quinta-feira, 9 de setembro de 2010

MOÇAMBIQUE

Moçambique sempre foi uma terra de trabalho. Tem potencialidades para ser um País dos mais desenvolvidos de África. Para isso, é necessário acabar com a corrupção, com os caciques. Moçambique trabalhando a terra, tem alimentação para toda a gente, para todo o povo, sem necessidade de recorrer a importações de alimentos. Há zonas onde se pode fazer duas colheitas por ano. Claro que seria preciso fazer-se grandes investimentos rodoviários, o que não irá acontecer, enquanto o partido governamental for governo. Seria necessário uma remodelação quase total, atendendo a que no meio dos governantes, haverá alguns que são sérios, que não são corruptos, que têm realmente interesse por Moçambique, que seja um País que avance. Também se sabe que em casa que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Moçambique está a atravessar essa fase. 35 anos depois da independência, em minha opinião e na de alguns Moçambicanos, Moçambique não melhorou, muito pelo contrário, só teve pioras, até parece que Deus ( para quem acredita ) está contra o povo moçambicano e a favor dos exploradores, dos governantes ou do topo do partido. Para qualquer distrito que nos desloquemos, vemos o povo a trabalhar a terra, sem subsídios, sobretudo sem planeamento, porque interessará a alguém que assim seja. Junto ao mar vê-se o povo pescador, a quem os sucessivos governos, todos do mesmo partido, têm entregue a exploração a multinacionais. A potencialidade piscatória está nas mãos de estranhos de exploradores do povo, onde só lhes interessa a mão d'obra barata. Quando acabar a exploração das multinacionais, ou quando a politica exploradora destas mudar e o governo investir nas pescas e no seu povo, estão teremos um Moçambique próspero, que além de ser auto suficiente, poderá exportar. Neste momento exporta através dos exploradores da sua riqueza marinha. Que ganha o povo com isso ? Mais miséria, mais fome. Mesmo a nível mineral, Moçambique poderá exportar, carvão bauxite e até algum ouro, não acredito que as minas de ouro da África do Sul acabem na fronteira com Moçambique. Para tudo isto seria necessário um grande investimento e Moçambique não tem dinheiro, nem provavelmente crédito para o conseguir. Mas terá no turismo uma fonte de receitas imediata. Mas nada disto é impossível de mudar, desde que o governo se disponha a fazer investimentos, desde que aceitem as opiniões dos outros partidos. Enquanto durar a luta pelo poder não haverá prosperidade. Também, para o atraso, muito contribuiu a guerra civil, que opôs a Frelimo à Renamo, partido só há relativamente pouco tempo reconhecido pela Frelimo, mais concretamente depois da guerra civil. Hoje há demasiados partidos, sendo o maior partido na oposição a Renamo. O facto de haver tantos partidos também não ajuda ao desenvolvimento de Moçambique, mas vai interessando ao actual governo. Dividir para reinar. Assim a Frelimo vai criando riqueza própria enquanto os outros partidos vão vendo, apesar de já não haver luta armada, continua a haver luta politica, não permitindo a Frelimo que os outros partidos trabalhem de forma igual.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA VAI PERDENDO

