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terça-feira, 1 de maio de 2012

DIA DO TRABALHADOR (?)


Dia Internacional  dos Trabalhadores, é celebrado no dia 1 de Maio em numerosos Países do Mundo, entre os quais Portugal. Curiosamente, ou não, o Dia do Trabalhador, é uma continuação da manifestação realizada nos EUA, em Chicago, onde era reivindicada a redução do horário de trabalho para 8 horas diárias. Houve escaramuça com a polícia, tendo resultado na morte de alguns manifestantes e posteriormente na morte de alguns agentes, em consequência de uma bomba lançada por desconhecidos.  Há disparos da polícia, matando e ferindo algumas dezenas de manifestantes.  Três anos mais tarde a Internacional Socialista reunida em Paris decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar  pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi 1 de Maio, mas só em Abril de 1919 o Estado Francês proclama o 1º de Maio  como feriado. A União Soviética adopta o 1º de Maio como feriado Nacional, exemplo que é seguido por outros Países. Em Portugal a partir de 1974 (ainda há quem se lembre desse ano?), voltou a comemorar-se livremente o 1º de Maio, sendo que, durante a ditadura a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.
Hoje, comemora-se livremente, por todo o País, o 1º de Maio, só não se sabe por quanto tempo ainda. 

sábado, 1 de outubro de 2011

DESABAFO

Não percebo este pessoal. Cada vez entendo menos as pessoas que nos vão (des)governando. Ouvi num noticiário que um empresário tinha pedido aos seus trabalhadores para adiarem as férias uma semana, porque tinham um trabalho entre mãos e que era necessário acabá-lo e entregá-lo. Esta empresa fechava um mês inteiro ( Agosto ou Setembro), para férias do pessoal. Todos os trabalhadores aceitaram o pedido da entidade patronal, adiaram as suas férias e acabaram o trabalho, mesmo com ordenados em atraso e subsidio de férias por receber. Acabaram o merecido descanso e preparavam-se para voltar ao trabalho, quando foram surpreendidos com a empresa fechada. Não, não estava fechada para férias. Tinha mesmo encerrado. Souberam os trabalhadores que a entidade patronal tinha entregue no tribunal um pedido de insolvência. Entidade patronal...nem vê-la. Nem apareceram aos trabalhadores, nem lhes entregaram carta nenhuma para o fundo de desemprego...nada. Trabalhadores tratados como "klinex". Depois de usados atiram-se fora. Isto vem sendo quase norma num País que é o Meu, que eu gosto, que quando me chamaram para o defender eu disse SIM! Nem toda a gente pode dizer o mesmo. Muitos poderão e tal como eu estão a ser mal tratados.

Por outro lado ouvi uma senhora, que teve direito a entrevista na TV e tudo, dizer que o pessoal não queria trabalhar, pois ela, na sua empresa estava a rejeitar encomendas por falta de mão de obra. Bonito, numa primeira vista, esta senhora, empresária de sucesso, criadora de postos de trabalho, etc.,etc.,  que alegava que tinha pedido trabalhadoras ao Inst. do Emprego, (tratava-se de uma empresa de têxteis), dizia que não tinha trabalhadoras, que ninguém queria trabalhar, que parecia impossível, que com a falta de trabalho que por aí vai..... Pois bem, aparentemente a senhora até poderia ter razão, chamando de calões àqueles (as) que rejeitaram a oferta de trabalho...só que se esqueceu de dizer que pedia operárias especializadas. Pedia operárias especializadas, que eventualmente estariam no desemprego, que, por serem especializadas, coisa que se adquire com cursos de formação, com muitos anos de experiência, como ia dizendo, estavam no fundo de desemprego com um subsídio , que sendo pequeno, estava de acordo com a especialização e um pouco acima do ordenado mínimo. A uma pergunta da jornalista de TV, a quanto a senhora empresária, estaria disposta a pagar de salários às operárias especializadas, foi dito com toda a tranquilidade que seria o ordenado minímo e mais subsídio de alimentação.  Esqueceu-se, esta mesma senhora empresária, de dizer que estava na disposição de explorar os trabalhadores que ela pretendia especializados. Esqueceu-se ainda de dizer qual era a sua especialização,que deduzo pela entrevista, seria especializada em exploração de mão de obra qualificada. É isto que vamos tendo num País que é meu, que sempre que de mim precisou ou precisar disse e direi “ aqui estou”.  Quanto mais não seja para fazer valer direitos que estamos a perder e fazer com que pessoas como esta senhora empresária pensem naquilo que dizem. È por isto que digo que não entendo, não percebo este pessoal que arriscou uma revolução ( que até correu bem ), para acabar com exploradores e explorados, que tentou que todos fossem mais iguais ( que lírico que estou a ser), que queriam um futuro melhor.....só não sei para quem!!!!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

