Começou hoje, o grande circo, "Campeonato do Mundo de F1". Primeira prova, primeira vitória da Ferrari, primeira vitória de Fernando Alonso. Boa corrida, agradável de ver. Vamos ver se os vencedores de hoje se mantêm por muito tempo, ou se foi....ocasional. Os Espanhóis não gostam de bons princípios, diz o Povo. Desporto de milhões, multidões, trambolhões. Tudo em grande.
Desporto perigoso. Para lembrar só a mais bem sucedida mulher na F1: Lella Lombardi. Morre no mês de Março com 48 anos de doença prolongada. Não me lembro de mais nenhuma mulher com a coragem desta, fazendo frente a um desporto que era só para homens.
domingo, 14 de março de 2010
DESPORTO
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domingo, março 14, 2010
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F1
sábado, 13 de março de 2010
ESQUECER TRISTEZAS
Vão-me mandando e-mails, que acho que devem ser divulgados. Uns para esquecer tristezas, outros porque são mesmo engraçados e não faz mal nenhum, antes pelo contrário, sorrir-mos. Aí vão alguns:
"A mulher , boa, é um conjunto de curvas capaz de deixar recta a única curva que um homem tem"
- Os seios são iguais a um trenzinho eléctrico: é feito para crianças, mas quem brinca são os adultos.
-Passado de mulher é igual a cozinha de restaurante; é melhor não conhecer, senão você não come
"Mulher bonita é igual ao Tsunami. Quando chega vem fazendo onda. Quando vai embora, leva casa, carro, terreno, tudo......"
-Mulher feia é que nem muro alto, primeiro dá medo, mas depois a gente acaba trepando
-"Homem é como vassoura. Sem o pau não serve para nada."
-Mulher de amigo meu é como cebola.......Eu choro mas como.
O sujeito chega ao barbeiro e pergunta:
-Em quanto tempo o senhor pode atender-me?
-Duas horas- responde o barbeiro
O sujeito vai-se embora e só volta no dia seguinte, fazendo a mesma pergunta. O barbeiro olha o caderno e diz.
-Duas horas e meia
O Sujeito vai embora, volta no dia seguinte e continua a fazer a mesma pergunta. O barbeiro responde:
-Uma hora e meia.
Como esta história se repete todos os dias, o barbeiro começa a ficar curioso e pede para um ajudante seguir o sujeito para ver qual é a dele. O ajudante volta quinze minutos depois, sem consegui deixar de rir. O barbeiro pergunta:
-E então para onde é que ele foi?
O ajudante responde:
-Para tua casa.
Ficamos por aqui. Não pode ser tudo de uma vez só. Bom fim de semana.
"A mulher , boa, é um conjunto de curvas capaz de deixar recta a única curva que um homem tem"
- Os seios são iguais a um trenzinho eléctrico: é feito para crianças, mas quem brinca são os adultos.
-Passado de mulher é igual a cozinha de restaurante; é melhor não conhecer, senão você não come
"Mulher bonita é igual ao Tsunami. Quando chega vem fazendo onda. Quando vai embora, leva casa, carro, terreno, tudo......"
-Mulher feia é que nem muro alto, primeiro dá medo, mas depois a gente acaba trepando
-"Homem é como vassoura. Sem o pau não serve para nada."
-Mulher de amigo meu é como cebola.......Eu choro mas como.
O sujeito chega ao barbeiro e pergunta:
-Em quanto tempo o senhor pode atender-me?
-Duas horas- responde o barbeiro
O sujeito vai-se embora e só volta no dia seguinte, fazendo a mesma pergunta. O barbeiro olha o caderno e diz.
-Duas horas e meia
O Sujeito vai embora, volta no dia seguinte e continua a fazer a mesma pergunta. O barbeiro responde:
-Uma hora e meia.
Como esta história se repete todos os dias, o barbeiro começa a ficar curioso e pede para um ajudante seguir o sujeito para ver qual é a dele. O ajudante volta quinze minutos depois, sem consegui deixar de rir. O barbeiro pergunta:
-E então para onde é que ele foi?
O ajudante responde:
-Para tua casa.
Ficamos por aqui. Não pode ser tudo de uma vez só. Bom fim de semana.
