devia, pensam os não hipócritas. " O total dos meus bens será dividido da seguinte maneira : o capital será investido pelos meus herdeiros em acções de companhias e constituirá um fundo cujos dividendos serão distribuídos anualmente, sob a forma de prémios, àqueles que, durante o ano anterior, tenham contribuído para o bem da Humanidade. Os referidos dividendos serão distribuídos em cinco partes iguais........" (Alfred Bernhard Nobel - Nov 1895). Em minha opinião, e só essa é que conta, Saramago não foi um português, no meu conceito de nacionalidade. Mas, o meu conceito de nacionalidade, não passa por sermos parte integrante de Espanha, não passa por Portugal e Espanha se poderem fundir, para dar origem a uma Ibéria qualquer. Portugal e Espanha, Países amigos, defensores de interesses comuns....tudo bem. Mas cada um em seu sítio. Talvez por Saramago ter defendido que Portugal devia ter sido uma província espanhola, me leve a pensar que o seu portuguesismo não era, nem poderia ser igual ao meu. Não concebo sequer a ideia de Portugal fazer parte ou se quiserem, ser uma província de Espanha. Estamos no extremo da Europa, é verdade, mas temos identidade própria, somos um povo, temos a nossa História da qual me orgulho. Talvez esta conversa fiada, venha só a propósito de não gostar de Saramago e ter acabado de ler pela 3ª vez "O Prémio " de Irving Wallace. Não sou capaz de fazer fretes. Só por Saramago ter sido Nobel, não passei a gostar dele. Gosto tanto como gostava ou não gosto como já não gostava. Também reconheço que Saramago não se importava nada que eu não gostasse dele, seria até para o lado que dormiria melhor. Tenho pena do homem, que como ser humano partiu, como tenho de todas as pessoas que partem, tenho pena ainda que como ser humano tenha sofrido com a morte. Tenho pena que a vida seja tão curta, seja só uma passagem. Nem sequer sei porque escrevi. Nem sei a que propósito vem Saramago para esta conversa fiada, que não passa disso mesmo, uma conversa que tive comigo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

REVOLTA

A propósito de fogos, postos ou não, comentei um blogue que faz parte do meu dia a dia, um pouco de cabeça quente. Não sendo jornalista, não tendo pretensões a sê-lo, não tendo sequer formação para isso, tenho uma 4ª classe tirada há muitos anos, cultivando o gosto pela leitura fui aprendendo umas coisas, até aprendi a criar um blogue, sem perceber de informática. Mas vem isto tudo, porque comentei um artigo e parece-me que o autor do blogue comentado não ficou muito satisfeito com o comentário feito. Já disse numa mensagem anterior que os comentários não serão respondidos a não ser que eu ache que deva fazê-lo, este blogue é meu e as excepções sou eu que decido. Não me importo que me chamem ditador ou democrata, porque como acabei de dizer o blogue é meu, responderei se assim o entender e quem me quiser ler assim ....tudo bem, quem não quiser.....tudo bem na mesma. Este canto só me serve a mim e só eu me sirvo dele. Mas, dizia eu, que o bloguista não deve ter ficado satisfeito com o comentário porque dizia assim: " Caro Zeparafuso. Não escrevi que todos os incêndios sejam um acto de revolta. Alguns sim, porque tenho dados concretos de pessoas que afirmaram tê-lo feito por não poderem " dar um tiro em quem deixou o país na bancarrota " afirmaram ". Esta era a resposta a um comentário que eu tinha feito a uma mensagem publicada no " PAU PARA TODA A OBRA ", que como já disse faz parte da minha leitura diária e que diga-se aprecio, até porque é bem escrito e dá para aprender alguma coisa. Dizia eu na resposta à mensagem que não concordava com ele na sua totalidade, que não acreditava que os fogos fossem postos por desempregados, para demonstrarem a sua revolta ou desesperados, ( Não que duvide da informação que o Sr. Jornalista tem ) mas porque não quero acreditar. Acreditava mais facilmente, se fosse fogo posto ( mandado ) por algum madeireiro ( e não estou a culpabilizar ninguém ), porque poderiam comprar a madeira mais barata e tirar, portanto, maior rendimento, do que por alguém que iria prejudicar quem ainda trabalha, se bem que no limiar da pobreza, sendo esse o meu caso. Dizia eu no comentário que a minha opinião é a de que quem fosse apanhado a incendiar, fosse o que fosse, deveria ser castigado com a pena máxima, como se tivesse praticado crime de homicídio. Acredito que num Portugal futuro, a justiça seja mais pesada para situações destas. Acredito que no futuro a justiça seja mais justa. Tenho uma razão para acreditar que os fogos postos, não sejam só para ganhar uns cobres extra, como não seja só para mostrar a revolta, porque acredito, se quisermos mudar o país é tão simples como não votar nos governantes que não gostamos. Esta situação só acontece porque nós deixamos, contra mim falo - se bem que não tivesse votado neste governo e tivesse achado estranho uma revolução de cravos. Não estava no país quando aconteceu o 25 de Abril e tive alguma esperança que a situação melhorasse, quase 40 anos depois......os pobres estão mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. Parecia-me que isto fosse história do passado. Afinal verificamos que conhecíamos todos os ricos do passado, os chamados exploradores, hoje não conhecemos todos os ricos e continuamos a ser explorados. Seremos masoquistas ? Quanto mais me bates, mais gosto de ti ? O certo é que nem uma revolução sabemos fazer. Deixamo-nos enrolar por toda a gente. Isto ainda a propósito de algumas pessoas revoltadas, largarem fogo às matas. Terei que ser Eu ( egoísta ) a pagar a revolta dessas pessoas ? Eu que também sinto revolta ? Eu que faço parte do mesmo povo ( orgulho-me por pertencer ao povo ), tenho que pagar pelo desespero de alguns ? Se assim é deveriam aconselhar a estes desesperados que não estão a atingir as pessoas a quem não têm hipótese de dar um tiro, mas estão a atingir pessoas , que como eles, estão a passar menos bem, pessoas que estão a tentar manter os empregos para conseguirem sobreviver, pessoas que defendem a mesma causa. Vou ficar por aqui, senão ainda sou acusado de estar a promover uma revolução, quando a única coisa que quero é que todos os portugueses vivam melhor, que os portugueses não se vejam gregos. Para si caro João Severino, um abraço e não me leve a mal, porque isto não passa de um desabafo. ( esta mensagem só tem razão de ser, porque não sei se a resposta ao seu comentário chegou em condições, deu-me sempre erro )

domingo, 8 de agosto de 2010

HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA VAI PERDENDO

Mais um pouco dos contos da nossa História, que uns historiadores acham que poderiam ter acontecido e outros nem por isso. Mas também são por contos como este que me fazem sentir orgulhoso de Portugal, um pais que nesta altura está doente, mas que contos como este me fazem sentir orgulho por aqui ter nascido. Dois séculos passados depois da tomada de Lisboa aos mouros, no reinado de D. Fernando, punham, os castelhanos cerco à cidade, enquanto outros entravam pelo norte do país sob o comando de Pêro Rodriguez Sarmento , e se batiam com os portugueses que sob o comando de D. Henrique Manuel , tio do Rei, lhes saíra ao encontro. Nuno Gonçalves, alcaide do Castelo de Faria ( em Barcelos), tendo saído do castelo para surpreender os castelhanos na peleja, foi vencido e preso. Receando que o filho, a quem entregara a guarda do castelo durante a sua ausência, ao ver o pai em perigo se rendesse, o alcaide pediu a Rodriguez Sarmento que o mandasse acompanhar ao castelo, a pretexto que queria aconselhar o filho a que se entregasse, sem mais derramamento de sangue nas hostes que guerreavam. Acedeu confiante o castelhano. Mas o alcaide , ao chegar em frente das muralhas, chamou o filho e desse-lhe : " Bem sabes que este castelo me foi dado por D. Fernando, e jurei defendê-lo e não o dar a nenhuma outra pessoa senão a ele. pois ainda que me vejas posto a tormentos ou em perigo de morte, não o entregues senão a El-Rei, ou perante uma ordem que dele recebas. a maldição de Deus recaia sobre ti, se não cumprires o juramento que prestei " . Bem sabia o fiel alcaide a sorte que o esperava por ter enganado os castelhanos. Mas, quando por estes foi perguntado se falara ao filho a sério ou a brincar, Nuno Gonçalves não hesitou e respondeu que só pedira para o levarem ao castelo para dizer aquilo que tinham acabado de ouvir. Esta resposta, como era de esperar, custou-lhe ser morto de imediato, em presença do filho. O filho porém, cumpriu fielmente a ordem de seu pai, cujo acto de abnegação e de fidelidade ao Rei, salvara o castelo de Faria de ir parar às mãos dos castelhanos. Actos como este fazem deste Portugal, sentirmos orgulho, mesmo maltratados como temos sido. O nosso País tem histórias que valerá a pena ir relembrando.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