UMA CONVERSA DE...CAFÉ

Por vezes fazemos ideia errada das pessoas. Pensamos que determinada pessoa, com formação superior, chefe de serviços, tem personalidade forte, sabe o que quer, sabe resolver problemas de trabalho que vão aparecendo, conseguido que os seus subordinados contem com ele, pois têm ali um defensor. Depois..... desilusão! Vemos essa pessoa ter um contacto com a administração da empresa onde trabalha e constatamos a sua subserviência,  “ yes Minister”, com vénia e tudo. Rígido com os trabalhadores a seu cargo, exigente como o esperado e depois ter atitudes que, esses mesmos trabalhadores, que desempenham as funções que o chefe distribuiu, com todo o seu saber, com toda a sua dedicação, não  são capazes de as ter. São estes chefes, os que nunca erram, os erros são sempre dos outros. Quando confrontados por um erro qualquer, por mais pequeno que seja, o subordinado é que tem a culpa. São aqueles que não assumem, até pelo cargo que ocupam, que são ou deveriam ser os responsáveis pelos erros.  São aqueles que fazem queixa, do subordinado que errou, dão conhecimento disso á administração verbalmente porque não têm coragem de levantar um processo, preferem segredar ao administrador o erro. Preferem a intriga, preferem o diz que disse.  São aqueles que quando falam com o subordinado dizem “ sempre que precisares podes contar comigo, estarei aqui para te defender” e depois pelas costas vão direitinhos à administração dizer “ sabe Sr. Administrador, este erro, se bem que seja da minha secção, o responsável não sou eu”.  Afinal tudo isto para chegar à conclusão que os trabalhadores que  estão sobre as ordens deste chefe, são muito mais íntegros, têm a personalidade, que falta ao chefe. Até na obrigatoriedade que as empresas têm, de dar formação aos seus trabalhadores, estes chefes são subservientes. Por exemplo e administração popôr que a formação obrigatória ( dada em período laboral )  seja repartida entre a entidade patronal e os trabalhadores. Nada disto tinha importância, se uma hora pós laboral, dada pelo trabalhador, vezes o numero de horas totais dadas por esse mesmo trabalhador a dividir por doze meses, não fosse superior ao aumento de vencimento dado pela entidade patronal. Nesta altura o chefe deveria intervir, chamar a tenção do patronato e dizer-lhes isso mesmo, que o valor dado pelo trabalhador é superior ao aumento de ordenado. Mas este chefe não é assim....é mais que a mim não me falte, os subordinados que se defendam porque eu não quero problemas. Chefes e empresários assim fazem falta? A exploração não deveria ter acabado com o 25 de Abril de um ano qualquer esquecido ? Com chefes e empresários assim, quem precisa de crises!!!???? Em resumo, são trabalhadores que cumprem com o seu trabalho, dando o máximo, não tendo por isso tempo nem feitio para engraxar o administrador. Afinal fazemos ideias erradas de pessoas tanto no bom sentido, como o inverso também é verdadeiro.  Que pena haver gente tão hipócrita. O mundo empresarial ficava muito melhor sem gente desta. Chamar engraxadores a pessoas assim, se calhar é uma ofensa para os engraxadores de profissão, mas garanto que não quero ofender estes profissionais, tenho até muito respeito por eles, aqueles que nos põem os sapatos num brinco, com brio profissional que puxam lustro aos sapatos, que quase parecem espelhos.  Estes são profissionais dignos, que não têm nada a ver com a história que conto acima e quantos de entre estes últimos profissionais terão ouvido histórias destas e estão calados?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

MENTIRAS !!!!

