quarta-feira, 17 de março de 2010

DESEMPREGO

Descobri, entre um montão de papeis, uma revista de 1989, chamada "Semana". Nem de propósito uma das notícias, começa assim: " Para ela, a prostituição não foi uma opção, mas sim um último recurso. Prostituir-se não foi a sua opção, mas sim o último recurso numa sociedade que parece empenhada em fomentar o desemprego, as injustiças sociais, a miséria, onde a luta pela sobrevivência é cada vez mais cruel." De certo modo 20 anos depois, parece que ainda não saímos daqui. Mais para a frente dizia a mesma revista: "Tem 22 anos é estudante universitária. Ousa dizer-nos - O primeiro homem com quem fui para a cama era um amigo do meu pai. Quando acabámos, ele deu-me uma nota de cinco contos. Eu tinha 16 anos. Foi o dinheiro que menos me custou a ganhar. Aí tomei a opção de continuar a estudar, mantendo-me com a mesada que os meus pais me dão, e a prostituir-me nos tempos livres, por forma a ter o meu pé de meia e a poder ter tudo quanto ambiciono e não conseguiria de outra forma- Aqui está um caso em que a prostituição foi uma opção meramente material."
O título deste comentário também poderia ser : "Dá Deus nozes a quem não tem dentes" . Uma foi quase obrigada a entrar para este mundo, não tendo emprego, não tendo pais que a pudessem sustentar ou dar-lhe uma educação ou até posses para a pôr a estudar, a mãe tinha morrido ao dar á luz, o pai não quis saber dela. Outra, menina que tendo boa educação, estudante universitária, logo, filha de pais que deviam e podiam, dar educação, um nível de vida, que a outra moça gostaria certamente de ter tido. Uma engravidou e teve uma filha, sem emprego e iletrada, continuou na mais velha profissão do mundo, nos caminhos da perdição, para poder sustentar a sua filha. A outra continuou a fazer a mesma vida por opção, para, como ele própria dizia na altura, garantir o futuro. claro que isto são dois exemplos, dos mais opostos que há. Mas são dois exemplos que poderão acontecer, 20 anos depois, desta reportagem ter sido feita. Com tanto desemprego, cada vez mais, poderão existir mais moças como a primeira deste texto. Como a segunda moça.................ainda as há hoje.

segunda-feira, 15 de março de 2010

EGAS MONIZ

Historia ou lenda! Existe na tradição de Portugal o acto de Egas Moniz. Homem dos mais poderosos, rico e honrado. Diz a lenda ou história, que por morte do conde D. Henrique, ficara o condado portucalense governado, como é sabido , por sua viúva D. Teresa, na menoridade de seu filho Afonso Henriques, que viria a ser o fundador da monarquia portuguesa. A energia varonil da condessa-rainha, assim chamada por ser filha ilegítima de Afonso VI, rei de Leão e Castela, continuando a politica de independência que D. Henrique tinha iniciado, conseguiu emancipar o condado, do domínio de sua irmã D. Urraca, sucessora daquele rei. Por morte desta, coube o reino de Leão e Castela a Afonso VII, que não se conformou com a autonomia de condado de Portugal e veio impor obediência a D. Teresa, sua tia. Viu-se então cercado em Guimarães mi infante Afonso Henriques e com ele Egas Moniz, a quem D. Teresa confiara a educação guerreira de seu filho. Ter-se-ia visto este reduzido à última extremidade se o aio, Egas Moniz, não tivesse tomado a iniciativa de negociar com Afonso VII, para levantar o cerco, prometendo-lhe que o infante português reconheceria prestar-lhe vassalagem. Passado o perigo, depois de levantado e cerco, depressa esqueceu Afonso Henriques a promessa feita por seu aio. Mas, Egas Moniz, não podendo obrigar o infante a honrar a sua palavra, resolveu ir a Castela, à corte do rei, oferecer a vida, em troca da palavra dada. Assim comparece perante o rei de Castela de corda ao pescoço acompanhado da mulher e filhos, a quem oferece a sua vida e dos seus, embora inocentes. A lenda ou tradição, assim o refere, acrescentando que o rei de leão e Castela, apreciando , com justiça e louvor, a manifestação de lealdade deste fiel vassalo de Afonso Henriques, deu por quite a sua palavra, e permitiu u seu regresso a Portugal.