HOTEL MAIS OCIDENTAL DA EUROPA

Foto actual do forte S.João Baptista






Mais um fim de semana no Hotel mais ocidental da Europa. Cidade onde tenho alguns amigos. Temperatura amena. Cidade em festa, que não me lembrei que seria este fim de semana. Cidade com muito movimento. Manhã de Sábado a comtemplar o mar, a ver os rochedos com efeitos que parecem talhados pela mão do Homem, a ver o vai vem dos barcos que uns alugam para pescar ( e fazem grandes pescarias em mar alto ) e outros para irem até à Ilha, aquela que é uma das maravilhas de Portugal, aquela que tem fauna e flora únicas no país, sendo por isso reserva natural, falo como como se deduz do Arquipélago das Berlengas, situadas em frente do promontório de Peniche. Ao olhar a Ilha de longe, lembro-me de parte da sua história, em que depois do seu casamento com D. Manuel, a rainha D. Maria, filha dos Reis Católicos e causadora, pelo seu fanatismo religioso, das atrocidades cometidas contra os judeus e os cristãos-novos, no reinado de seu marido, fundou na maior ilha do grupo, um convento para os eremitas de S. Jerónimo. Os piratas que tiveram conhecimento da fundação do novo convento jamais se cansaram de o assaltar para se apoderarem dos mais preciosos objectos de culto. Talvez isso tivesse dado origem à construção do forte de S. João Baptista. E assim quando dei por mim, estava na hora de voltar para o almoço, que ia ser demorado. Durante a tarde continuei a passear na zona revendo lugares e rochas, descansando a vista de uma semana de trabalho e esperando pela noite para voltar a ver a procissão no mar, que já não velo há alguns anos e é atracção mais alta dos festejos da cidade, onde se louva Nª Srª da Boa Viagem, padroeira dos pescadores. Como já era de esperar, a carestia de vida e as dificuldades porque estão a passar os pescadores, esta procissão já não tem o fulgor de outros tempos, se bem que continue bem vistosa, com efeitos bonitos feitos pelo contaste da noite e iluminação das embarcações. Mesmo assim gostei e toda aquela gente que se encontrava na marginal Sul saiu satisfeita, uns, porque era a primeira vez que assistiam, outros, porque não sendo a primeira vez, continuam a gostar de ver e apreciam os sacrificios feitos pelas gentes do mar, que apesar de uma frota reduzida, também por falta de pessoal, além de despesas enormes, o peixe pouco tem valido ecomomicamente na licitação na lota. Peixe que pouco tem valido na lota, mas que no mercado tem sido bastante caro, não estando ao alcance de qualquer bolsa, excepto o vendido nas grandes superficies e mesmo assim....... Bom.. mas a festa vai continuar por mais alguns dias, fazendo com que se esqueçam os valores do peixe, pensando positivo para que a vida melhore e que tirem melhores resultados das pescarias. A festa vai continuar com fogo de artificio, com gente vinda de todo o lado, com os emigrantes que aproveitam esta altura para matar saudades.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A ROUBAR SAÚDE

Esta seringa foi roubada


Num sistema de saúde que se queria, moderno e eficaz, deparamo-nos com um sistema absurdo, caro e sendo estatal não tem justificação que assim seja. Por muito que digam que o sistema de saúde tenha que funcionar como um sistema privado, inventem taxas moderadoras, não passa de uma roubalheira declarada. Então vejamos : Uma pessoa com 350€ de reforma, precisa de usar os serviços de oftalmologia de um conceituado Hospital, Instituto ou Clínica, para fazer uma operação à vista, o dito Instituto, Hospital ou Clínica não passa credencial nenhuma para a deslocação dessa pessoa, que como será lógico depois da operação, sairá de vista vendada. Sem ajudas e sem recursos económicos, tentou socorrer-se de Bombeiros Voluntários, que para transportarem a pessoa, do sítio onde vive até ao Hospital, Instituto ou Clínica, cerca de 100Kms, cobravam a módica quantia de 180€. O transporte seria feito nas ambulâncias que agora ostentam " Transporte de Doentes ", que custava tanto como se a pessoa fosse transportada numa ambulância com maca, acompanhada por um familiar, se os tivesse. Claro que a pessoa teria os 180€ para pagar, pois a reforma é de 350€, que chega perfeitamente para pagar renda de casa, medicamentos, alimentação, agua, luz....... e por aí fora. O (des) governo ao acabar com as credenciais, ou requisições, ou chamem lá o que quiserem, dos transportes para este tipo de doentes, está-nos a querer dizer o quê ? Para sermos a favor da Eutanásia? No final de 40 anos de descontos....pronto desliga-se o botão, para quem tem reformas de miséria, outros haverá que ficaram com reformas chorudas e até têm prémios....de dedicação (?) .Quererá que sejam os votantes a pedir para ser legalizada ? Se for a população a pedir, nunca se poderá chamar, a qualquer governo que aceite esta situação, de governo assassino, mas é o que está a fazer este governo nesta altura, a matar pessoas sem estas darem por isso, ou por outra, dão por isso, mas não podem fazer nada a não ser nas próximas eleições, não votarem nestes governantes ou fazer outra coisa ainda pior e mais drástica, que resultaria, depois, de dificuldades ( im )previsíveis. Talvez seja até a única solução, que resta a um povo que está a ficar saturado, de ver os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Isto é o Povo está farto de ser enganado. O mais interessante disto tudo é que a base para o não pagamento , responsabilidade ou requisição de transportes, usem o que der mais jeito, foi publicado por despacho do Ministério da Saúde (desp. 4/89), contestado na altura por PS. Este despacho, a despachar o pessoal a grande velocidade e criticado pelo PS na altura da sua publicação, rezava assim:

Desp 4/89 - por diversos despachos ministeriais foram definidas as regras do regime de acesso a algumas prestações de saúde, que conduziam a que fossem responsabilizadas pelos respectivos encargos entidades diferentes daquelas que geravam as despesas. Reconhece-se, no entanto, que este procedimento não se afigura como o mais correcto, pelo que se impõe a sua substituição por medidas que permitam, de uma maneira clara e rigorosa, imputar as responsabilidades financeiras aos estabelecimentos que lhes dão origem, na perspectiva de que quem requisita um serviço, define uma prescrição ou estabelece um programa terapêutico de: ser responsabilizado pela despesa que cria.
Nestes termos determino o seguinte:
1) A responsabilidade pelos encargos decorrentes da prestação de cuidados de saúde aos utentes do SNS é imputada ás entidades que procedam à respectiva requisição.
2) Ficam prejudicados os despachos ministeriais que disponham em contrário ao estabelecido no presente diploma, nomeadamente os Desp. 24/84, 14/86, 15/86,16/86 e 17/86, public. no DR, 2ªs, respectivamente de 15-12, 20-05 e 26-05:

Este despacho produz efeitos a partir de 01-01-1989.