Em 21 de Novembro de 2009, abria um post, onde citava Gil Teixeira (em A Morte dos Patrões ), que dizia assim " Antes do 25 de Abril a lei do trabalho assentava no poder absoluto do Patrão, que admitia e despedia, conforme as necessidades da Empresa ou os seus caprichos ". Posteriormente escrevi outro em 26 de Fevereiro de 2010 com o titulo " MENTIRAS ?" , sobre uma reunião, a pedido da administração da Empresa com os seus 100 trabalhadores, onde foi dito pelo Presidente do Conselho de Administração, que haveria aumentos de vencimentos em Janeiro de 2010, para não ser como em anos anteriores, etc., etc, etc....o post explica. Tudo isto vem a propósito de em Dezembro de 2009, a dita Empresa ser obrigada a dar formação aos seus trabalhadores, formação essa que deveria ser ministrada durante o período laboral, tendo a formação a duração de 50 horas.
Depois deste discurso, é proposto aos trabalhadores cooperação com a Empresa. Como tinha havido uns anos maus, em termos de trabalho e os aumentos durante os quatro anos anteriores não terem existido e o ano de 2009 ter sido um ano de recuperação com o esforço de todos.........mais umas quantas palavras bonitas, que os trabalhadores se foram sensibilizando, desculpando as más aplicações financeiras, as aplicações em proveito próprio, enfim, tudo isso estava a ser ultrapassado, até a proposta de cooperação com a Empresa, que era a formação ser dada em 3 horas diárias, só que em vez de ser durante o período laboral, a empresa cedia 1,5 horas e os trabalhadores o restante tempo, 1,5 horas pós laboral. Tudo isto foi aceite pelos trabalhadores e desculpado à administração todos os erros e até a prepotência com que os trabalhadores eram tratados, mesmo sabendo que uns anos antes o Patrão tinha pertencido ao MDPCDE e mais tarde ao PC , hoje não sendo nem uma coisa nem outra, dizendo-se PS, vivendo como CDS, porque não há nada mais à direita. Claro que nada disto tinha importância, se a entidade patronal cumprisse com o prometido e não tivesse Mentido, com todas as letras. Quando precisou dos trabalhadores deu-lhes palmadinhas nas costas, pediu-lhes 1,5 horas do seu descanso, que os trabalhadores deram e estando nós em Junho......aumento ZERO. Mesmo sabendo, que grande parte dos trabalhadores ganha o vencimento mínimo, outros perto dele, mesmo sabendo que o governo já pôs em prática o acréscimo de 1% de IRS, aumento ZERO. Claro que a explicação é que se o governo até reformas vai congelar, os ordenados do funcionalismo não está congelado, mas vai ser um aumento abaixo da inflação, porque é que ele também não se poderá queixar ? Sendo empresa privada, a crise toca a todos e ele no fundo só ganha uns míseros 6.500€ mensais, enquanto o pessoal que não tem que pensar, está muito bem pago com 750€. Pessoal que trabalha, alguns deles há 30 anos para o mesmo Patrão, que nem gostava de ser tratado assim nem gostava de chamar empregados aos trabalhadores.....chamava colaboradores, dizia ele que empregados lhe fazia lembrar os tempos do antes 25 de Abril. O Mundo realmente dá muitas voltas !
As entidades empregadoras têm alguns deveres para com os seus trabalhadores e usufruem da mesma forma de alguns direitos a partir do momento em que o contrato entra em vigor. É um dever da entidade patronal, por exemplo, garantir um numero mínimo de horas de formação anuais a cada trabalhador seja em acções a desenvolver na empresa, seja através da concessão de tempo para o desenvolvimento da acção de formação por iniciativa do trabalhador. Também, só a título de exemplo, greve um direito dos trabalhadores. Sendo greve, a cessação colectiva e voluntária do trabalho, realizadas por trabalhadores com o propósito de obter benefícios, como aumento de salário, melhoria de condições de trabalho ou direitos dos trabalhadores, ou para evitar perda de benefícios.
No conceito de Marx, salário é o preço pago pelo capitalista ao empregado pela venda dos seus serviços, por um período determinado (isto é só uma curiosidade, por ter dito acima que o patrão desta empresa tinha sido militante do MDPCDE e posteriormente do PC). Nem sequer vou consultar o Cod. do Trabalho, para chegar a conclusão que foram perdidos direitos...........e outras coisas mais. Só mais uma curiosidade : Qualquer destes trabalhadores há dez anos atrás, tinha mais poder de compra. Os aumentos entre o ordenado de há 10 anos e o ordenado que usufruem agora é de 20% no geral, isto é, se há 10 anos um trabalhador ganhava 100, hoje ganha 120. Por aqui me fico. Pode ser que outro dia ou ano qualquer volte ao mesmo tema se ainda cá estiver.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