Pretenderam os miguelistas apoderar-se da ilha Terceira, que era ao tempo um dos baluartes do liberalismo a que aqueles se propunham. Para isso enviaram uma esquadra com tropas de desembarque, que escolheram para saltar para terra em Vila da Praia. Era a Vila defendida por seis fortins, pouco artilhados e deficientemente guarnecidos, suprindo a escassez numérica dos defensores, sendo a sua maioria voluntários liberais, a bravura com que defendiam a sua causa. Assim conseguiram ficar vencedores na renhida luta, esses bravos, antes de chegarem reforços, que de Angra, lhes levava o Conde de Vila Flôr. Foi daí que Vila da Praia, passou a chamar-se Vila Praia da Vitória. è dessa famosa acção da Vila da Praia que conta a nossa história o seguinte episódio, que demonstra a abnegação de um português terceirense. O forte de S. José, um dos fortins da vila, armado com duas bocas de fogo e tendo por guarnição apenas cerca de 20 soldados, era comandado por um sargento de voluntários. Nesse forte se apresentou, antes de começar o fogo da esquadra atacante, um veterano septuagenário, Manuel Caetano, natural de Cabo da Praia. Dirigindo-se ao sargento comandante, disse-lhe que ia ensinar dois filhos que tinha na guarnição do forte, a fazer a pontaria das peças de que eram serventes e ao mesmo tempo aconselhou o comandante a que mandasse fechar a porta do forte e guardasse a chave, porque estes mancebos são muito bisonhos e ainda não ouviram zunir pelouros, dizia referindo-se aos filhos. O bom humor do veterano durou pouco, porque assim que o fogo começou, uma bala inimiga matou um dos seus filhos. O bom velho, procurando ocultar a sua dor de pai e querendo mostrar-se animado, voltou-se para o outro filho dizendo com alguma energia, para desviar o irmão que já tinha pago com a sua vida à Pátria e que agora teriam que o vingar. Este velho dá-nos duas lições de abnegação: A primeira, na decisão com que, em vez de ficar em casa a aguardar os acontecimentos, corre ao local do perigo, talvez guiado pelo amor paternal e pelo amor da Liberdade que seus filhos defendem tão valorosamente. A segunda, na energia com que suporta a dor da perda de um dos filhos, dando-a por bem empregue ao serviço da Pátria e com que incita o outro a que procure vingar a morte do irmão. Português de boa têmpera o velho Manuel Caetano. ( in Tradição Histórica de Portugal, Gen. Ferreira Martins ). Todas estas histórias ou lenda ou aquilo que queiram chamar, são actos que a nossa história foi mencionando ao longo dos tempos e que nós nos vamos distanciando cada vez mais. São história que não fazem mal nenhum serem lembradas. Lembrar que um dia tivemos heróis, que para podermos estar aqui agora, houve alguém que estava disposto a pagar cpom a vida a Liberdade, que tanto alarde nós fazemos. Com sacrifício de uns, conseguimos agora ser Livres. Vale sempre a pena não esquecermos, pessoas do tipo de Manuel Caetano.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SABIA QUE....

Em África era usual, quando a carne era dura, dizíamos ....sola, embrulhá-la numa folha de papaia que a tornava tenra. A propósito disto li uma história que rezava assim : " O amaciador de carne é um pó à base de enzimas vegetais ( papaina, da papaia ou bromelina, do ananás ) que decompõe as proteínas. Quando Lawrence Deutsh e Lloyd Rigler jantavam uma noite de 1949, num restaurante em Los Angeles não faziam ideia de que as suas vidas iam mudar. Os dois sócios ficaram tão impressionados com a carne tenra e saborosa que lhes foi servida, que resolveram comprar os direitos do amaciador. Rigler percorreu o país para demonstrar este produto, tendo conquistado a opinião dos críticos de culinária que experimentaram a carne com amaciador. As vendas e os lucros fabulosos permitiram aos dios sócios vender a firma em 1974 e tornarem-se filantropos e mecenas das artes " . Afinal os produtos naturais são bons. Espero que ao usarem a folha de papaia na carne, esta não vos caia mal no estômago. Eu experimentei e resulta. Pelo menos comigo resultou. Quando experimentei, não conhecia a história que acabei de contar, já lá vão uns anitos. Foi uma receita dada por um africano, quando conversávamos e eu me queixei do almoço que tinha tido nesse dia, pois a carne parecia sola. A receita dele foi......embrulha a carne numa folha de papaia, vais ver que resulta. Na altura ri-me, mas fui para casa e exprimentei... Resultou !