domingo, 14 de março de 2010

DESPORTO

Começou hoje, o grande circo, "Campeonato do Mundo de F1". Primeira prova, primeira vitória da Ferrari, primeira vitória de Fernando Alonso. Boa corrida, agradável de ver. Vamos ver se os vencedores de hoje se mantêm por muito tempo, ou se foi....ocasional. Os Espanhóis não gostam de bons princípios, diz o Povo. Desporto de milhões, multidões, trambolhões. Tudo em grande.
Desporto perigoso. Para lembrar só a mais bem sucedida mulher na F1: Lella Lombardi. Morre no mês de Março com 48 anos de doença prolongada. Não me lembro de mais nenhuma mulher com a coragem desta, fazendo frente a um desporto que era só para homens.

sábado, 13 de março de 2010

ESQUECER TRISTEZAS

Vão-me mandando e-mails, que acho que devem ser divulgados. Uns para esquecer tristezas, outros porque são mesmo engraçados e não faz mal nenhum, antes pelo contrário, sorrir-mos. Aí vão alguns:



"A mulher , boa, é um conjunto de curvas capaz de deixar recta a única curva que um homem tem"



- Os seios são iguais a um trenzinho eléctrico: é feito para crianças, mas quem brinca são os adultos.



-Passado de mulher é igual a cozinha de restaurante; é melhor não conhecer, senão você não come



"Mulher bonita é igual ao Tsunami. Quando chega vem fazendo onda. Quando vai embora, leva casa, carro, terreno, tudo......"



-Mulher feia é que nem muro alto, primeiro dá medo, mas depois a gente acaba trepando



-"Homem é como vassoura. Sem o pau não serve para nada."



-Mulher de amigo meu é como cebola.......Eu choro mas como.





O sujeito chega ao barbeiro e pergunta:
-Em quanto tempo o senhor pode atender-me?
-Duas horas- responde o barbeiro
O sujeito vai-se embora e só volta no dia seguinte, fazendo a mesma pergunta. O barbeiro olha o caderno e diz.
-Duas horas e meia
O Sujeito vai embora, volta no dia seguinte e continua a fazer a mesma pergunta. O barbeiro responde:
-Uma hora e meia.
Como esta história se repete todos os dias, o barbeiro começa a ficar curioso e pede para um ajudante seguir o sujeito para ver qual é a dele. O ajudante volta quinze minutos depois, sem consegui deixar de rir. O barbeiro pergunta:
-E então para onde é que ele foi?
O ajudante responde:
-Para tua casa.





Ficamos por aqui. Não pode ser tudo de uma vez só. Bom fim de semana.

sexta-feira, 12 de março de 2010

HISTORIANDO V

A decadência da igreja portuguesa, faz-se sentir em todo o governo de D. Teresa. Teresa não seguiu um plano de politica eclesiástica, como fora o do conde Henrique. Adivinhava-se, porém a hora em que o governo do condado ia ser entregue a mãos vigorosas, as do filho de D. Teresa, Afonso Henriques, que apenas com 14 anos se arma cavaleiro a si próprio, acto que só os reis costumavam praticar. Decorria o ano de 1125, ano em que , já os barões não concordavam com o ascendente que o conde galego Fernando Peres, protegido de D.Teresa, tomava em relação ao condado Portucalense. Afonso VII invade o território portucalense para impor autoridade, que já difilmente era reconhecida. É aqui que aparece Egas Moniz, a quem estava confiada a educação guerreira de Afonso Henriques, filho de D. Teresa e do conde D. Henrique. As terras de Portugal em que dominavam os parceiros de Afonso Henriques, que estava em rotura com sua mãe, começaram a rebelar-se. A antiga corte do conde Henrique, Guimarães, declarou-se pelo infante, Afonso Henriques. A invasão de Afonso VII, veio adiar a guerra civil. Afonso VII, pôs cerco a Guimarães, pouco lhe importando se era sua tia ou seu primo quem regia Portugal. Importava, isso sim, que esta província reconhecesse a sua autoridade suprema. Vendo que as suas forças não conseguiam resistir a Afonso VII, os sitiados de Guimarães declararam em nome de Afonso Henriques, que ele de futuro se consideraria vassalo da coroa leonesa. Egas Moniz, talvez mais que nenhum, gozava a reputação de homem leal, ficou por fiador da promessa. O rei de Leão levantou o cerco e depois de obrigar D. Teresa a obediência, retirou-se para a Galiza. A divisão entre os barões era notória. Afonso Henriques, formava já um bloco notório com os seus partidários. Era forçoso o confronto. E acontece em S. Mamede, cujo desfecho foi favorável a Afonso Henriques, o que pôs fim ao governo de D. Teresa. Digamos , que a vitória de S. Mamede foi um episódio que acelerou o avento do estado português."Após a batalha de S. Mamede, D. Afonso Henriques esforça-se por consolidar o seu domínio e garantir a independência de Afonso VII. "

