segunda-feira, 1 de novembro de 2010

HOMENAGEM

Aos pilotos de F1, que me lembro e fiizeram as minhas delicias, vê-los correr ao vivo ou através da TV e que já não estão entre nós:
Wolfgang von Trips  falecido a 10 de Setembro de 1961, no  GP Itália, em Monza, pilotando um  Ferrari, em corrida. Ricardo Rodrigues falecido a 1 de Novembro de 1962, GP México, Autódromo Hermanos Rodrigues, pilotando um Lotus durante os treinos. Jim Clark falecido a 07 de Abril de 1968, no GP Alemanha, em Hockenheimring, pilotando um Lotus, em corrida. Jochen Rindt falecido a 5 de Setembro de 1970, no GP Itália, Monza, pilotando um Lotus, em corrida. Tom Pryce, falecido a 5 de Março de 1977, no GP da África do Sul , em Kyalami, pilotando um Shadow, em corrida. Ronnie Peterson falecido a 11 de Setembro de 1978, GP Itália, em Monza, pilotando um Lotus. em corrida.  Gille Villeneuve falecido a 8 de Maio de 1982, no GP Belgica, em Zolder, pilotando um Ferrari, em qualificação. Roland Ratzenberger falecido a 30 de Abril de 1994, no GP Sam Marino, autódromo Enzo e Dino Ferrari, pilotando um Simtek, na qualificação. Ayrton Senna da Silva, 1 de Maio de 1994, no GP San Marino, Autódromo Enzo e Dino Ferrari, quando pilotava um William, durante a corrida. Nestes últimos dois dias seguidos, duas mortes o mesmo circuito. Um piloto que começava a sua carreira e o outro consagrado, carreira feita, sendo na minha opinião o melhor entre os melhores. Todos eles deram espectáculo nas corridas em que participaram, fizeram as delicias de milhões de adeptos desta perigosa modalidade. Todos eles partiram a fazer o que mais gostavam. Correr, mostrar quão rápidos podiam ser. Que todos eles descansem em paz.

TRANSPORTES

No meu baú,  existem também noticias como esta, publicada a 3 de Dezembro de 1966.   " Empresa caracteristicamente portuguesa, mas projectada e organizada à escala internacional, constitui hoje uma grande realidade técnica e económica que,  representada em quase todo o Mundo, honra o nosso País, assegurando o serviço público de transportes aéreos, de passageiros, carga e correio, entre os territórios portugueses e destes para o estrangeiro."   Nesta altura os TAP, eram administrados por portugueses, voavam para quase todo o Mundo. Estavam em plena expansão.  Vem isto a propósito de em 01 de Novembro de 1964, os TAP, terem iniciado nova remodelação na linha de África, passando a estabelecer as ligações com Moçambique em jacto até Salisbúria, na Rodésia ( hoje Zimbabwe) e dali com ligações à Beira, utilizando aviões fretados à D.T.A., e a Lourenço Marques  (hoje Maputo), com os seus próprios aviões Super G.   Os TAP já voavam para o Brasil.   É também na sequência desta nova situação que no ano seguinte os TAP criam , em cooperação com a S.A.A., uma nova linha com Joanesburgo, via Luanda. A partir de 1967, os TAP, passaram a ser a primeira Companhia Aérea europeia a operar exclusivamente com aviões a jacto.   Já agora e por curiosidade os TAP foram fundados em Março de1945 e no ano seguinte fazia os seus voos em DC-3 Dakota. Longe vão os tempos.

sábado, 30 de outubro de 2010

GIUSEPPE FARINA

Nasceu em Turim, Itália a 30 de Outubro de 1906. Foi o primeiro piloto campeão do mundo de F1. Esteve na F1 entre 1950 e 1955. Correu pela Alfa Romeo e Ferrari. Disputou 34 GP, Campeão do mundo 1 vez ( 1950 ), vitórias em GP 5, podios 20, poles 5. Primeiro GP disputado, GP de Inglaterra, primeira vitória GP Inglaterra, última vitória GP da Alemanha em 1953, último Gp disputado foi em Itália em 1955.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA VAI PERDENDO