13-01-89 - A Ministra da Saúde, Maria Leonor Beleza.

O curioso é que é um despacho de uma Ministra da Saúde, contestada por toda a oposição da altura, oposição que queria que a Ministra fosse, presa, responsabilizada por casos de Sida, uma Ministra, que pior não haveria, uma Ministra que queriam correr com ela a toda a velocidade. Agora 20 ou 21 anos depois vem um Governo que se diz amigo das populações, está a tratar de nos melhorar a vida, está a recuperar os erros dos governos anteriores, incluindo o governo a que essa Ministra pertenceu, um governo que na versão da oposição, particularmente na versão PS, não tinha feito nada certo (basta ler a comunicação social da época ), vem, dizia eu, aplicar um despacho criado pela Ministra que não tinha feito nada certo, que deveria ser condenada e sei lá que mais. A isto não sei o que se chama, mas sei que não me sinto bem assim, sei que não é este tipo de coisas que quero para o meu País. Sei que não é este governo que quero. Crise a nível mundial? pois bem ! Que foi feito cá dentro para debelar a crise ? Aeroporto novo ? TGV? Gastar dinheiro? Durão Barroso é que nos pôs de tanga? Ninguém contava com este tipo de crise ? Então para que servem os governantes? As cabeças pensantes? Para este tipo de governo, qualquer pessoa como eu, iletrado, 4ª classe feita à noite, serve para dirigir os destinos deste País, que orgulhosamente vou chamando de meu. Posso não sentir orgulho nas pessoas que me (des)governam, mas sinto orgulho em ser português. Este é o meu País e continuará a ser. Não quero outro. Quero é gente capaz de o governar, quero gente que o sirva e não gente que se sirva dele. Não preciso de gente que, para nos tapar a vista, descem o vencimento em 5%. Não preciso de gente que descendo os vencimentos em 5%, aumentam as ajudas de custo, os subsídios para roupas. Não preciso de gente que congele reformas de 350€ e permita outras de 25.000€. Não preciso de gente que prometa e não cumpra. Não preciso de gente que diga amém ao aumento dos impostos. Preciso de gente que reduza a despesa do Estado. Preciso de gente que trabalhe. Preciso de gente que vigie as empresas públicas. Preciso de gente que defenda os reais interesses do meu País. Preciso de gente que zele pelos interesses dos que realmente trabalham, daqueles que pagam os impostos, que por sua vez vão pagar os ordenados aos funcionários do Estado. Preciso daqueles funcionários que realmente trabalham. Preciso de gente que ponha a saúde a funcionar sem ser negócio, sem fins lucrativos. Não preciso de governos que permitam prémios de 1,54 milhões de euros ( pelo menos enquanto houver reformas inferiores ao salário mínimo nacional ). Não preciso de gente que , apregoa que estamos melhores que os nossos vizinhos espanhóis, quando o vencimento mínimo deles ó o dobro do vencimento mínimo em Portugal. Não preciso de gente que me roube a saúde.










MAIS TRISTEZA EM PORTUGAL

Já não chegava a tristeza em que o povo português vivia, com tudo o que acontece, neste país à beira-mar plantado, cujos frutos são os mais espinhosos, temos ainda de perder, uma réstia de alegria, um lutador nato, um Homem que queria matar o bicho a rir. Acabámos de perder ANTÓNIO FEIO, nascido em Lourenço Marques, em 1954. Foi um actor condecorado pelo Presidente da República em 2010, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, já na fase terminal dele. Condecoração que peca por tardia, como vai sendo hábito em Portugal. Viveu em Moçambique 7 anos, pouco tempo na realidade. Vi-o com a peça " O Comprador de Horas ", se a minha memória não estiver a falhar, em África, em Moçambique, na terra que o viu nascer. Não perdi em Portugal um único episódio sequer, da " Conversa da Treta " com o José Gomes. António Feio, foi o humorista que fazia rir sem ser necessário recorrer à ordinarice. Feio foi o melhor humorista da última década, claro que se trata da minha opinião e opiniões valem o que valem, mas esta é a minha. Daí Portugal ficar ainda mais triste com a partida do Toni que deixa sozinho o Zezé. Não conseguiu dar cabo do bicho, como disse algumas vezes e até nisso tinha graça. Nunca recusou falar da doença que o minava e sempre que o fazia era com optimismo. No ano passado ao ser-lhe atribuído um Globo de Ouro, numa gala organizada pela Caras e pela SIC, consegue brincar com a doença e pôr o público que enchia por completo a sala a aplaudi-lo de pé. Até aí brincou. O parceiro do Zezé..........mudou-se. O Toni, deixou o Zezé triste. Mas esteja onde estiver, tenho a certeza que António Feio não será esquecido, tenho a certeza de que descansará em paz . Para aqueles que acreditam na vida para além da morte, que esta vida é só uma passagem.....Talvez......quem sabe ? Um dia poderemos encontrá-lo.

domingo, 25 de julho de 2010

HOTEL MAIS OCIDENTAL DA EUROPA


Farnel comido à torreira



........Fotos gentilmente cedidas por C.Tiago......



Como digo nos meus interesses, gosto de frequentar o Hotel mais ocidental da Europa, não tantas vezes como gostaria, mas este fim de semana passei por lá. Como sempre bem recebido, tão bem recebido que no próximo fim de semana estarei lá outra vez. Além de admirar a paisagem, a mais linda do mundo, para quem gosta de mar e gostos não se discutem, fui dar uma volta pela cidade. A cidade não é grande, é claro, uma cidade de província, com praias ( cheias nesta altura ), e com uma procissão única no País e atrever-me-ia, a dizer única no mundo. Procissão no Mar, barcos engalanados, com uma particularidade, a procissão é à noite (é digno de se ver a iluminação dos barcos, qual deles o mais bonito!! ). A procissão é feita em Honra de Nª Srª da Boa Viagem, começando em terra, indo até aos barcos engalanados, dando uma volta por mar, com regresso a igreja de onde saiu. Mas isto tudo foi só um aparte, pois o que me leva a esta conversa fiada é o acolhimento que se faz aos visitantes, sendo o povo sempre acolhedor tanto nestes dias de Verão, como em qualquer altura do ano, não merecendo aquilo que a cidade oferece àqueles que chegam de excursão, que pretendem dar uma volta pela cidade, que com a carestia de vida não têm posses de ir a um restaurante, mas que poderiam aproveitar para comer o seu farnel, num sítio acolhedor, com grande significado histórico, pelo menos da história moderna, pós 25 de Abril. Falo como devem calcular da cidade de Peniche e do seu forte que foi prisão politica. Tem a ex-prisão politica um extenso terreiro, Campo da Republica, onde os excursionistas tentam almoçar, digo tentam, porque além de ser um grande terreiro, não tem uma única sombra, uma única árvore, mas tem bancos que ninguém usa. Quem quiser almoçar no terreiro tem mesmo que ser à torreira do sol. É pena que, numa cidade como esta, com o seu historial politico, ajudou por exemplo na fuga de Álvaro Cunhal, mantendo-o escondido até ser oportuno a saída dele , não tenha uma árvore, um espaço verde onde o visitante se possa sentir bem e depois de uma visita ao forte, poder comer o seu farnel. Ao que consta, dizem os habitantes, não poderão fazer nada porque o terreiro é património nacional e não se pode mexer, não se pode criar condições para uns lanches, para um acolhimento melhor ao visitante. O que me custa no meio disto tudo, é que sendo o Partido Comunista, um partido que normalmente faz barulho, por tudo e por nada, não o faça nesta situação, sendo a Câmara Comunista. Os auto proclamados defensores do povo, terão deixado de ser? Tenho pena que numa cidade com paisagens únicas, não se possa receber melhor, o povo bem tenta mas.........vale a pena visitar esta cidade, cidade que não tem culpa de quem está á frente dos seus destinos. É mais fácil chegar a qualquer uma destas praias que à Caparica. Não era minha intenção falar neste Hotel ou dizer onde fica, por puro egoísmo, mas não resisti.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ACP A REVISTA DO AUTOMOBILISTA