DESABAFO

Pedro Passos Coelho, pediu, há dias, para ser recebido pelo nosso PM José Sócrates. Pedro Passos Coelho (PPC) que dizia que os impostos não deveriam subir, que era alternativa a José Sócrates (PM). PPC tentou o populismo com estas " tiradas ", para conseguir chegar ao topo do PPD/PSD. e conseguiu. Este PPC é aquele que foi dizer ao PM que estava do lado dele nos aumentos de impostos, na exploração do povo. PPC é aquele que não foi propor tectos de reforma e até de salários. PPC é aquele que concorda com os prémios que se pagaram e irão certamente continuar a pagar a administradores da PT. PPC é aquele que concorda que o IVA suba, que o IRS suba. PPC tem estado a aprender com o nosso PM, para no dia em que chegar a vez dele, ser uma continuação deste tipo de governação. Tem sido tão bom aluno, que estou convencido que vai ser melhor (pior) que o professor. Este Pedro Passos Coelho, que se diz Social Democrata, mais parece estar à direita do CDS. Nesta altura a sensação que tenho é que o Social Democrata è Paulo Portas e a Direita é representada por PPC. Para tomar atitudes destas, não tinha necessidade de vir pedir desculpas. As desculpas não se pedem.....evitam-se. Ela teria sido evitada se não tivesse feito o jogo que tanto condenou no nosso PM. Pensei que PPC fosse o homem que obrigasse o governo a cortar no despesismo, que obrigasse o governo a parar com o TGV, mas não, PPC concorda com o nosso PM. Se houver cortes, estes serão sempre nos necessitados. Naqueles que já ganhavam mal, foram para o desemprego, procuram trabalho......e não há. Desde 1983, aquando de uma crise económica, em que foram também tomadas medidas impopulares, era PM Mário Soares, que se ouve dizer " Os portugueses têm de apertar o cinto ". De 1983 até agora o que foi feito? Enriqueceram algumas pessoas e outras foram para a miséria. O Slogan de mais igualdade, não passou disso mesmo, slogan. Uma vida mais equilibrada.......para quem? Aqui o que se está a ver, são duas classes sociais : rico e pobre. O rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. Esta desigualdade leva-me a pensar em coisas que eu julgava já ultrapassadas, como discriminação e até ...........não digo por vergonha. No entanto, com a vinda do Papa a Portugal dá-se tolerância de ponto ao funcionalismo público. Os vencimentos dos funcionários são pagos pelo OGE, isto é, por nós, por aquilo que pagamos de impostos. Se alguém numa empresa privada quisesse ir assistir á chegada do Papa ou ir vê-lo, onde quer que fosse, tinha que tirar férias, enquanto no funcionalismo houve tolerância. Até parece que vivemos num País rico, sem dificuldades económicas. É assim mesmo, força!