Também no soldado negro, quando Portugal tinha colónias, se notaram apreciáveis qualidades militares, que o tornam um valioso combatente, quando devidamente comandado por graduados e entre essas qualidades avulta a sua paciente resignação. - transcrito de um livro da autoria de um combatente português da Grande Guerra de 1914-1918, em Moçambique.   «  Duma sobriedade inconcebível, parcamente alimentado e miseravelmente pago, se é que alguma vez foi pago durante o tempo em que foi soldado, o Moçambicano, seja ele macua, namarral ou landim, tenha ele os pés em chaga ou pele luzidia pelas fricções de óleo de amendoim - nasceu para ser o " Soldado do silêncio ".  Nas marchas para o  perigo,  em fila indiana, sua formação predilecta, só se lhe ouve o arfar da respiração. Fez toda a campanha descalço, de pernas nuas, nunca se queixou de fadiga, embora em certas ocasiões os olhos o denunciassem injectados com laivos de sangue, como querendo estoirar por um esforço violento. E quando descansava o corpo lasso, suado, olhava o chefe ternamente, não hesitando em sacrificar a própria vida para que a do seu chefe, fosse poupada. Deu exemplos de civismo  e de abnegação que ainda hoje fazem corar de vergonha alguns europeus. Duas divisas vermelhas num dólman de caqui, davam-lhe uma autoridade tal que, no cumprimento duma ordem recebida, não hesitaria em aniquilar fosse quem fosse, se alguma malandrice tivesse feito. Tantas vezes vencidos mas não convencidos, vimo-los com mágoa, amarrados pelo pescoço com arames, tornados de soldados em carregadores do invasor, de altivos em miseráveis bestas de carga, sem uma queixa que denunciasse o seu desgosto, que deixasse persentir a sua revolta íntima, que deixasse transparecer a amargura que lhe queimava o coração leal. Alguns, escaparam a essa tortura, encontrámo-los depois nas suas machambas, curando as feridas e beijando os filhos, erguendo-os nos braços descarnados, orgulhosamente, fazendo-nos crer que se sentiam felizes por terem sido leais e poderem deixar uma prole capaz de um dia os vingar ».   - Tradição histórica de Portugal ( Gen. Ferreira Martins ). Pensem o que quiserem deste extracto, mas agora em tempo de OGE, dava uma boa lição a uma  "  Maioria Silenciosa  ". Não são necessárias mais palavras, tudo o que me ocorre hoje está enquadrado no extracto que roubei. Não deixando de ser um facto histórico que nos deveria fazer pensar um pouco.

domingo, 24 de outubro de 2010

A VIDA DE UMA CRIANÇA

Não vou escrever nada. Apenas fazer o link para o blog da Teresa.APELO

CHUVA NA CORRIDA

Grande Prémio da Coreia do Sul, ganho por Fernando Alonso.   Fez-me lembrar um GP de Portugal, nos longínquos anos 80, em que assisti a uma demonstração de condução à chuva dada por um piloto que me deixou, deixa, saudades e até agora não vi ninguém que se lhe aproximasse, falo de Senna, claro.   Antes de começar própriamente a corrida, grande demonstração de condução do Safty Car.  Chuva intensa e todos atrás dele.   Depois foi intervalar a condução do safty car com a dos pilotos, muita chuva algumas saídas de pista, como é natural nestas ocasiões, alguma sorte e estava encontrado o vencedor. O bom ou o interessante deste GP, é que a vitória final ainda é uma incógnita, tem três pilotos que poderão ser campeões do mundo.   Esperemos pelo GP do Brasil para ver como vão correr as coisas.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

HEIKKI KOVALAINEN

Nasceu a 19 de Outubro de 1981, na Finlândia. Equipas representadas até agora, Renault, McLaren e Lotus. Palmarés : 65 GP disputados, uma vitória, quatro pódios, uma pole. Primeiro GP disputado foi na Austrália em 2007, primeira e única vitória até ao momento GP Hungria em 2008. Ainda está em actividade. Que continue por muitos anos com muitas vitórias.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