sábado, 4 de setembro de 2010

MOÇAMBIQUE

" Por amor de Moçambique ! Camaradas, saibamos merecer a Frelimo. A Frelimo é o povo em armas. O Povo somos todos nós. Não sejamos inimigos de nós mesmos. Será que o melhor governo para nós era o governo de Gwegere e Murrupa ? Será que temos saudades de Joana Simeão ? " - dizia a 27 de Outubro de 1974, e publicado na revista Tempo, um trabalhador fabril da Matola, industriado pela Frelimo. " A reacção quer que nós assaltemos as cantinas, que nos matemos uns aos outros, que toda a vida fique paralisada, que não haja escolas, que não haja comércio, que no cais os trabalhadores deixem de cumprir o seu dever, que nas fábricas não se produza. E houve gente que fez a vontade deles. Houve gente que assaltou cantinas, para que os jornais de todo o mundo digam que a Frelimo não consegue dominar a situação em Lourenço Marques e nas vilas vizinhas. E quando os jornais de todo o mundo disserem isso a CIA e os racistas vão esfregar as mãos, metem para cá os seus agitadores profissionais, metem armas, provocam guerras civis e adeus paz, adeus trabalho em prol de Moçambique " - na mesma revista, na mesma data, desta vez dito por um estudante. Vem isto a propósito dos distúrbios que estão a acontecer em Moçambique. A politica da Frelimo não dá azo a que qualquer outro partido lhes faça frente. Não me admiro nada que Armando Guebuza esteja por detrás destas manifestações, que têm como sustento o aumento do custo de vida. Atendendo às duas reacções feitas em 1974, já nessa altura era assim, agora estão mais refinados, como vem sendo hábito nos políticos. Guebuza foi, como ministro do interior, arrogante e racista. Racista, não só para os brancos mas também para os negros que não fossem da sua etnia, na altura era presidente de Moçambique Samora Machel e ministro dos negócios estrangeiros Joaquim Chissano, o mais moderado de todos eles. Guebuza chegou onde sempre quis, o preço ? Não interessa. Está lá ! A quem interessa cimentar este clima de destabilização ? Guebuza virá dizer que, dentro do partido há gente que não quer a estabilidade, gente que não quer que Moçambique siga em frente, ainda há reaccionários. Gebuza fez parte da comissão de inquérito da morte de Samora Machel. Qual foi o resultado ? Tal como em 1974, Lázaro Kavandame, Uria Simango, Gwengere, ou até posteriormente Joana Simeão, foram sendo eliminados para que a frelimo pudesse ficar só. Hoje é provável que Afonso Dhlakama, tenha alguma ascensão e Guebuza precise desta agitação. O tempo o dirá. Espero para bem dos Moçambicanos, que não seja nada disto, que não haja aproveitamento das forças politicas, porque quem sofre sempre nestas situações são os mais desfavorecidos e em Moçambique é coisa que os moçambicanos não precisam, estão fartos de sacrifícios, fartos de passar fome, fartos de promessas não cumpridas, fartos de verem os afectos ao partido subirem na vida e o povo cada vez mais pobre.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