O título não era para rimar, mas por vezes acontece, esta foi uma delas. Deixem-me dizer que é uma revista que defende os automobilistas, acho que toda a gente sabe disso. Acho que também sabem que é o clube com mais sócios no País. (nem o Benfica, consegue ter tantos ). Vem isto a propósito de um artigo desta revista que me chamou a atenção, publicado no nº 710. Hesitei bastante em dar a minha opinião, sobre um artigo cujo título é assim : " ALTERAÇÃO AO CÓDIGO MEXEM COM MULTAS E PENAS" . O artigo tem cerca de meia página, mas aquilo que me interessa comentar tem oito linhas e reza assim : " Assim, e na questão de desrespeito pelos sinais de stop, semáforos ou indicação de agente no local, passa a ser considerada contra-ordenação muito grave o mesmo sucedendo a quem pisar ou transpuser uma linha longitudinal contínua que separa os sentidos de trânsito. A mesma pena é aplicada à condução sob influência do álcool, considerada em relatório médico. " Diz o artigo que estas infracções tem nova redacção desde o início de Julho, portanto a nova redacção é aquilo que ficou escrito atrás. Ora bem, tudo isto está certíssimo, concordo em absoluto com este tipo de medidas e até com coimas mais penalizantes. Isto tudo estava certo se eu não tivesse assistido, com alguma frequência, numa cidade onde passo alguns fim de semana durante o Verão e fora desta Estação também, dizia eu, se não assistisse frequentemente a uma não paragem num stop a vinte metros de uma esquadra da Policia de Segurança Pública, que tem agente de trânsito, por vezes parado em frente ao dito sinal e .......deixa andar. Nem sequer os agentes que estão sentados na esquadra e que têm visibilidade para o dito sinal, tomam qualquer atitude. Até o carro da própria Policia passa sem parar, não estando de rotativos acesos, pois se estivessem acesos, justificaria a passagem porque era sinal de que ia em serviço urgente. Será que a Policia ou Policias podem fazer o que lhes der na realíssima gana? Mesmo pondo em perigo os outros automobilistas ? Nesta cidade onde passo alguns fins de semana, se precisar de ir tratar de um assunto a um banco e parar o carro num parquímetro em frente ao Banco e me demorar mais 4 ou 5 minutos do que o tempo coberto pelo valor introduzido, é certo e garantido que quando chegar ao carro tenho o papelinho para ir ao posto identificar-me. Mas isto não é caça à multa. Policia parado perto dos parquímetros à espera que o tempo passe, não é caça à multa é zelo. É cumprimento dos deveres da policia. Não estou contra este tipo de multa, estou sim, contra não se parar num Stop, nas barbas da Policia, obrigando por vezes, quem tem prioridade a travagens forçadas para evitar o acidente. E mesmo assim o policia não aparece, só é visto quando há um acidente real, quando alguém morre naquele stop , que é para parar e nem a própria policia pára. Dá para pensar se os Policias desta esquadra, não estarão de conluio com as oficinas de Bate-chapa da zona. Acho mesmo, que os policias desta cidade, estão mais preocupados com quem vai ao banco, do que alguém possa morrer num acidente , quase em frente à sua própria esquadra. É uma vergonha, haver acidentes, em frente a uma esquadra da Policia, poderia haver um brio profissional, poderiam fazer cumprir a lei sem sair da esquadra, mas se calhar é trabalho a mais, trabalho mal remunerado, e depois ter que ouvir as explicações que cada automobilista daria para justificar a infracção, era uma maçada. Assim se houver mais um acidente mortal, assobiam para o lado e dizem " Eu até nem estava lá". Claro que há automobilistas que não são cumpridores, a maioria ? Dificilmente se pode ajuizar ! Mas policias não cumpridores.........a esquadra inteira! Serão estes agentes o garante da nossa segurança ? Poderemos contar com este tipo de agentes para fazerem prevenção rodoviária? Numa cidade que tem 20 a 25.000 habitantes durante todo o ano porque durante o Verão triplica, mas também triplica a policia, e as multas existentes são multas de estacionamento. Multas por não paragem no Stop, quase em frente à esquadra.....zero. Mortes neste Stop, citando de memória 4. Acidentes........mais que muitos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

HISTÓRIA QUE SE VAI PERDENDO

É clássico entre nós, o exemplo de Martim Moniz, cujo acto de abnegação perdura há oito séculos. É verdade que alguns autores romantizaram, outros pouco se lhe referiram, o feito que imortalizou o nome do seu autor, que se passou na tomada de Lisboa. Andamos por volta do ano 1147. D. Afonso Henriques resolvera assaltar nesse dia o castelo, defendido pelos mouros. Divididas as forças para o assalto, coube a Martim Moniz comandar um dos grupos assaltantes, cuja empreitada era deveras difícil e arriscada. Com os seus homens galgou uma subida íngreme. enquanto os mouros, do alto das muralhas, lançavam enormes pedras que, rolando encosta abaixo, iam parar ao fundo do vale, arrastando consigo alguns dos homens de Martim Moniz. Nada porém demovia o grupo de continuar escalando a encosta, até ao ponto em que lhe seria possível arvorar uma escada contra a muralha, para que uns subissem por ela, enquanto outros iriam arrombar a porta do castelo, para poderem entrar por ela. Os mouros perceberam os preparativos dessa manobra e por sua vez, dividiram-se em dois grupos, um que do alto da muralhas repeliria quem tentasse subir pela escada e outro, que abrindo a porta, saiu a campo, combatendo os assaltantes. A este grupo fez frente Martim Moniz, começando por fazê-lo recuar, mas em numero superior, os mouros acabaram por levar o bravo Martim e os seus homens novamente contra a porta, que já tinham transposto, procurando empurra-los para fora do castelo. É então que Martim Moniz, não querendo perder a vantagem, que tanto tinha custado a alcançar, reúne, apesar de ferido, todas as forças, todas as suas energias. e atirando-se contra a porta, consegue atravessar-se nela, para a manter aberta, oferecendo o seu corpo como ponte por onde os seus passaram e entraram decididamente no castelo, onde, em rija peleja com os seus defensores, acabaram por obrigá-los a render-se. Entre portas, Martim Moniz morreria em glória, por ter conquistado aos mouros, Lisboa, a capital portuguesa, num acto de abnegação ímpar. Sacrificando a sua vida voluntariamente por ela. (in As virtudes militares na tradição histórica de Portugal, Gen. Ferreira Martins).
São Histórias como esta, que fizeram um País como o nosso. São Histórias que pretendemos desvalorizar, ou dito de outra forma, que alguns pretendem desvalorizar. Sendo Histórias verdadeiras ou não, são aquelas que eu aprendi na minha 4ª classe, e que me enchiam de orgulho, que me ensinaram a ser Homem e Português. Que me ensinaram a defender sob qualquer condição o País em que nasci e que se chama Portugal. Sempre que o país precisou de mim, erradamente ou não, eu estive lá. Mesmo hoje se necessário fosse, lá estaria para defender aquilo que Homens, como este, ajudaram a construir. Apesar de não atravessar-mos um bom momento, sinto orgulho em ser Português, mesmo não concordando com a forma como estou a ser governado. O que não quer dizer que internamente, seja incondicionalmente a favor do País onde nasci.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CR