quarta-feira, 3 de março de 2010

JUMENTO=BURRO

Num noticiário que ouvi hoje, dizia o jornalista, que as empresas portuguesas deviam aos seus trabalhadores, 15 milhões de euros! Acredito na informação. Só acontece as empresas deverem tanto aos trabalhadores por dois motivos. Um: sem trabalhar não se vive. Dois: porque o Estado quer! Se o Estado que temos, diria melhor, se o Governo que temos quisesse acabar com este estado de coisas, bastava fiscalizar as empresas devedoras. Bastava ver a vida que esses empresários fazem. Bastava olhar para os trabalhadores da mesma forma que olha quando precisam de votos! Neste país com Simplex, e outras coisas terminadas em EX, creio que é por isso que vai mal, por causa o excesso de EX. Hoje está na moda o EX, ex-trabalhador, ex-marido, até ex-desempregado e não é por ter arranjado trabalho. Hoje também acidentalmente li o "JUMENTO" que a certa altura reza assim. "Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem filhos para alimentar, sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem pequeno almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber." Mais adiante diz "Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros, mas multiplicam a sua riqueza". Isto é verdade. Até concordo com o que está escrito, se bem que o contexto, não fosse este. Na realidade é o que se passa. Anda um trabalhador a descontar para o Fundo de Desemprego, há alguns anos atrás - porque me vão dizer que os trabalhadores não descontam para o fundo de desemprego, mas sim para a Segurança Social - durante 25 ou 30 anos e no máximo ao fim de três anos de subsidio de desemprego, mais um ano de subsidio de reinserção (penso que é assim que se chama), perderem todo o direito a receber o que quer que seja e a passar a alimentar-se na sopa dos pobres, onde Existir. Um Governo que promete empregos e cada vez há mais desempregados. Um Governo que permite que empresários sem escrúpulos o engane e que outros, que até são sérios, tenham os seus impostos em dia, sejam, não digo perseguidos, mas mais vigiados, com mais frequência, alguns até são obrigados a fechar o seu estabelecimento. O Governo protege quem? Deveria proteger, aqueles que se esforçam por pagar no final de cada mês o salário dos trabalhadores. Ainda há empresários assim, cada vez menos, mas ainda há. O texto já vai longo e já disse coisas a mais, já me perdi no texto, mas isto são situações que me revoltam. Aqueles que têm o descaramento de dizer que vão arranjar empregos, as pessoas pensam que para além dos já existentes o governo vai criar mais, a contar até com os saídos das Universidades. Depois o número de desempregados supera o número anunciado de empregos a criar e vêm logo dizer que entendemos mal, que não foi aquilo que disseram, os empregos estão a ser criados, mas nunca disseram que não haveria despedimentos, empresas a fechar. Não! Só disseram que iam criar uns não sei quantos mil empregos! Precisam de votos......palmadinhas nas costas, uns palavras bonitas. Ganham as eleições, passam um atestado de pobreza. Há um amigo meu que diz "Empurrado sim, mas devagarinho, para não fazer doer". A frase não é bem esta, mas o sentido é. Até parece que gostamos de ser enganados! Ou então temos os enganadores que merecemos!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MENTIRAS?