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sábado, março 13, 2010
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sexta-feira, 12 de março de 2010
HISTORIANDO V
A decadência da igreja portuguesa, faz-se sentir em todo o governo de D. Teresa. Teresa não seguiu um plano de politica eclesiástica, como fora o do conde Henrique. Adivinhava-se, porém a hora em que o governo do condado ia ser entregue a mãos vigorosas, as do filho de D. Teresa, Afonso Henriques, que apenas com 14 anos se arma cavaleiro a si próprio, acto que só os reis costumavam praticar. Decorria o ano de 1125, ano em que , já os barões não concordavam com o ascendente que o conde galego Fernando Peres, protegido de D.Teresa, tomava em relação ao condado Portucalense. Afonso VII invade o território portucalense para impor autoridade, que já difilmente era reconhecida. É aqui que aparece Egas Moniz, a quem estava confiada a educação guerreira de Afonso Henriques, filho de D. Teresa e do conde D. Henrique. As terras de Portugal em que dominavam os parceiros de Afonso Henriques, que estava em rotura com sua mãe, começaram a rebelar-se. A antiga corte do conde Henrique, Guimarães, declarou-se pelo infante, Afonso Henriques. A invasão de Afonso VII, veio adiar a guerra civil. Afonso VII, pôs cerco a Guimarães, pouco lhe importando se era sua tia ou seu primo quem regia Portugal. Importava, isso sim, que esta província reconhecesse a sua autoridade suprema. Vendo que as suas forças não conseguiam resistir a Afonso VII, os sitiados de Guimarães declararam em nome de Afonso Henriques, que ele de futuro se consideraria vassalo da coroa leonesa. Egas Moniz, talvez mais que nenhum, gozava a reputação de homem leal, ficou por fiador da promessa. O rei de Leão levantou o cerco e depois de obrigar D. Teresa a obediência, retirou-se para a Galiza. A divisão entre os barões era notória. Afonso Henriques, formava já um bloco notório com os seus partidários. Era forçoso o confronto. E acontece em S. Mamede, cujo desfecho foi favorável a Afonso Henriques, o que pôs fim ao governo de D. Teresa. Digamos , que a vitória de S. Mamede foi um episódio que acelerou o avento do estado português."Após a batalha de S. Mamede, D. Afonso Henriques esforça-se por consolidar o seu domínio e garantir a independência de Afonso VII. "
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sexta-feira, março 12, 2010
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terça-feira, 9 de março de 2010
150 ANOS?
Li num jornal diário uma entrevista com um assassino, sem escrúpulos e aprendi umas coisas! Por exemplo: escrever um livro pode garantir a saída da cadeia e fazer uma vida razoável. Isto a propósito da entrevista de Militão Guerreiro onde ele diz que "Não sou como alguns dos criminosos que conheço, que vivem do crime". Ele ia viver de quê se não fosse apanhado? "Naquela altura o meu comportamento era típico de um desequilibrado social, que faria quase tudo para obter os seus objectivos, sem sequer pensar se esses eram os mais correctos". Isto é dito quase nove anos depois de ter sido preso. Se bem me lembro na altura dos assassínios ele sempre negou, até ser confrontado com os cúmplices. "Porém no meu modo de pensar e funcionando, talvez, como um mecanismo de defesa, costumo culpar todos os seres humanos pelo que fiz........" Claro que eu e outros tantos milhões de pessoas que não o conhecemos de parte nenhuma, só ouvimos falar dele quando o apanharam, é que somos os culpados do seu comportamento! "Se realmente eu estivesse com todas as minhas faculdades mentais em uso, jamais teria cometido tal crime ou outros." Quando são apanhados não é o que todos dizem? À pergunta do jornalista que se pensava passar o resto da vida dele a cuidar de gado, responde "Era esse o meu pensamento irracional. Era pensamento irracional, porque nunca pensou fazer nada na vida, ou porque foi apanhado? Em relação à pena de 150 anos ser ou não justa, diz com convicção "Nunca, assim como não acho nenhuma pena justa. A vítima é sempre a vítima, mas o criminoso é algoz e vítima". Por ter sido o mandante do assassínio de seis pessoas? "....O meu modo de pensar diz-me que devo amar e perdoar incondicionalmente todos os seres humanos, por isso é difícil para mim aceitar a rejeição dos meus familiares, principalmente dos mais próximos". Em que é que ficamos? Perdoar toda a gente menos os familiares mais próximos? Quem pode perdoar uma pessoa assim? Os familiares devem sentir um desgosto tremendo por ter alguém assim na família. Devem querer distância de uma pessoa assim. A frieza que ele mostrou na altura em que foi apanhado, atirando até as culpas para cima dos outros capangas, demonstra, em minha opinião, de quem estamos a falar. Pessoa que perdoa em qualquer circunstância, incondicionalmente, mas que não teve um único pensamento para os familiares das vitimas. Para aqueles que ficaram sem os entes queridos. Pena sim, do filho que ele deixa, que quando tiver entendimento suficiente e lhe contarem quem o pai era............. se entretanto não sair da cadeia por amnistia ou fuga e não transformar o filho naquilo que ele foi.