Mais uma vez CR qualquer numero, não se soube portar à altura. Continua mimado. Artista da bola, ninguém põe isso em causa, dos melhores do mundo, também ninguém põe isso em causa, dos mais mimados, haverá pessoas que ponham isso em causa. Pois CR anunciou que tinha um filho, para já de mãe incógnita (?), mais tarde ou mais cedo toda a gente ficará a saber quem é. Como é que aconteceu, se foi barriga de aluguer, ou outra coisa qualquer, como uma noite descuidada. Provavelmente será a prenda surpresa, para a namorada, para ela não estragar a silhueta. Mas nem é por causa do filho que, CR qualquer número, não se soube portar à altura. CR qualquer numero, chegou ao Algarve e como era de esperar tinha um batalhão de jornalistas à sua espera. Pelos vistos só ele é que estranhou ter tantos jornalista à sua espera, depois das declarações que fez. Chegou até a ofender verbalmente e a ser mal educado, ou mimado, para os jornalistas que o esperavam à porta da casa no Algarve. Dizia com a arrogância que ultimamente o tem acompanhado, vejamos só como se dirigiu a Carlos Queiroz, aquando da eliminação com a Espanha campeã do mundo, para o deixarem em paz, a ele e à família. Não é que não tenha direito à sua privacidade, não é que não tenha direito a viver a sua vidinha em paz, mas o que fez, CR qualquer numero, vir para a ribalta, além do bom futebol que pratica, foram esses mesmos jornalistas, que agora quer correr da sua porta. Nós sabemos que a função de um jornalista e arranjar noticias e um fotografo arranjar fotografias, sabendo-se que o filho de CR qualquer numero, tinha o filho naquela casa, era de esperar o quê? Que os jornalistas fizessem o mesmo que ele, quando Portugal foi eliminado do campeonato do mundo, fossem para os EUA e só depois para a porta da casa onde ele está com a família no Algarve ? As figuras publicas têm que saber lidar com a fama, com situações destas, sem estas reacções de má educação. É novo ? Pois será ! Mas será novo o suficiente, para se poder tolerar tudo ao menino mimado ? Toda a gente do futebol, admira CR qualquer numero, em Portugal e até no mundo inteiro. Se a retribuição dele é esta..............as mesmas pessoas que o puseram nos píncaros, também o podem deitar abaixo e é bem mais fácil deitá-lo abaixo que elevá-lo. Desejo-lhe sorte, que continue a fazer bons jogos e que melhore um pouco a sua má educação. CR qualquer numero, porque já foi 7 é 9 e se mudar de clube e lhe oferecerem outro numero ele irá aceitar (tudo depende das condições financeiras, quem não o faria?). Qualquer das formas desejo-lhe toda a sorte do mundo e que tenha uma longa carreira.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

NADA

Nada é associar a nossa mente à ausência de qualquer coisa. Nada é o vazio absoluto! O vazio seria um espaço em que não houvesse matéria, o Nada seria sinónimo de vácuo, mas não é. O vácuo é um espaço, não preenchido por qualquer matéria, nem sólida, nem liquida nem gasosa. O Nada não é coisa alguma, logo não existe. Estão se não existe, porque é que falamos dele ? Poderíamos apagar o Nada, mas o Nada, não é como o zero. O zero existe, é um número. O Nada é apenas uma expressão linguística, do que se pensa ser a ausência de tudo. Vácuo, é ausência de matéria , mas é medido em unidades de pressão. Pressão ou tensão é a força exercida por unidade de área. No Nada não existe sequer espaço. Valerá alguma coisa o Nada ? Se não existe, logo não tem valor. Vem tudo isto a propósito de quê ? De eu ter dito que este blogue, manifestava as minhas opiniões sobre alguma coisa ou sobre Nada. Desta vez foi sobre " O Nada". Escrevi só por escrever, disse também que este blogue dependeria muito do meu estado de espírito. Alegre, triste ou até nem por isso. Sobretudo seria, será, um sítio onde sempre que me apetecer, escreverei, coisas com interesse ou não. É despretensioso, não pretende ensinar Nada a ninguém, não pretende ser Nada para além de um sítio que usarei sempre que me apetecer, não admitindo nem fazendo ofensas a ninguém. Se quiserem algum dia ofender alguém terão que escolher outro sítio, porque neste, certamente será o sítio errado. Aqui não haverá comportamento deliberadamente transgressor e agressivo. Aqui não se humilhará ninguém. Não será um sítio de censura, mas quem escolhe o que será publicável ou não, serei eu. Será um sítio ditatorial ? Não o considero assim, mas é meu e não tolerarei, aquilo que eu achar faltas de respeito, humilhação ou agressividade. Mas na opinião de quem aqui vier, se achar que é um sítio ditatorial.... paciência. Cá em casa quem manda sou eu. Se isto é ser ditador, então serei. Se vou ficar aborrecido, se ninguém se interessar por este sítio ? Não, não vou. Este sítio foi feito para eu me servir, para dizer ou escrever, como queiram, aquilo que me apetece, bem ou mal escrito. Enquanto for permitido, qualquer pessoa ter um sitio onde possa, escrever, desabafar, opinar, eu estarei cá. Portanto Nada me fará desistir.......enquanto me for permitido.

sábado, 10 de julho de 2010

AO ACASO

Acho que o Verão faz mal a muitas pessoas. O que devia ser, uma estação de alegria, de praia, agua, Sol, enfim uma estação que nos fizesse esquecer, que o resto do ano, o passado, porque o futuro ......basta acabar o Verão. Vem isto a propósito de ao desfolhar um jornal, mais concretamente a revista desse jornal, deparar com noticias assim: " esta geração vive uma quebra de expectativa " ou " chimpanzés actuam em grupo e vão à guerra " ou ainda, e esta então deixou-me de boca e vista abertas " Mãe inglesa posta a leilão por uma libra. O vendedor é o próprio filho" . O espantoso desta noticia, que julguei ser anedota, é que a mãe gostou do anuncio feito pelo filho. Acho que esta mãe ganhou fama, não sei se tira algum proveito disso, mas gostar de ser leiloada ! ? Estou completamente desactualizado, fora da vida real que pelos vistos são estas noticias, que jamais me passavam pela cabeça que pudessem....ser noticia. Ou o Verão faz mal ou realmente as modificações climáticas estão mesmo a afectar - nos. Isto faz-me lembrar de quem está por África , mais concretamente Moçambique, que não é apenas um país de grandes riquezas naturais, mas também uma zona turística, de primeira grandeza, albergando muitos milhares de visitantes. Embora a temperatura média seja entre os 22 e os 26º, na Angónia, Manica, Mossurize, excepção feita para Tete, onde a temperatura chega a atingir 45º à sombra, se a estas riquezas naturais, somarmos as suas bonitas praias, os seus arquipélagos e a rainha, a Ilha de Moçambique, não fará concerteza tanto mal como as noticias que mencionei acima. Vemos em Portugal praias cheias de gente, bastantes turistas, mas não acredito que todos eles sofram destas maleitas. Pois noticia como a do leilão só pode ser doença. Não acredito que uma pessoa no seu estado normal seja capaz de fazer um anuncio assim. Mas por outro lado também já vi anúncios de venda de virgindade (tirando a cultura africana - pagamento do lobolo - mas isto não é anunciado, faz parte da cultura de um povo). Não sei qual delas é pior. Claro que isto não passam de opiniões minhas e neste caso foi só para fazer conversa comigo próprio. Vendo isto escrito talvez seja mais fácil eu acreditar que existem pessoas assim. Acho inacreditável. Talvez vendo escrito.......possa levar estes assuntos mais a sério.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CAMPEONATO DO MUNDO