FUTEBOLANDO

A propósito do guarda redes do Benfica, encontrei no fundo do baú, uma história que não sendo velha serve para ilustrar os guarda redes que pelo Benfica têm passado, publicado em Abril de 1995, por João Loureiro, sendo propriedade de Desporto e Comunicação, Sociedade Editora, Lda. Não resisti. Toda a gente, principalmente os Benfiquistas, mesmo aqueles que, não sendo Benfiquistas gostam de futebol e bons jogadores, mesmo esses dizia eu, gostariam de ter no seu clube em guarda redes como ele. Mesmo os não Benfiquistas reconhecerão que poucos foram os guarda redes que passaram por Portugal ao nível deste que estou a falar. Era conhecido por ser sereno, calmo, ganhou o respeito de todo o mundo do futebol. Guarda redes premiado internacionalmente, com o prémio Yachine, guarda redes com o nível de um Ravelli, Schmeichel, Pat Jennings, Walter Zenga, talvez até num degrau acima, falo como facilmente se percebe de Michel Preud'Homme, um rei no futebol mundial. Dizia ele " Todos nós guarda redes, temos apontamentos que nos dão referências sobre o modo de chutar dos mais categorizados adversários ". Dizia ainda : " ..Ter sido distinguido com o troféu que evoca o maior de todos os tempos, Yachine, a quem chamavam, aranha negra, obriga-me, cada vez mais, a tentar corresponder à distinção ", e ainda " havia outros bons guarda redes... mas talvez eu possuísse a garra latina que contrastava com as suas frias eficiências.". A humildade, fez dele um senhor do futebol. Também terá dado alguns frangos, desculpáveis por não serem frequentes e por serem muito poucos ao longo da sua carreira. Se o actual guarda redes do Benfica tivesse metade da capacidade de Michel......enfim não se pode viver só de recordações. Digo isto depois de o actual defensor das redes do Benfica ter defendido um penalti e ter feito mais uma defesa de grau de dificuldade elevado. Não estou convencido da sua valia, para defender as redes Benfiquistas. para fazer o que ele tem feito, não necessitava o Benfica de ter gasto oito milhões de euros. Guarda redes de nível superior no Benfica há dois, Moreira e Júlio César, por muito menos foi dispensado Rui Nereu.

domingo, 29 de agosto de 2010

LEWIS HAMILTON

SPA

Lewis Hamilton venceu hoje o Grande Prémio da Bélgica, disputado no circuito longo de Spa - Francorchamps. Sendo uma das pistas mais desafiadoras do mundo, principalmente pelas altas velocidades, que se atinge nalguns pontos. Num F1, em alguns pontos, mais de 300 Kms por hora. De Lewis Hamilton há a dizer que nasceu em Janeiro de 1985, em Inglaterra. Chegou depressa à F1, merecidamente. Equipas que representou na F1 -MacLaren, estreou-se em 2007 no GP da Austrália, ganhou o seu primeiro GP no GP do Canadá. Aos 10 anos era campeão de Inglaterra de Kart. Em 2005 competia em F3, campeonato que venceu. Em 2006 competiu em GP2, que também venceu. No final de 2006 transferiu-se para a McLaren, para em 2007 disputar o campeonato de F1, por esta marca. Não foi campeão do mundo logo nesse ano por muito pouco, 1 ponto. Nesse ano ganhou o campeonato do mundo Kimi Raikkonen. Em 2008, foi campeão do mundo de F1 com a McLaren. Entrou para a história da F1 por dois motivos, além de ter sido o melhor nessa época. Primeiro porque foi o Campeão do mundo de F1 mais novo de todos os tempos. Segundo porque foi o primeiro negro a sagrar-se campeão de F1. 2010 até agora tem tido um bom desempenho, sendo nesta altura o primeiro classificado no mundial de Pilotos. Uma curiosidade : Hamilton diz-se admirador de Ayrton Senna da Silva. Foi só uma curiosidade. Que a sua carreira seja longa, que tenha outros êxitos e que não acabe da forma triste que acabou Senna.