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terça-feira, março 09, 2010
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domingo, 7 de março de 2010
KEKE ROSBERG
Por vezes há atitudes que ficam marcadas e definem quem as toma. Por vezes podem ser casos isolados e sem representatividade. Mas, outras vezes, pela forma como acontecem, dá para sentir que vêm de dentro, fazem parte da forma de ser do individuo. Por muito que possamos ter admirado a condução agressiva, por vezes até genial, de Keke Rosberg, jamais se poderá admitir que uma personalidade do desporto trate com desprezo um jovem admirador. É forçoso que sejam estes desportistas de grande craveira a dar o exemplo de humildade e boas maneiras. Sua grandeza de piloto ficou de imediato reduzida a zero com a pequenez do homem. Agressividade sim! Na pista. Arrogância....talvez com os seus semelhantes. Desprezo com quem em última instância é o motivo para os altos salários e patrocínios , que ele conseguiria certamente com melhores modos. Isso não. Poderia Niki Lauda ter razão quando dizia " Conduz depressa. Mas se dá tanta importância que se esquece das coisas que são realmente importantes. Como coloca todo o seu talento na sua própria importância, nunca sabe o que se passa ao seu redor"......(Tirado de F1 por Francisco Santos).
Vem isto a propósito de estar a começar a F1, desporto agressivo mas leal, quando assim não for não se pode chamar desporto. Desporto de grandes massas e de grandes rivalidades, mas também desporto dos milhões e desportistas que servem de exemplo para os mais novos. Desportistas que arriscam a vida em cada corrida. Por acaso, este, tem um filho a segui-lhe as pisadas, um filho de quem foi certamente o ídolo, como de muitos outros jovens da época.
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domingo, março 07, 2010
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sábado, 6 de março de 2010
HISTORIANDO IV
A designação condado portucalense como as de província portucalense, tem origem, segundo consta, no termo portucale, termo que os antigos designavam a povoação situada na margem norte do rio Douro, próximo da sua foz. Só no séc. IX aparece o termo portucalense, aplicado a uma certa extensão de terra. O Porto servia de centro a uma região, tendo originado a designação Portucale, primitivamente reservado à povoação situada na margem direita do rio Douro. De toda a maneira, as circunstâncias que acompanharam a invasão sarracena, além de condições mais profundas e remotas, conferiram à região Entre-Douro-e- Minho, que ao mesmo tempo era norte da Lusitânia, e sul da Galécia, viria a ser origem do estado português. Aí os galegos são tratados como estrangeiros ou forasteiros indignos.