Sempre disse, que este blogue era, é , despretensioso. É um iletrado que o escreve, não é para agradar a ninguém, sem ser a mim mesmo e mesmo assim......bem o que interessa, esta conversa toda é para dizer que a Espanha é finalista do campeonato do Mundo e que no jogo de hoje, também fiz força para que a Espanha ganhasse. Quase todos os comentadores de futebol, das TVs, das Rádios, quase todos os jornalistas eram da opinião que a Alemanha, era a mais forte candidata ao título. Errar, é próprio das pessoas. Eu gostei que a Espanha tivesse ganho e espero que no Domingo ganhe à Holanda, (desculpa Peter, mas eles estão mais perto e eu também tenho amigos espanhóis, também sei que não lês isto, mas eu vou-te mandar por e-mail, vê só o que eu já aprendi, espero também que não tenhas " desaprendido " o português, o nosso, espero que ainda o fales sem sotaque ). Espero que a equipa que eliminou Portugal, seja campeã do mundo. Vou torcer para que isso aconteça e se a moçoila que o Pedro Correia apresentar no "Belle Toujous " no DO, for como as que costuma apresentar.......Ah! então vou ter um fim de semana em cheio. Vista lavada e desejo satisfeito. (o DO explico-te no mail, como te explico como poderás ler isto). Este monologo, parece uma carta de família, ainda bem que a única pessoa a quem tenho que agradar, ou não, é a mim, por isso escrevo o que quero e só lê quem quiser, quer goste ou não. Não me afecta nada se ninguém o quiser ler... é para o lado que durmo melhor. Mas no fundo o que me interessa é que a Espanha seja campeã do mundo. Da Europa já é, do mundo será a primeira vez.....mas assentava-lhe bem o título, muito melhor que à Holanda, se bem que também fosse o primeiro título. Mas eu estou virado para a Espanha, se calhar por os nossos comentadores, treinadores de bancada e outros que de vez enquando "botam faladura " , nunca terem dado sequer a mínima hipótese dos espanhóis chegarem à final. Falaram até de Portugal poder ser campeão...mas os espanhóis !!! se calhar também por isso. Não tenho nada contra os holandeses, mas também gosto dos espanhóis e depois do jogo de hoje e de ter visto a Holanda jogar ontem....... Viva a Espanha!!!! O Jogo de hoje dos Espanhóis foi simplesmente espectacular. A frieza alemã não chegou para congelar o calor dos espanhóis, é certo que a Alemanha também podia ter marcado, mas ficaram muito longe em termos de remates à baliza e oportunidades de golo. Vamos preparar-nos para no Domingo podermos festejar a vitória dos espanhóis, nem que seja com um sumo de laranja.

sábado, 3 de julho de 2010

AOS NAVEGADORES

Um poema de Mário de Sá Carneiro (in Porto de Abrigo) - para não ficarem desiludidos de todo, dizia assim:




QUASE
Um pouco mais de sol - eu era brasa
Um pouco mais de azul - eu era além
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
se ao menos eu permanecesse aquém...
-----------------
Assombro ou paz ? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor!- quase vivido....
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Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o pricipio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama....
Entretanto nada foi só ilusão!
-----------------
De tudo houve um começo..,e tudo errou...
-Ai a dor de ser -quase, dor sem fim...-
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...
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Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde pus um altar
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
----------------
Se me vagueio, encontro só indicios...
Ogivas para o sol -vejo-as cerradas,
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre precipicios...
----------------
Num impeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí..
Hoje de mim só resta o desencanto
das coisas que beijei mas não vivi...
-----------------
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém....


Pode ser que se os Adamastores lerem poemas como este, se sintam menos culpados, mais responsaveis, c'os diabos nem sempre pode correr bem ! Para a próxima correrá melhor. Não é preciso explicar nada na AR e o PM também não se vai meter nisso, portanto podem ir descansar. A unica pena que tenho é que o estado não nos devolva o que foi gasto em diárias, com esta deslocação a África do Sul. Mas pronto, não devolve, não devolve. Temos que nos resignar a gastar e nada de reembolsos. " Tá " visto porque é que o IVA foi aumentado.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

CAMPEONATO DO MUNDO


Acabei de ver o Gana Uruguai. Jogo dramático. País da África Ocidental, independente desde 1957, conseguindo sair do domínio Inglês, tem como principal riqueza o ouro e o cacau. Poderia ter sido a 1ª equipa africana a classificar-se para as meias - finais de um Campeonato do Mundo de futebol. Não quis a sorte, que assim fosse, trata-se de um jogo e nos jogos a sorte é parte integrante, mas dizia eu que a sorte não quis nada com os ganeses. Depois de terem ido a um prolongamento, depois de terem jogado 119 minutos, há um penalti a favor do Gana, diga-se desde já bem assinalado por Olegário, o árbitro português, que julgou o jogo. Bola na marca da grande penalidade, o jogador dirige-se para ela e chuta......suspense no estádio e bola na barra. Ultima jogada do desafio. Ultima jogada do prolongamento. Drama nas hostes ganesas. Alegria no Uruguai que, arriscando a grande penalidade, poderia ter sido eliminado pelo Gana, não quis a sorte que assim fosse. O jogador uruguaio faltoso, que na altura não teve outra alternativa senão defender a bola com a mão, penalizando a sua equipa acabou expulso, como manda a lei. Saiu triste.....até à marcação da grande penalidade, passou de besta a herói. Decide-se o jogo na marcação de grandes penalidades, o guarda redes uruguaio defendeu duas, o suficiente para passar aos quantos de final do campeonato do mundo. Resta agora esperar pelo próximo jogo. Uruguai que esteve a perder por 1-0, empata o jogo e acaba por ganhá-lo nas grandes penalidades. Azar para o Gana, que iria fazer história, sorte para o Uruguai que já não ia a umas meias- finais há muitos campeonatos. Futebol, é isto, nem sempre ganha o melhor, nem sempre ganha quem merece. Parabéns ás duas equipas. O Gana terá mais oportunidades, mas ficava bem terem sido eles a irem ás meias-finais, eram merecedores.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

CAMPEONATO DO MUNDO



Como era de esperar, ou não, Portugal veio de malas aviadas. Foi eliminado pela Espanha. Os espanhóis foram melhores, jogaram melhor, mostraram em alguns períodos do jogo que também tinham algum receio de Portugal....mas foi sol de pouca dura. Os espanhóis foram melhores, pronto ! Acabou-se! Teria sido tudo dentro da norma normalidade se não houvesse respostas pouco abonatórias por parte de alguns jogadores, entre eles Ronaldo, CR7, CR9, e mais CRs que houvessem, acerca de quem os seleccionou. Ninguém culpa Ronaldo pela derrota de Portugal com a Espanha, mas Ronaldo poderia e devia ter feito melhor, em vez de passar o tempo a atirar-se para o chão a ver se ganhava um livre ao seu jeito. Ganhou alguns que não resultaram. Também existiu uma falta descarada sobre ele que o árbitro não sancionou, toda a gente viu a falta menos o árbitro. Mas tudo isto não dá o direito a Ronaldo de responder a uma pergunta de um jornalista, acerca do que tinha acontecido, referindo-se á derrota, de responder, dizia eu, com " perguntem ao Carlos Queiroz ", como quem diz a culpa é dele perguntem-lhe. A isto chama-se sacudir a água do capote, a isto chama-se resposta de menino mimado. Se há quem conheça o jogador que Ronaldo é, as possibilidades que tem, aquilo que vale, ninguém melhor que Carlos Queiroz o saberá! Ao responder assim a mensagem que passa não é a de capitão de equipa, de capitão que dá a cara pelos seus colegas, que os defende em qualquer situação, que dá a cara pela sua selecção. Eduardo quanto a mim, o melhor jogador desta equipa portuguesa a milhas de distância de Ronaldo, só não defendeu o que não era defensável, dizia eu que Ronaldo que é um dos melhores jogadores do mundo e capitão, talvez por isso seja mais responsabilizado que os outros. Ronaldo sozinho não ganha nada, o futebol é um jogo de equipa. Também não nos podemos esquecer que Queiroz foi treinador de Ronaldo 5 ou 6 anos, que o pôs a jogar onde ele gosta frente à Espanha. Se Ronaldo não gosta ou não queria, ou faz sacrifício porque já devia estar de férias, ir ao campeonato do mundo só tinha que dizer que não queria ir, ninguém é obrigado a ir. Agora culpados da eliminação foram todos CR, Carlos Queiroz, Fábio Coentrão ( outro dos bons jogadores deste torneio ), Ricardo Carvalho (que até nem sabe jogar mal ) Simão, Hugo Almeida, Meireles, Ruben Amorim, Liedson, Tiago,Eduardo, todos os que jogaram e os que não jogaram mas estiveram lá. Estará Ronaldo aborrecido com Queiroz, porque enquanto treinador do Manchester Ronaldo não foi para Madrid ? Se foi por isso Cristiano não é quem eu penso e o que a maioria dos portugueses pensa. A isso chama-se outra coisa, que eu nem quero pensar, se bem que seja um direito que lhe assiste. De notar que em Portugal aquando do Europeu de 2004, que na minha opinião foi realizado em Portugal para podermos ganhar alguma coisa, com um seleccionador brasileiro, que não tenho duvidas conseguiu mobilizar um país, mas também reconheço que não era difícil mobilizar o país, quando esse Campeonato é disputado cá dentro. Ganhámos o quê ? Perdemos o jogo de abertura, com a Grécia e a final com essa mesma Grécia. Dois jogos com a mesma selecção.....é no mínimo estranho. Um pode-se perder, mas o outro.....jogando em casa, na minha opinião é mais negativa esta situação, que esta de agora que fomos eliminados pelo Campeão da Europa. É certo ninguém gosta de perder, mas Scolari, num campeonato feito para Portugal ganhar....não ganhou e hoje é quase adorado. Queiroz vem pegar numa equipa que nada ganhou e nós exigimos que seja Campeão do Mundo ? Há aqui qualquer coisa que não bate certo ! A galinha da vizinha é melhor que a minha ?