sábado, 28 de agosto de 2010

HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA VAI PERDENDO

Depois da Restauração de 1640, reconquistaram os portugueses o Brasil e as possessões da África ocidental que tinham perdido durante o período de 60 anos de usurpação filipina. No oriente , porém, continuava a luta com os holandeses, que ainda desencadeavam ali uma guerra marítima contra os portugueses, ao mesmo tempo que um seu destacamento desembarcava em Ceilão e marchava sobre Columbo, capital da famosa ilha das pérolas. Bloqueada por mar pelos holandeses, por terra pelos seus aliados indígenas, conseguiu libertar a cidade o mestiço Gaspar Figueira, que com as suas forças bateu os sitiantes, e fez troar a artilharia da fortaleza a anunciar a sua vitória. Outras vitórias parciais de Gaspar Figueira e de Mendes Aranha deram alento aos defensores de Columbo, que iam mantendo a sua tenaz resistência contra o bloqueio. Os holandeses, tendo recebido reforços, e aliados ao rajá Candia, apareceram frente a Columbo, cidade já fechada por António de Sousa Coutinho, seu novo capitão-general. começou então a defesa de Columbo, acção notável que regista a historia da época, pelo esforço persistente, pela resistência acima das forças humanas, pela abnegação, de que deram prova os portugueses seus defensores. Ao cabo de seis meses de cerco, foi içada a bandeira branca na fortaleza, quando o estado dos seus heróicos defensores já era caótico, forçando Sousa Coutinho a propor a capitulação, que era inevitável. Negociada esta, foram concedidas aos portugueses todas as honras, saindo Coutinho e os seus homens, com todas as suas armas e bandeiras desfraldadas. Reza a história que eram só 193 os homens de Coutinho, os bravos soldados portugueses, incluindo os oficiais, saíram da fortaleza com grande mágoa, mas com honra , levando à frente um Coutinho de cabeça levantada, que comandara aquela abnegada resistência. Vexados, ficaram os holandeses, ao verem que afinal tinham concedido tantas honras a tão poucos inimigos, a esse punhado de maltrapilhos. A vingança, o vexame fez com os portugueses fossem assaltados a caminho dos navios onde iam embarcar, espoliando-os das armas e do dinheiro que alguns deles levavam. A honra com que essas duas escassas centenas de portugueses, com grande abnegação, tinham defendido até á ultima gota, correspondia tristemente a desonra com que os vencedores, procediam desrespeitando o valor dos adversários vencidos. ( in tradição histórica de Portugal -Gen. Ferreira Martins). Episódios históricos que vale a pena ir recordando, lembrando que fomos um povo que deu novos mundos ao Mundo. Que tem uma história, que muitos povos se orgulhariam de poder ter. Cada vez que encontro um episódio destes......faz-me sentir orgulho em ser Português, ter nascido neste país, saber que o meu país tem histórias de que nos deveríamos orgulhar e fazer esquecer, de quando em vez o Portugal e o governo que temos hoje. Bendito país que tens histórias para contar e que devemos não esquecer.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SABIA QUE ?

Em tempo de fogos aqui vai uma curiosidade : O bicabornato de sódio é o ingrediente principal da mistura que se encontra no interior de muitos extintores de incêndio. Em casa, pode utilizá-lo directamente da embalagem para apagar pequenos fogos. Para um acesso, mais rápido, espalhe estrategicamente baldes cheios de bicabornato de sódio pela casa. Tenha este produto sempre perto do fogão e do grelhador. Nos casos em que o combustível é a gordura, apague primeiro a fonte de calor do fogão, se possível, e tente abafar o fogo com uma tampa de panela. Tenha cuidado para não deixar que a gordura a ferver salpique para cima de si. Mantenha uma ou duas embalagens de bicabornato de sódio na garagem e no automóvel, para extinguir rapidamente fogos no motor ou no interior do carro. O bicabornato de sódio pode também ser utilizado em fogos eléctricos e em tecido, madeira e alcatifas. Em tempo de fogos poderá servir, num primeiro momento, para pequenos fogos. Mas como dizia acima, isto serve só como curiosidade, lida já não sei onde, mas fiquei com o apontamento. Não experimentem. Ainda não comprovei até que ponto esta curiosidade é válida. Nem tenho intenção nenhuma de experimentar.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