Em 1093, Afonso VI, tendo conquistado, Santarém, Lisboa e Sintra, constituiu com estes territórios um condado, cujo governo foi entregue a Soeiro Mendes, sob a autoridade de Raimundo, já casado com Urraca e por isso genro de Afonso VI. Raimundo ficou com a superintendência de toda a terra hispânica ocidental, desde a Galiza até as recentes conquistas. Pouco depois surge na historia da Península uma nova figura, que há-de vir a desempenhar um papel de muito relevo: Henrique, primo de Raimundo. Em 1095, Henrique estava casado com Teresa, filha ilegítima de Afonso VI, governando Braga e o seu território, na dependência de seu primo Raimundo. Entre 1095 e 1097, aparece Henrique já como senhor de Coimbra. Estendendo toda a sua autoridade até ao Tejo, cessando toda a superintendência de Raimundo, ficando Henrique a depender unicamente de Afonso VI. Nesta altura já o domínio cristão não compreendia Lisboa, pois Raimundo, vindo de Coimbra, ainda em 1905, fora desbaratado pelos muçulmanos nas imediações de Lisboa. Em 1097, estava definitivamente constituído o Condado Portucalense. Casando sua filha Teresa com Henrique, Afonso VI, não se limitou a entregar a este o governo da província portucalense, com a qual já se confundia frequentemente os monumentos dessa época no distrito de Coimbra e Santarém. O património do rei e da coroa, passaram a ser possuídos como bens próprios pelos dois consortes. Assim, o cavaleiro francês, que viera buscar na Espanha, mais fortuna que a que possuía e poderia vir e ter na sua pátria, viu realizadas as suas esperanças, além daquilo que provavelmente imaginara. A amovibilidade do governo henriquino do condado, era condição que muito importava para a tese insurreicionista. a desintegração portuguesa foi, assim, um acto ilegal, uma longa insurreição. Na combinação de forças , que o conde aproveitou, tinha lugar destacado a igreja romana com as suas tradições de disciplina e o seu génio construtivo. Estas duas situações, tornavam-se fundamentais para tirar a península do caos em que vegetava. O conde viu esta situação e apreendeu o quanto importava para o êxito da sua obra, integrar o condado na bem ordenada construção da igreja romana. Roma , seguiu uma linha que se definiu como facto consumado. Enquanto Portugal e outras nacionalidades da Península foram em Roma como pecas destinadas a acabar com o Islão, os papas consideraram que as diversas sociedades hispânicas deviam obedecer a um principio que seria a unidade de comando, a frente única. O factor eclesiástico foi muitas vezes causa das modificações politicas. As primeiras relações de Roma com o litoral hispânico remontam ao pontificado de Gregório VII. Com a morte de Gregório VII, lançam-se os fundamentos ainda imperfeitos de Toledo. A dependência de Braga em relação a Toledo era a contra partida eclesiástica da dependência de Portugal a Castela. Pascoal II é o primeiro papa que incita directamente Portugal à cruzada peninsular. À reconquista. Santarém conquistada por Afonso VI, cai de novo em poder dos muçulmanos. Neste degladiar das pretensões de Compostela e Braga, intercala-se mais um episódio da luta de Braga contra o primado de Toledo. Teresa não seguiu um plano de politica eclesiástica definido como fora o do conde Henrique. Se não hostilizou a igreja, também nada fez que provasse o contrário. Paio Mendes, arcebispo de Braga é preso, numa demonstração do poder civil e o eclesiástico. Portanto as relações entre o poder civil e o eclesiástico nada tinham de cordeais.
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sábado, março 06, 2010
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quarta-feira, 3 de março de 2010
JUMENTO=BURRO
Num noticiário que ouvi hoje, dizia o jornalista, que as empresas portuguesas deviam aos seus trabalhadores, 15 milhões de euros! Acredito na informação. Só acontece as empresas deverem tanto aos trabalhadores por dois motivos. Um: sem trabalhar não se vive. Dois: porque o Estado quer! Se o Estado que temos, diria melhor, se o Governo que temos quisesse acabar com este estado de coisas, bastava fiscalizar as empresas devedoras. Bastava ver a vida que esses empresários fazem. Bastava olhar para os trabalhadores da mesma forma que olha quando precisam de votos! Neste país com Simplex, e outras coisas terminadas em EX, creio que é por isso que vai mal, por causa o excesso de EX. Hoje está na moda o