terça-feira, 9 de março de 2010

150 ANOS?

Li num jornal diário uma entrevista com um assassino, sem escrúpulos e aprendi umas coisas! Por exemplo: escrever um livro pode garantir a saída da cadeia e fazer uma vida razoável. Isto a propósito da entrevista de Militão Guerreiro onde ele diz que "Não sou como alguns dos criminosos que conheço, que vivem do crime". Ele ia viver de quê se não fosse apanhado? "Naquela altura o meu comportamento era típico de um desequilibrado social, que faria quase tudo para obter os seus objectivos, sem sequer pensar se esses eram os mais correctos". Isto é dito quase nove anos depois de ter sido preso. Se bem me lembro na altura dos assassínios ele sempre negou, até ser confrontado com os cúmplices. "Porém no meu modo de pensar e funcionando, talvez, como um mecanismo de defesa, costumo culpar todos os seres humanos pelo que fiz........" Claro que eu e outros tantos milhões de pessoas que não o conhecemos de parte nenhuma, só ouvimos falar dele quando o apanharam, é que somos os culpados do seu comportamento! "Se realmente eu estivesse com todas as minhas faculdades mentais em uso, jamais teria cometido tal crime ou outros." Quando são apanhados não é o que todos dizem? À pergunta do jornalista que se pensava passar o resto da vida dele a cuidar de gado, responde "Era esse o meu pensamento irracional. Era pensamento irracional, porque nunca pensou fazer nada na vida, ou porque foi apanhado? Em relação à pena de 150 anos ser ou não justa, diz com convicção "Nunca, assim como não acho nenhuma pena justa. A vítima é sempre a vítima, mas o criminoso é algoz e vítima". Por ter sido o mandante do assassínio de seis pessoas? "....O meu modo de pensar diz-me que devo amar e perdoar incondicionalmente todos os seres humanos, por isso é difícil para mim aceitar a rejeição dos meus familiares, principalmente dos mais próximos". Em que é que ficamos? Perdoar toda a gente menos os familiares mais próximos? Quem pode perdoar uma pessoa assim? Os familiares devem sentir um desgosto tremendo por ter alguém assim na família. Devem querer distância de uma pessoa assim. A frieza que ele mostrou na altura em que foi apanhado, atirando até as culpas para cima dos outros capangas, demonstra, em minha opinião, de quem estamos a falar. Pessoa que perdoa em qualquer circunstância, incondicionalmente, mas que não teve um único pensamento para os familiares das vitimas. Para aqueles que ficaram sem os entes queridos. Pena sim, do filho que ele deixa, que quando tiver entendimento suficiente e lhe contarem quem o pai era............. se entretanto não sair da cadeia por amnistia ou fuga e não transformar o filho naquilo que ele foi.

domingo, 7 de março de 2010

KEKE ROSBERG

Por vezes há atitudes que ficam marcadas e definem quem as toma. Por vezes podem ser casos isolados e sem representatividade. Mas, outras vezes, pela forma como acontecem, dá para sentir que vêm de dentro, fazem parte da forma de ser do individuo. Por muito que possamos ter admirado a condução agressiva, por vezes até genial, de Keke Rosberg, jamais se poderá admitir que uma personalidade do desporto trate com desprezo um jovem admirador. É forçoso que sejam estes desportistas de grande craveira a dar o exemplo de humildade e boas maneiras. Sua grandeza de piloto ficou de imediato reduzida a zero com a pequenez do homem. Agressividade sim! Na pista. Arrogância....talvez com os seus semelhantes. Desprezo com quem em última instância é o motivo para os altos salários e patrocínios , que ele conseguiria certamente com melhores modos. Isso não. Poderia Niki Lauda ter razão quando dizia " Conduz depressa. Mas se dá tanta importância que se esquece das coisas que são realmente importantes. Como coloca todo o seu talento na sua própria importância, nunca sabe o que se passa ao seu redor"......(Tirado de F1 por Francisco Santos).