Uma empresa faz uma reunião com os seus 100 trabalhadores, desde administrativos aos operários em Outubro de 2009. Até aqui nada de anormal. É até normal que um bom administrador ponha os seus trabalhadores, ao corrente das dificuldades ou bons negócios da sua empresa! Nessa reunião de Outubro é dito, pelo presidente do concelho de administração, na presença dos outros administradores, que os negócios do ano anterior e de 2008 não foram maus e que vão pensar em aumentar o pessoal. Que , vão ter tempo de pensar, pois têm 3 meses, e que ao contrario do ultimo aumento, Março 2007, querem ver se este é já a partir de Janeiro. Todos os trabalhadores ficam contentes, pelo menos com a noticia, pois nos dois últimos anos não tinham tido aumento nenhum. Independentemente de em 10 anos não terem tido aumento durante 6 anos, sendo 4 dos quais consecutivos. E mesmo ao fim de quatro anos sem aumento, o aumento que a administração entendeu dar foi de 4%, portanto inferior à inflação, que segundo o governo tinha sido de 2% ao ano. Dizia-me um trabalhador dessa empresa que no final dos quatro anos se não fosse pelo menos aumentado 8% ( e mesmo assim, já era inferior à inflação) era um roubo. Isto para me poder situar na conversa. Ora bem, dizia eu que de Outubro a Dezembro. tinham os administradores 3 meses para pensarem nos aumentos a dar aos trabalhadores. E assim foi, depois de agradecerem aos trabalhadores o esforço desenvolvido pelo trabalho de 2008 e 2009, até ao tal Outubro, os tais administradores além do 15º mês, para eles, claro, compraram carros de gama alta, para eles claro, e assim chegou o tal Janeiro dos aumentos. Passou Janeiro, passou Fevereiro......Março está aí à porta. Mas melhoraram os seus gabinetes. Melhoraram as suas, deles, condições de trabalho! Os trabalhadores, esses ficaram, ou melhor, estão a "chuchar no dedo", como se diz. Isto serve para dizer que administradores como estes, não é o que o nosso País precisa para sair da crise, ou atenuar a crise. Empresários ou administradores como estes só servem para explorar, escravizar, enganar. Destes o País não precisa! Estes têm um nome feio! Amigos do alheio! Oportunistas! Quem os conhece, quase não acredita que tenham mudado tanto! Alguns deles defendiam os trabalhadores com unhas e dentes, há uns anos atrás, não muitos. Conseguiram chegar ao sitio onde estão sem vergonha de explorar os trabalhadores que tanto defendiam. O cinismo e a cretinisse, andam de mãos dadas com gente desta. Com gente.........se por acaso se pode chamar gente a isto!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EXPLORAÇÃO

Com este titulo, desabafei no final do ano passado, mais propriamente em Dezembro, que um Português, que trabalhava no Luxemburgo, se tinha sentido mal e que tinha sido levado pelos colegas para um hospital Luxemburguês. Um rapaz, com três filhos de tenra idade, pouco mais que bebés. No hospital Luxemburguês, os médicos tinham chegado à conclusão que tinham que o operar. O rapaz pediu para ser operado em Portugal, porque estava mais perto da família e assim sempre se sentia mais apoiado do que no Luxemburgo. A esposa na altura, tinha pedido à entidade patronal se lhe concedia uns dias para ver se ficava ao corrente da gravidade da operação e ao mesmo tempo dava-lhe o apoio que ele não teria se ficasse no Luxemburgo. Também tinha dito que a resposta da entidade patronal tinha sido: " Numa altura destas, fazes falta, vê lá se podes resolver de outra forma".Estávamos em Dezembro, altura em que o negócio poderá melhorar.
A rapariga que precisa do emprego, que para além do dinheiro que o marido ganhava, era o seu sustento e por conseguinte precisava de trabalhar e receber pelo pagamento dos serviços prestados, que é o que fazem os trabalhadores por conta de outrem, é a venda de serviços, (quase todos os empresários estão convencidos que os trabalhadores não vendem serviços e que não têm que ser pagos pelos serviços que prestam - que é um favor que fazem - ainda não estão convencidos que precisam uns dos outros, não há trabalhadores sem empresários, assim como não há empresários sem trabalhadores) optou, por nas folgas ir visitar o marido, para que este se sentisse menos só e recuperasse o mais rapidamente possível. Portanto não conseguido estar todos os dias com o marido, passava a maior parte do tempo no sítio onde vive com os filhos, para poder trabalhar, pedindo a outras pessoas, se bem que também fossem da família, de forma indirecta, para nos dias em que ele não pudesse ir, fossem eles. Tudo isto para evitar que o "patrão" tivesse alguma razão para lhe levantar um processo disciplinar e consequente despedimento. Isto era o que ela pensava, com alguma razão, visto não ser a primeira que seria despedida. Pois também todos nós sabemos que o negócio não está bom seja para quem for. Mas já me estou a desviar do assunto que me leva a repetir o titulo deste desabafo.
O que me leva a repetir o título, é que o tal rapaz faleceu. A jovem esposa está de rastos, a pensar que, mesmo com o impedimento, não explicito da entidade patronal, de que poderia ter consequências as suas ausências, poderia ter feito mais alguma coisa. Pensa na forma como irá explicar aos filhos a ausência do pai. Os telefonemas que o Pai fazia e que já não os vai fazer. Explicar como é que nunca mais os filhos, mesmo pelo telefone falarão com o Pai. Porque estou certo, que mais tarde ou mais cedo os filhos irão perguntar o que aconteceu! Estou até certo que será mais cedo do que estou a pensar, porque nisto os miúdos são muito prespicazes . Porque é que o pai não volta? Porque é que a mãe já não recebe chamadas do Pai? Porque é que a mãe já não faz as chamadas para o Pai?
Terá que ter muita coragem esta mãe para explicar aos seus filhos que estes ficaram sem o Pai. Nunca mais o vão ver. Como irá esta mãe sustentar os seus rebentos? Grande esforço e grande coragem vai ter que arranjar! Mesmo que a família, que é unida a ajude, são crianças que vão crescer sem Pai. Também sei que estou a desabafar um pouco a quente, mas não poderia ser noutra altura, tinha que ser agora. Porque sinto revolta! Porque sinto injustiça da vida! Porque sinto até injustiça nas palavras do tal "patrão" e sei que ele não é culpado pelo falecimento do rapaz! O que sei é que há uma jovem mãe que vai ter que criar os seus filhos. O que sei é que por vezes a vida é injusta! O que sei é que temos que levantar a cabeça, mesmo que às vezes pensemos que não somos capazes! Coragem, muita coragem para esta mãe e para os seus familiares.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