COISAS SIMPLES

Já alguma vez passou horas de joelhos à procura da pérola do anel, da lente de contacto ou de qualquer outro objecto de pequenas dimensões que caiu na alcatifa? Não? Pois bem, é uma felizarda, se isso nunca lha aconteceu. Quando se deparar com uma situação destas, não desespere, não fique enervada, experimente um truque fácil: " Corte uma perna a um collant velho, mas que tenha a parte de pé intacta e enfie-a na boca da mangueira do aspirador para servir de filtro. Para se tornar ainda mais seguro, repita a operação com a outra perna do collant e prenda-as à mangueira do aspirador com elásticos fortes e bem apertados, de modo a que não possam desprender-se da mangueira. Ligue o aspirador e movimente cuidadosamente a mangueira sobre a alcatifa, verá que não demora muito tempo a encontrar o objecto perdido, agarrado ao filtro ".  Esta já não era novidade ? É mais uma descoberta do baú das recordações, coisas mais modernas, coisas mais antigas. Coisas simples, como o ovo de Colombo. Qualquer das maneiras aqui fica o registo, quanto mais não seja para descontrair, neste período tão conturbado por que estamos a passar. Enquanto leram, a atenção foi desviada do período grave porque passamos, alguns até conseguiram sorrir. ( Sorrir, enquanto não inventarem algum imposto para o sorriso e eu que gosto tanto do sorriso das portuguesas!!!! )

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

HISTORIA QUE A HISTORIA VAI PERDENDO

Propôs Mouzinho para serem agraciados com a medalha de " Valor Militar " os seguintes soldados:   2º Sargento José Joaquim, de artilharia de montanha,  « porque depois de ferido e pensado, voltou para o seu posto de combate, dando assim um magnifico exemplo à guarnição da sua boca de fogo »,   ao 2º Cabo José Pisco, de Caçadores 4, « que ferido em combate e sem ter sido pensado, permaneceu na trincheira ( na Mujenga ) fazendo fogo»,   o soldado António Barbosa, da mesma unidade, « que, gravemente ferido na cara, com perda de todos os incisivos e caninos, só  em vista de ordem positiva e repetida não voltou para a linha de fogo, o que com instância pediu que o deixassem fazer »   e o soldado Manuel de Albuquerque, de Infantaria 4, « porque,  tendo tido um braço atravessado por uma bala, no combate do Ibraímo, não saiu da linha de atiradores, continuando a fazer fogo enquanto pode». Para a medalha de prata de " Bons Serviços ", propôs excepcionalmente Mouzinho, o 1º Cabo de Infantaria 4, José Robalo, « porque, na ocasião do seu pelotão sair do campo do bivaque e achando-se doente, pediu para acompanhar o pelotão e só no fim do serviço, já exausto caiu para o chão, sendo transportado para o campo por dois soldados ».
 A estes casos típicos de exemplar constância, revelada por modestas praças, deve-se juntar o de um oficial que mereceu a Mouzinho, muito especial referência e a proposta também para medalha de " Valor Militar " . Em seguida ao combate de Mucutu-Muno, de um pequeno destacamento que Mouzinho mandou fazer, o que hoje se chamaria limpeza da povoação, fez parte um pelotão de Infantaria 4, comandado pelo Alferes José da Conceição Costa e Silva, que nesse serviço foi  ferido na coxa esquerda, por um tiro da descarga com que o seu pelotão foi recebido pelo inimigo. Continuou, não obstante Costa e Silva,  « comandando o fogo, com a coragem e serenidade de que já dera provas numa campanha anterior », diz Mouzinho. E o Chefe acrescenta, no seu relatório para o Ministro: « Peço a V.Exª. que note que não proponho que este oficial seja recompensado pelo simples facto de ter sofrido um ferimento grave, mas sim porque, tendo várias vezes tido ocasião de observar quanto um ferimento abate o moral de alguns, entendo que este oficial, não largando o comando do pelotão e expondo-se, depois de ferido e quase incapacitado de andar, a agravar o ferimento e a apanhar outra descarga `a queima roupa, acha-se no caso previsto no artº.....do regulamento de 1886 ».  O Alferes Silva já se tinha tornado notado no combate de Coolela, combate em que foi ferido por uma bala que lhe atravessou o ombro, com tal choque que o fez cair de costas. Quiseram levantá-lo três soldados, mas ele ergueu - se sem auxílio e fez voltar para as fileiras esses soldados, continuando a comandar o fogo, até que, desmaiando, teve de ser conduzido pelos maqueiros para a ambulância. Bem demonstrado estava o valor deste oficial em campanha, para o qual Mouzinho de Albuquerque propôs  tão alta condecoração. ( Tradição histórica de Portugal - Gen. Ferreira Martins ).  Gente como esta, cada vez mais rara e cada vez nos vai fazendo mais falta, pelo seu sentido patriótico, numa Pátria que está a precisar de quem se destaque.