Vem isto a propósito de estar a começar a F1, desporto agressivo mas leal, quando assim não for não se pode chamar desporto. Desporto de grandes massas e de grandes rivalidades, mas também desporto dos milhões e desportistas que servem de exemplo para os mais novos. Desportistas que arriscam a vida em cada corrida. Por acaso, este, tem um filho a segui-lhe as pisadas, um filho de quem foi certamente o ídolo, como de muitos outros jovens da época.


sábado, 6 de março de 2010

HISTORIANDO IV

A designação condado portucalense como as de província portucalense, tem origem, segundo consta, no termo portucale, termo que os antigos designavam a povoação situada na margem norte do rio Douro, próximo da sua foz. Só no séc. IX aparece o termo portucalense, aplicado a uma certa extensão de terra. O Porto servia de centro a uma região, tendo originado a designação Portucale, primitivamente reservado à povoação situada na margem direita do rio Douro. De toda a maneira, as circunstâncias que acompanharam a invasão sarracena, além de condições mais profundas e remotas, conferiram à região Entre-Douro-e- Minho, que ao mesmo tempo era norte da Lusitânia, e sul da Galécia, viria a ser origem do estado português. Aí os galegos são tratados como estrangeiros ou forasteiros indignos.
Em 1093, Afonso VI, tendo conquistado, Santarém, Lisboa e Sintra, constituiu com estes territórios um condado, cujo governo foi entregue a Soeiro Mendes, sob a autoridade de Raimundo, já casado com Urraca e por isso genro de Afonso VI. Raimundo ficou com a superintendência de toda a terra hispânica ocidental, desde a Galiza até as recentes conquistas. Pouco depois surge na historia da Península uma nova figura, que há-de vir a desempenhar um papel de muito relevo: Henrique, primo de Raimundo. Em 1095, Henrique estava casado com Teresa, filha ilegítima de Afonso VI, governando Braga e o seu território, na dependência de seu primo Raimundo. Entre 1095 e 1097, aparece Henrique já como senhor de Coimbra. Estendendo toda a sua autoridade até ao Tejo, cessando toda a superintendência de Raimundo, ficando Henrique a depender unicamente de Afonso VI. Nesta altura já o domínio cristão não compreendia Lisboa, pois Raimundo, vindo de Coimbra, ainda em 1905, fora desbaratado pelos muçulmanos nas imediações de Lisboa. Em 1097, estava definitivamente constituído o Condado Portucalense. Casando sua filha Teresa com Henrique, Afonso VI, não se limitou a entregar a este o governo da província portucalense, com a qual já se confundia frequentemente os monumentos dessa época no distrito de Coimbra e Santarém. O património do rei e da coroa, passaram a ser possuídos como bens próprios pelos dois consortes. Assim, o cavaleiro francês, que viera buscar na Espanha, mais fortuna que a que possuía e poderia vir e ter na sua pátria, viu realizadas as suas esperanças, além daquilo que provavelmente imaginara. A amovibilidade do governo henriquino do condado, era condição que muito importava para a tese insurreicionista. a desintegração portuguesa foi, assim, um acto ilegal, uma longa insurreição. Na combinação de forças , que o conde aproveitou, tinha lugar destacado a igreja romana com as suas tradições de disciplina e o seu génio construtivo. Estas duas situações, tornavam-se fundamentais para tirar a península do caos em que vegetava. O conde viu esta situação e apreendeu o quanto importava para o êxito da sua obra, integrar o condado na bem ordenada construção da igreja romana. Roma , seguiu uma linha que se definiu como facto consumado. Enquanto Portugal e outras nacionalidades da Península foram em Roma como pecas destinadas a acabar com o Islão, os papas consideraram que as diversas sociedades hispânicas deviam obedecer a um principio que seria a unidade de comando, a frente única. O factor eclesiástico foi muitas vezes causa das modificações politicas. As primeiras relações de Roma com o litoral hispânico remontam ao pontificado de Gregório VII. Com a morte de Gregório VII, lançam-se os fundamentos ainda imperfeitos de Toledo. A dependência de Braga em relação a Toledo era a contra partida eclesiástica da dependência de Portugal a Castela. Pascoal II é o primeiro papa que incita directamente Portugal à cruzada peninsular. À reconquista. Santarém conquistada por Afonso VI, cai de novo em poder dos muçulmanos. Neste degladiar das pretensões de Compostela e Braga, intercala-se mais um episódio da luta de Braga contra o primado de Toledo. Teresa não seguiu um plano de politica eclesiástica definido como fora o do conde Henrique. Se não hostilizou a igreja, também nada fez que provasse o contrário. Paio Mendes, arcebispo de Braga é preso, numa demonstração do poder civil e o eclesiástico. Portanto as relações entre o poder civil e o eclesiástico nada tinham de cordeais.