EXPLORAÇÃO

Contaram-me que alguém se sentiu mal no Luxemburgo, um Português, casado, com três filhos gémeos, tão mal se sentiu que foi levedo para o um Hospital Luxemburguês e os médicos chegaram à conclusão, que a única solução era operá-lo, pois tinha um tumor na cabeça. O Rapaz, apesar de ter três filhos, pouco mais que bebés, pediu para ser operado em Portugal, até porque tinha cá a esposa e seria melhor acompanhado. E assim veio para Portugal, quase de urgência, para ser operado e como será de fácil compreensão, para as pessoas de bom fundo, ficou mais perto da esposa. Esta estoria até aqui não tem nada de anormal. A anormalidade, começa quando, a esposa, atrapalhada porque o marido vem para Portugal para uma operação de risco, preocupada, pede à entidade patronal para a dispensar uns dias, para dar apoio ao marido que estava só no Hospital e a resposta da entidade patronal é: "Numa altura destas, fazes falta, vê lá se podes resolver de outra forma". Isto vem só a propósito da rapariga, que até tem um ordenado baixo, mas trabalha, Sábados, Domingos, Feriados, sem nunca se ter recusado a trabalhar, não conseguir a compreensão da entidade patronal para uma situação tão difícil como esta. Claro que nem todos os empresários são assim, até porque esta é uma situação de excepção. Mas se nos pusermos no lugar da jovem esposa, pensamos o quê? Serão empresários deste tipo merecedores de algum sacrifício? Serão estes empresários merecedores sequer do nome de empresários? São pessoas como estas que ajudam a denegrir a imagem do empresário! Pena é que a procura não seja maior que a oferta. Gostava de ver estes senhores numa situação em que a oferta fosse maior que a procura. Tão mansinhos que eles andavam! Deveria haver um imposto para pessoas assim. Deviam ser penalizadas. Não há pessoa com sentimentos que tenha uma reacção destas. Em pleno sec. XXI, já o tinha dito noutro comentário, ainda há exploração. Nem em ÁFRICA era assim!! E chamam colonos, exploradores e outras coisas que tais a quem esteve em África!! Paz no Natal? Já era! Exploração? Infelizmente sim!! Dá vontade de chamar NHURROS, GRUNHOS, a pessoas como estas. Dinheiro é importante, sim! Mas mais importante que o apoio a quem corre risco de vida?

sábado, 21 de novembro de 2009

EXPLORAÇÃO...... OU TALVEZ NÃO?