segunda-feira, 28 de junho de 2010

MAÇAMBIQUE II


Armando Guebuza actual presidente da Republica de Moçambique, foi Ministro do Interior entre 1975 e 1977, no tempo em que o presidente ainda era Samora Machel. Armando Guebuza que durante esse período ordenou a saída dos portugueses em 24 horas com 20 Kg de bagagem apenas. Não me admiraria nada que este Guebuza, arrogante, insolente, ditador , estivesse envolvido na queda do Tupoleve que vitimou Samora Machel. Guebuza como Ministro do Interior, chegou a ser mal educado, arrogante, mesmo racista, até com quem não era do partido, não só com brancos, o que não quer dizer que no partido não existissem brancos. Depois foi um aproveitar constante, até chegar a líder do grupo parlamentar da FRELIMO. Guebuza empresário, da construção civil e das pescas. Guebuza a quem é atribuído o sucesso das negociações de paz, na guerra civil e o acordo de Roma que conduziu ao pluripartidarismo. Onde ficam nomes como, Joana Simeão, Uria Simango ou Lázaro Kavandame ? Afonso Dhlakama, Vicente Ululu ou Evo Fernandes ? Guebuza, quando Ministro do Interior, depois de ter autorizado um holandês, fornecedor de papel a uma empresa moçambicana, que pediu um visto, como era normal, para se deslocar a Moçambique e medir as possibilidades que a empresa moçambicana teria de continuar a ser sua cliente, pôr um motorista do partido á disposição desse holandês, para qualquer sítio que ele se quisesse deslocar, sem restrições absolutamente nenhumas, até parece um Guebuza aberto, democrático. Claro que toda a gente compreendeu que o motorista governamental, servia para vigiar o holandês. Como o senhor não vinha fazer mal a ninguém até achou hospitaleira a atitude de Armando Guebuza, evitava ele próprio do aluguer duma viatura e sempre que necessitava de motorista telefonava a pedi-lo e o motorista aparecia dentro de poucos minutos ( Cabe também aqui dizer que num dos dias que o holandês ia sair para um passeio a pé, entregou a chave do quarto do hotel na recepção e 5 minutos depois estava o motorista a perguntar onde ele queria ir que tinha a viatura à sua disposição). Isto foi só um aparte, para justificar a vigia que era feita ao estrangeiro. No dia seguinte como de costume, o holandês telefona, pede o motorista, este aparece e o visitante pede para dar uma volta pelos suburbios da cidade. Tinha chovido durante a noite, daquelas chuvadas tropicais, que só quem lá esteve sabe como são. O motorista, que normalmente não tinha conversa com o passageiro, nesse dia mete conversa, quando estavam a passar por Xipamanine, completamente inundado e diz-lhe " herança do colonialismo", o passageiro, que até tinha vivido no Sudão uns anos, responde-lhe que não é assim, aquilo é África, a herança do colonialismo é a cidade de cimento. A conversa acabou ali o motorista foi por o passageiro ao hotel. O Holandês de manhã acorda, telefona ao motorista, como normalmente fazia e como normalmente também aparece o motorista mas desta vez acompanhado com um guarda. O senhor pergunta o que está a acontecer, respondem-lhe que tem que fazer a sua bagagem e dentro de 2 horas sair do País. Esperam por ele levam-no directamente para o aeroporto, onde lhe entregam o passaporte com o carimbo de expulso. Era assim Guebuza. Era assim o actual presidente de Moçambique, era assim o homem que foi recebido não há muito tempo em Portugal. Não admira ter sido recebido em Portugal com pompa, quando há uns anos Kadafi foi recebido no palácio do governo, levando uma pistola à cintura.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

APETECE-ME

Apetece-me copiar o que está escrito nas costas deste disco, um velhinho 45 rpm. Até porque, quando comentei um blogue, há uns meses, fui apudado de ter um nome racista (foi roubado em parte ao Parafuso, apenas antecedido por Zé ). A pessoa que disse isso, apesar de ser formada, não foi educada, mas isso é coisa de somenos importância. A importância começa quando a tal pessoa não sabe do que fala, nem sabe o que diz, nem diz o que sabe, isto é, em matéria deste tipo não passa de mais um ignorante, nascido pouco antes do 25 de Abril. Não foi para falar da ignorância dos outros que coloquei no cimo a capa de um disco que guardo como uma relíquia (não é única) e ainda por cima de uma pessoa com quem tive o prazer de privar algumas vezes, assim como com o Carlos Albuquerque, quando ambos trabalhavam ou eram sócios numa empresa de publicidade " Delta ", penso que era esse o nome. Assim vamos lá ao que está nas costas do disco :

" Ainda que português, pela nacionalidade, foi é e será sempre moçambicano pelo «tudo mais» que fica para além do que oficialmente reza o bilhete de identidade de um cidadão. E foi-o, também, na graça com que captou, de muito novo ainda, o linguarejar, descuidado do Povo das ruas e bazares, das das palhotas ao longo dos carreiros de areia, ao balcão das cantinas da terra portentosa que foi colónia e hoje é nação: Moçambique. Com esse mesmo Povo se identificando como um irmão entre irmãos, retratou-o - não com a intenção de o menosprezar ou escarnecer, antes com a ternura sadia com que um brasileiro imita o «portuga» ou vice - versa, brincando sem ofender - na personagem que se tornou ídolo de negros e brancos na terra moçambicana : o «Parafuso». Nele estava simbolizado o mainato-lavadeiro, o continuo, o cozinheiro, o aldeão que vem para a cidade, com seus risos suas lágrimas, suas dores e alegrias, suas esperanças, ilusões, encantamentos. Romão Félix é hoje um português que retornou a Portugal. Mas não veio só. Com ele veio o seu outro eu : o «Parafuso». Ele aqui está." ( Assina um amigo).
Não poderia estar mais de acordo com o que escreve este amigo. Conhecendo-o qualquer pessoa com um pouco de sensibilidade vê que ele era, é, mesmo assim. Homem sem maldade, sem intenções dúbias, Homem que tinha e tem Moçambique no coração, não acredito que seja de outra forma. " Em Moçambique, passei os melhores anos da minha vida, fiz a primária na Escola Paiva Manso", palavras de Romão Félix, em Portugal,
país a que voltou, como tantos outros, que começaram por acreditar que Moçambique seria um país com grandes possibilidades e afinal, naquela altura, revelou-se um pais Maoísta, onde se tornou impossível fazer vida. País que começou com uma descolonização, que foi tudo menos exemplar. Mesmo aqueles que ficaram depois de Moçambique ser Nação verificaram que os governantes portugueses da altura não falavam verdade, não garantiram sequer os bens dos portugueses que foram obrigados a deixar Moçambique e no entanto apregoaram aos sete ventos, que a descolonização foi exemplar. Ainda hoje o fazem. Para terminar este apontamento uma frase do Parafuso, que ainda hoje o Zé usa muito : " Cada um é como cada qual , mas ninguém é como evidentemente"