quarta-feira, 3 de março de 2010

JUMENTO=BURRO

Num noticiário que ouvi hoje, dizia o jornalista, que as empresas portuguesas deviam aos seus trabalhadores, 15 milhões de euros! Acredito na informação. Só acontece as empresas deverem tanto aos trabalhadores por dois motivos. Um: sem trabalhar não se vive. Dois: porque o Estado quer! Se o Estado que temos, diria melhor, se o Governo que temos quisesse acabar com este estado de coisas, bastava fiscalizar as empresas devedoras. Bastava ver a vida que esses empresários fazem. Bastava olhar para os trabalhadores da mesma forma que olha quando precisam de votos! Neste país com Simplex, e outras coisas terminadas em EX, creio que é por isso que vai mal, por causa o excesso de EX. Hoje está na moda o EX, ex-trabalhador, ex-marido, até ex-desempregado e não é por ter arranjado trabalho. Hoje também acidentalmente li o "JUMENTO" que a certa altura reza assim. "Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem filhos para alimentar, sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem pequeno almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber." Mais adiante diz "Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros, mas multiplicam a sua riqueza". Isto é verdade. Até concordo com o que está escrito, se bem que o contexto, não fosse este. Na realidade é o que se passa. Anda um trabalhador a descontar para o Fundo de Desemprego, há alguns anos atrás - porque me vão dizer que os trabalhadores não descontam para o fundo de desemprego, mas sim para a Segurança Social - durante 25 ou 30 anos e no máximo ao fim de três anos de subsidio de desemprego, mais um ano de subsidio de reinserção (penso que é assim que se chama), perderem todo o direito a receber o que quer que seja e a passar a alimentar-se na sopa dos pobres, onde Existir. Um Governo que promete empregos e cada vez há mais desempregados. Um Governo que permite que empresários sem escrúpulos o engane e que outros, que até são sérios, tenham os seus impostos em dia, sejam, não digo perseguidos, mas mais vigiados, com mais frequência, alguns até são obrigados a fechar o seu estabelecimento. O Governo protege quem? Deveria proteger, aqueles que se esforçam por pagar no final de cada mês o salário dos trabalhadores. Ainda há empresários assim, cada vez menos, mas ainda há. O texto já vai longo e já disse coisas a mais, já me perdi no texto, mas isto são situações que me revoltam. Aqueles que têm o descaramento de dizer que vão arranjar empregos, as pessoas pensam que para além dos já existentes o governo vai criar mais, a contar até com os saídos das Universidades. Depois o número de desempregados supera o número anunciado de empregos a criar e vêm logo dizer que entendemos mal, que não foi aquilo que disseram, os empregos estão a ser criados, mas nunca disseram que não haveria despedimentos, empresas a fechar. Não! Só disseram que iam criar uns não sei quantos mil empregos! Precisam de votos......palmadinhas nas costas, uns palavras bonitas. Ganham as eleições, passam um atestado de pobreza. Há um amigo meu que diz "Empurrado sim, mas devagarinho, para não fazer doer". A frase não é bem esta, mas o sentido é. Até parece que gostamos de ser enganados! Ou então temos os enganadores que merecemos!!