EX, ex-trabalhador, ex-marido, até ex-desempregado e não é por ter arranjado trabalho. Hoje também acidentalmente li o "JUMENTO" que a certa altura reza assim. "Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem filhos para alimentar, sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem pequeno almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber." Mais adiante diz "Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros, mas multiplicam a sua riqueza". Isto é verdade. Até concordo com o que está escrito, se bem que o contexto, não fosse este. Na realidade é o que se passa. Anda um trabalhador a descontar para o Fundo de Desemprego, há alguns anos atrás - porque me vão dizer que os trabalhadores não descontam para o fundo de desemprego, mas sim para a Segurança Social - durante 25 ou 30 anos e no máximo ao fim de três anos de subsidio de desemprego, mais um ano de subsidio de reinserção (penso que é assim que se chama), perderem todo o direito a receber o que quer que seja e a passar a alimentar-se na sopa dos pobres, onde Existir. Um Governo que promete empregos e cada vez há mais desempregados. Um Governo que permite que empresários sem escrúpulos o engane e que outros, que até são sérios, tenham os seus impostos em dia, sejam, não digo perseguidos, mas mais vigiados, com mais frequência, alguns até são obrigados a fechar o seu estabelecimento. O Governo protege quem? Deveria proteger, aqueles que se esforçam por pagar no final de cada mês o salário dos trabalhadores. Ainda há empresários assim, cada vez menos, mas ainda há. O texto já vai longo e já disse coisas a mais, já me perdi no texto, mas isto são situações que me revoltam. Aqueles que têm o descaramento de dizer que vão arranjar empregos, as pessoas pensam que para além dos já existentes o governo vai criar mais, a contar até com os saídos das Universidades. Depois o número de desempregados supera o número anunciado de empregos a criar e vêm logo dizer que entendemos mal, que não foi aquilo que disseram, os empregos estão a ser criados, mas nunca disseram que não haveria despedimentos, empresas a fechar. Não! Só disseram que iam criar uns não sei quantos mil empregos! Precisam de votos......palmadinhas nas costas, uns palavras bonitas. Ganham as eleições, passam um atestado de pobreza. Há um amigo meu que diz "Empurrado sim, mas devagarinho, para não fazer doer". A frase não é bem esta, mas o sentido é. Até parece que gostamos de ser enganados! Ou então temos os enganadores que merecemos!!
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quarta-feira, março 03, 2010
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o meu pais,
trabalho
sábado, 27 de fevereiro de 2010
HISTORIANDO III
Quanto às relações entre muçulmanos e cristãos, o condado de Coimbra, era governado por Sesnando. O condado de Coimbra estendia-se entre o Douro até ao Mondego, tendo sido palco de algumas escaramuças, entre muçulmanos e cristãos. No tempo de Afonso VI, o bispo da diocese conimbricense, D. Paterno acedendo às chamadas de Sesnando, veio instalar-se em Coimbra. A Sesnando atribui-se , a fundação de um castelo em Penela, castelo esse que mais tarde veio a ser conquistado e destruído pelos muçulmanos e reconquistado e reconstruído pelos cristãos. deste castelo nada resta hoje. A Sesnando sucedeu no governo do condado de Coimbra, seu genro Martim Moniz, em 1093. Afonso VI, refazendo-se no ocidente dos desastres sofridos no Sul, apossava-se de Santarém. Prosseguindo no avanço, em breves dias se apoderou de Lisboa e Sintra. a conquista de Toledo trouxera aos cristãos os domínios até ao Tejo, no centro da Península. A de Santarém e Lisboa, no ocidente trazia a fronteira meridional do reino cristão. Martim Moniz, sucessor de Sesnando no governo de Coimbra e de cuja administração, não há noticias, aparece como governador de Arouca em 1094. Genro de Afonso VI, Raimundo, por iniciativa deste, tomou posse de toda a região ocidental da Península, Santarém, Lisboa e Sintra, dando-lhe também por subalternos, Soeiro Mendes e Martim Moniz, governadores de Santarém e Arouca, respectivamente. Raimundo era filho do Conde de Borgonha, Guilherme, que viera à Península, com outros cavaleiros franceses, bater-se contra os muçulmanos, notabilizando-se Raimundo a ponto de Afonso VI lhe conceder a mão de sua filha Urraca. Nos princípios de 1095. aparece governando Braga, um outro francês, Henrique, a