quarta-feira, 16 de junho de 2010

DEDICAÇÃO



....... Enquanto os alemães se abrigavam nos entricheiramentos que tinham preparado, a pequena força portuguesa prosseguia na sua missão mais importante, de reconhecer o vau que o inimigo desmascarara pela sua retirada. ( Tratava-se de passar a vau o Rio Rovuma, com um pelotão vindo de Nachinamoca ). Foi então, no local onde a corrente do rio era mais impetuosa, falhando o leito de areia, e as águas corriam apertadas entre as ilhas, dificultando a orientação, que o Alf. Pais Ramos, esteve prestes a ser vitima do esgotamento em que se encontrava, desmaiando dentro do rio e sendo arrastado na rápida corrente do Rovuma, quando procedia, debaixo do fogo do inimigo, ao reconhecimento do vau. Salvou-lhe a vida a dedicação de dois soldados da 3ª Companhia de Moçambique, o 513 Udana, e o 520 Malipita, que ajudando a retirar do vau o oficial extenuado, praticaram nobremente um acto que muito os honrou e pelo qual foram justamente recompensados. (Virtudes Militares na Tradição Histórica de Portugal do Gen. Ferreira Martins). Isto passa-se por volta de 1916. Altura em que os portugueses tinham colónias, já eram maltratados pelo resto do mundo. Este trecho faz parte da nossa história. De notar que nesta altura, como muitos anos depois, Portugal foi maltratado e acusado de colonialista, mas este acto de dedicação, se assim o quizermos chamar, passou-se numa guerra contra alemães. Espanhóis, Franceses, Ingleses, Holandeses, Alemães, Portugueses, todos foram colonizadores, enfim toda a Europa foi colonizadora. A ONU nunca deixou de recordar a Portugal, após o período de relações tensas por causa do problema de Angola, entre 1960 e 1963, com maior ou menor veemência, a necessidade de ser cumprido o direito de auto determinação dos territórios sob sua administração. Em 1965, a minoria branca da Rodésia declara independência unilateral e o governo Salazarista apoiou, criando mais um foco de tensão entre a ONU e Portugal. O Conselho de Segurança da ONU impôs o bloqueio ao porto da Beira pela esquadra Britânica, contudo o petróleo e tudo o que a Rodésia importava, continuava a chegar com mais ou menos dificuldades, através dos portos Sul Africanos e mesmo através do porto da Beira ( toda a mercadoria que chegava com destino à Beira, não era alvo de revista, os Ingleses como nossos aliados, passavam a pente fino todos os navios que atracavam no porto da Beira, a diferença estava em que nos armazéns dos CFM, o destino era trocado). A ONU é uma organização internacional cujo objectivo declarado é facilitar a cooperação em matéria de direito internacional, segurança internacional, desenvolvimento económico, direitos humanos. Fundada em 1945, após a 2ª guerra mundial, para substituir a Liga das Nações com o objectivo de deter guerras entre países e para fornecer uma plataforma para o diálogo. Logo, sendo a Rodésia uma colónia inglesa, o boicote era feito pela armada Britânica. Como diria o outro : gato escondido com rabo de fora. Para quem tem como título Dedicação, este comentário fugiu um bocado ao tema e alongou-se. Mas, tratando-se de África, um polo de interesses, não seria de esperar outra coisa. Dá a impressão que os únicos colonizadores foram os portugueses e que todos os outros países (que até fazem parte da ONU ), são meninos de coro, sem nada que se lhes aponte. Ainda hoje, sec.XXI há colónias, só para dar um exemplo: Mayotte, nas Comores e Reunião, reclamadas por Madagáscar e Maurícias.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

21 DE OUTUBRO DE 1974

Quarenta e um mortos e 88 feridos graves é o trágico balanço dos graves acontecimentos ocorridos em Lourenço Marques e subúrbios na passada 2ª feira. Provocados por um grupo descontrolado de comandos do exército Português que contaram com o apoio de agitadores brancos e pretos, esses acontecimentos acabaram por ser dominados pelas forças populares da Frelimo e por unidades militares portuguesas mas, apesar desta colaboração íntima e eficaz, a maneira criminosa como a situação surgiu e evoluiu originou a morte, a destruição e a miséria em muitos lares da capital e suas zonas suburbanas. Um comunicado conjunto do Alto Comissário da República Portuguesa e do Primeiro Ministro do Governo de Transição publicado na terça feira detalhava minuciosamente o que acontecera e acrescentava que esses agitadores responsáveis, brancos e negros, serão severamente punidos...........Mais adiante......É pois contra estes agitadores - ao serviço dos ideais de Joana Simeão, Simango, Murrupa, Gwengere, etc. - que a população de Lourenço Marques tem que estar atenta e firme, indicando - os às autoridades à menor provocação. Por outro lado, é urgente que os comités de partido e militantes da Frelimo desencadeiem uma acção acelerada de politização das massas nesse sentido. Para que acontecimentos como estes não se voltem a repetir, nunca mais. Diz um militante da frelimo na área do Bairro do Choupal : " Os que provocaram distúrbios e mortes são aqueles que têm ouvidos surdos, são, neste momento, as forças reaccionárias, são os maiores inimigos do povo. A Frelimo diz: Deixem de beber. Mas eles continuam a beber e, em filas vergonhosas, compram caixas de cerveja não só para beberem mas também para venderem mais caro. Mais caro do que na cantina e no bar. A Frelimo diz: A luta não é contra os brancos. A luta é contra o sistema. Eles não querem ouvir e gritam " Vamos matar todos os brancos. Todos os brancos são reaccionários . A Frelimo diz: "Sejam vigilantes mas não provoquem distúrbios ". Mas logo que surge uma oportunidade as cantinas voltam a ser assaltadas, viram-se carros ao contrário e são queimadas pessoas dentro deles sem a mais pequena hipótese de poderem sair dos carros.( publicado na revista Tempo em 27 Outubro de 1974). Resta dizer que todas as pessoas queimadas dentro dos automóveis eram brancos. Resta ainda dizer que a exemplar descolonização não levou em conta, Joana Simeão, Urias Simango e outros dissidentes da Frelimo, que tinham alguma força na altura do acordo de Lusaka. Não foram consultados. O acordo fez-se como se os outros não existissem. O Acordo de Lusaka fez parecer o tempo em que Oliveira Salazar dizia que quem não estivesse do lado do governo era Comunista. O governo português da altura agiu assim, da mesma forma de um sistema que tanto foi condenado por aqueles que fizeram o acordo. A isto se chama sede de poder. Os Comandos que provocaram ou não toda a situação do 21 de Outubro, nesse mesmo dia à noite embarcaram com destino a Lisboa. A mortandade continuou, porquê? O que a Frelimo, deixa saber por exemplo de Joana Simeão, é que foi traidora e reaccionária, a historia o revelará. Joana Simeão era caso ímpar, uma mulher de fibra. Sendo macua, foi dissidente da Frelimo, provavelmente, estará nisto a traição de Joana Simeão. Vem esta conversa fiada a propósito do 35º aniversário da independência de Moçambique. Joana Simeão foi um caso, deu um grande contributo para a emancipação da mulher moçambicana. A arma desta mulher foi a sabedoria. Assim sendo, só podia ter um fim: Morreu assassinada pela Frelimo. E Mondlane ?