Antes do 25 de Abril a "Lei do Trabalho" assentava no poder absoluto do Patrão, que admitia e despedia conforme as necessidades da Empresa, ou os seus caprichos. (Gil Teixeira, in A MORTE DOS PATRÕES".




E agora? Não é assim? 35 anos depois. Que aprendemos? A pôr em prática a Lei do Trabalho de antes do 25 de Abril? A exploração acabou?



Parece impossível que em pleno século XXI, haja exploração em Portugal. No princípio da segunda metade do séc. XX, não era de admirar, era até normal. Daí os grandes capitalistas terem sido corridos, expulsos, espoliados, o que queiram chamar, do País.



Em pleno séc. XXI, há empresários que mesmo que as suas empresas tenham prejuízos, conseguem premiar administradores com valores elevados. Não conseguem aumentar 1€ aos Trabalhadores, alegando que o ano correu mal, que ficou muito abaixo das previsões, que houve quebra de trabalho, e outras coisas mais que sirvam para justificar o não aumento de um trabalhador. Trabalhadores que em anos anteriores e nos anos seguintes, deram e continuam a dar tudo o que têm para que essa mesma empresa possa ter rendimentos (lucros), que vão premiar os administradores com valores bastante elevados e não consigam aumentar em 1€ os Trabalhadores. (Não é repetição de palavras, é sim repetição de atitude).



Numa empresa onde há Trabalhadores que em 10 (dez) anos de trabalho estiveram 6 (seis) sem aumento, sendo que 4 (quatro) dos consecutivos, diz-se o quê?((No final dos quatro anos consecutivos sem aumento salarial, os trabalhadores foram aumentados!!!) Finalmente! Na ordem dos 3%!!! Urra!!! Ao ano? Não! No final dos quatro anos , 3%. 3% no final de quatro anos sem aumento é BÓPTIMO - Significa mais que Bom e mais que Óptimo - menos de 0,5% ano)).



Será isto, o apregoado pós 25 de Abril, mais igualdade entre as pessoas! Vamos acabar com a pobreza!! Vamos distribuir a riqueza, para que as pessoas possam viver condignamente!!! Viva a democracia!!! Abaixo as ditaduras!!! 25 de Abril, sempre!!!



Excelentes ideias. Excelentes empresários? Na óptica destes empresários, talvez!



Quando um prémio, normalmente equivale a um ordenado, quando não equivale a mais.... quando um prémio deste tipo, distribuído por todos as Trabalhadores da empresa, dá cerca de 2€ (dois), mensais. Falo do prémio atribuído apenas a um administrador, dividido por todos os Trabalhadores da empresa. E, quando nos lembramos que entre 1974 e 2000, alguns destes administradores eram(?) defensores dos Trabalhadores! Santo Deus!! Alguns até militantes do Partido Comunista. Ajudaram a correr com os Tenreiros, com os Melos e outros que eram, na versão Comunista, os exploradores deste País. Partido que sempre apregoou defender os oprimidos (explorados). Seriam já democratas? (ou seriam como Frei Tomaz, faz o que ele diz e não o que ele faz). Estariam a distribuir estes prémios para fazer uma espécie de mealheiro, para quando um dos Trabalhadores se reformasse pudesse ter uma melhor reforma (uma vez que a Segurança Social está cada vez pior). Porque a maioria destes Trabalhadores, que ajudaram a criar riqueza, que trabalharam que nem loucos para que a empresa pudesse ter rendimentos que os ajudasse a melhorar a vida, na melhor das epóteses, terão de reforma o equivalente ao ordenado mínimo nacional ou pouco mais. Chama-se o quê a este tipo de empresários? Bons? Maus? Exploradores? Ou um nome um pouco mais dentro desta lógica? Parecido com....amigo (do alheio)?


Vem este texto a propósito, se calhar, por hoje ser um dia triste e chuvoso. Dá para pensarmos o que a vida nos pode trazer. Ainda poderão vir coisas boas! A Esperança é a última a morrer.

A ideologia social-democrata, prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário.

Pode ser que nos calhe.