quem Afonso VI tinha casado outra sua filha, Teresa. A região governada por Henrique vai-se alargando, ao mesmo tempo que os laços de subordinação a Raimundo se vão desatando. Em 1096, Henrique governava Coimbra e Braga. a sua autoridade exercia-se desde o Minho ao Tejo, tendo já desaparecido todos os vestígios de subordinação a Raimundo. Estava assim criado o Condado Portucalense, cujo governo, ao contrário da maioria dos outros condados, viria a ser hereditário, passando do conde Henrique, para a sua viúva, por o filho de ambos ser menor e desta, ainda viva, por antecipação violenta para o jovem herdeiro Afonso Henriques. Em 1102 agrava-se a situação e os muçulmanos conquistam Valência, expulsando dali os castelhanos. Governava então a cidade, Ximena, a viúva de El Cid, ao qual se devia a conquista de Valência. Ximena ao ver a cidade ameaçada pede auxilio a Afonso VI, que lhe recusa ajuda. Não lhe interessava uma cidade tão longe sob o domínio cristão. Antes de abandonarem a cidade, os castelhanos destruíram-na. Quando os muçulmanos entraram em Valência pouco mais encontraram do que ruínas. A morte de Afonso VI, veio ocasionar politicas graves em toda a Espanha cristã. Aproveitando-as habilmente o conde Henrique e depois da morte deste, a viúva D. Teresa, que lhe sucedeu, conseguiram cavar mais funda a separação entre este condado e o reino Leonês a que pertencia. Foi esta politica hábil, fortalecida por razões, geográficas, étnicas, históricas, que conseguiu transformar o condado Portucalense, numa nacionalidade independente: Portugal.
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sábado, fevereiro 27, 2010
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
MENTIRAS?
Uma empresa faz uma reunião com os seus 100 trabalhadores, desde administrativos aos operários em Outubro de 2009. Até aqui nada de anormal. É até normal que um bom administrador ponha os seus trabalhadores, ao corrente das dificuldades ou bons negócios da sua empresa! Nessa reunião de Outubro é dito, pelo presidente do concelho de administração, na presença dos outros administradores, que os negócios do ano anterior e de 2008 não foram maus e que vão pensar em aumentar o pessoal. Que , vão ter tempo de pensar, pois têm 3 meses, e que ao contrario do ultimo aumento, Março 2007, querem ver se este é já a partir de Janeiro. Todos os trabalhadores ficam contentes, pelo menos com a noticia, pois nos dois últimos anos não tinham tido aumento nenhum. Independentemente de em 10 anos não terem tido aumento durante 6 anos, sendo 4 dos quais consecutivos. E mesmo ao fim de quatro anos sem aumento, o aumento que a administração entendeu dar foi de 4%, portanto inferior à inflação, que segundo o governo tinha sido de 2% ao ano. Dizia-me um trabalhador dessa empresa que no final dos quatro anos se não fosse pelo menos aumentado 8% ( e mesmo assim, já era inferior à inflação) era um roubo. Isto para me poder situar na conversa. Ora bem, dizia eu que de Outubro a Dezembro. tinham os administradores 3 meses para pensarem nos aumentos a dar aos trabalhadores. E assim foi, depois de agradecerem aos trabalhadores o esforço desenvolvido pelo trabalho de 2008 e 2009, até ao tal Outubro, os tais administradores além do 15º mês, para eles, claro, compraram carros de gama alta, para eles claro, e assim chegou o tal Janeiro dos aumentos. Passou Janeiro, passou Fevereiro......Março está aí à porta. Mas melhoraram os seus gabinetes. Melhoraram as suas, deles, condições de trabalho! Os trabalhadores, esses ficaram, ou melhor, estão a "chuchar no dedo", como se diz. Isto serve para dizer que administradores como estes, não é o que o nosso País precisa para sair da crise, ou atenuar a crise. Empresários ou administradores como estes só servem para explorar, escravizar, enganar. Destes o País não precisa! Estes têm um nome feio! Amigos do alheio! Oportunistas! Quem os conhece, quase não acredita que tenham mudado tanto! Alguns deles defendiam os trabalhadores com unhas e dentes, há uns anos atrás, não muitos. Conseguiram chegar ao sitio onde estão sem vergonha de explorar os trabalhadores que tanto defendiam. O cinismo e a cretinisse, andam de mãos dadas com gente desta. Com gente.........se por acaso se pode chamar gente a isto!
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sexta-feira, fevereiro 26, 2010
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