FOGOS

Incêndio florestal, é todo o fogo sem controlo que incide sobre qualquer forma de vegetação. Portugal tem sido um país fustigado pelos incêndios, quer de forma acidental, quer de forma criminosa. Para ambas as situações há solução ! No primeiro caso - forma acidental - é evitável, não por completo, mas muito reduzida se houvesse mais vigilância e limpeza das florestas. Limpeza feita não só no Verão, mas também na Primavera ou até antes. No que diz respeito às florestas estatais ( como o Gerês ), basta em vez de 5 ou 6 vigilantes, porem os militares a vigiar e a limpar as florestas, as despesas não subiriam, pois os militares já são contemplados no OGE e o que começavam a fazer era a trabalhar, até, e porque não, gastando algum dinheiro e pondo desempregados a limpar as florestas estatais ? Cito só isto como exemplo, ou opinião minha, se quiserem, mas em vez de chamarem os militares só quando os Bombeiros já estão desgastados, já trabalham há mais de 48 horas sem descanso, exaustos até ao limite, em defesa dos outros, ou até terem morrido, são chamados os militares, vêm os ministros dizer que estamos em altura de unir forças, que os Bombeiros, têm sido exemplares, disse o ministro alguma coisa que não saibamos. Que os Bombeiros são exemplares com elevado espírito de abnegação, defendem pessoas e bens, por vezes até á morte, são Heróis! Mas que interessa este palavreado todo, se continuam a ser queimados Bombeiros, se continuam a morrer Bombeiros ? Não seria bem melhor, se em vez destes elogios do ministro, os Bombeiros fossem chamados menos vezes e não morresse ninguém !? Por acaso estarão os Bombeiros, queimados ou que morreram interessados nos elogios do ministro ? Não estariam melhor se não houvesse queimados nem mortos ? Não interessaria muito mais se os fogos fossem evitados ? Não interessaria esta situação muito mais que os elogios do ministro ? Claro que saberá sempre bem ouvir elogios, ver o nosso trabalho reconhecido. Levanta a moral, mas não levanta os mortos.
No segundo caso - mão criminosa - também seria bem mais reduzida, se os militares fossem chamados a limpar as matas, o pirómano, pensaria se teria alguma compensação em largar fogo ! Já não seria tão fácil. Apanhado em flagrante, castigo severo, pena de prisão efectiva nunca inferior, por exemplo a 15 anos, sem amnistias pelo caminho. Ainda hoje ouvi uma noticia, que um individuo foi apanhado em flagrante e aguardava julgamento por crime igual, cometido em 2008 ou 2009. Não é admissível este tipo de situação. Um pirómano que antes de ser julgado pelo primeiro crime já está a cometer outro incêndio. Isto acontece no pais onde vivo, a que chamo meu com orgulho e onde os ministros teimam em dizer que é um pais seguro. Seguro com criminosos à solta ? Seguro com criminosos com antecedentes à solta ? Que raio de segurança é esta ? Enquanto os afegãos são umas bestas, matam por tudo e por nada, nós deixamos os criminosos à solta. Olhem só o contraste ! Os afegãos que por adultério apedrejam o casal prevaricador até à morte e são condenados por todo o mundo ocidental e um país que deixa pirómanos à solta. Nem oito nem oitenta. Mas os pirómanos têm que ter castigo exemplar. Não podem ficar impunes. Nestes últimos fogos com aldeias em perigo, pessoas em perigo e que ficaram sem os seus bens... bens acumulados uma vida inteira. É forçoso que o pirómano seja castigado duramente, para não ouvirmos nos noticiários frases como " Gosto de ver o efeito do fogo e o trabalho dos Bombeiros " . Isto tem que acabar. Não podemos ouvir frases como esta e deixar quem as profere impune. Quando houver algum fogo tem que ser acidental, não poderá ser fogo posto por mão criminosa. Espero, faço votos, para que até ao final do Verão tenham acabado os fogos de origem criminosa. Espero que nos anos vindouros, possamos estar mais descansados quanto a fogos. Já não temos guerra, podiam por os militares a trabalhar, por muito pouco tempo que tenham de serviço militar, sempre ajudavam no combate aos incêndios, prevenindo-os, limpando matas. É tempo de acabar com isto ! Tomem-se medidas, se quiserem radicais, mas faça-se alguma coisa. Assim é que não !!!!