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quarta-feira, 16 de maio de 2012

APETECE-ME....

Bons tempos!!!! Bons anos!!!! Em 1969, já se cantava em inglês. A letra? Era feita por portugueses!!! Também dancei ao som destes "rapazinhos". Eram bons naquilo que faziam....a tropa contribuiu para o seu acabamento. Apeteceu-me recordar!!!! Oiçam.

sábado, 31 de dezembro de 2011

PORQUE...TODOS MERECEM

Um dia, num ano já longínquo, tive o prazer de ouvir um fecho diário de uma rádio, que não resisti em divulgar por achar que é actual (com c e tudo). Por ser dos fechos mais bonitos que ouvi. Por ainda hoje sentir....um arrepio quando ouço. Não sou saudosista, mas sou sentimentalista. Quando estou menos bem e todos temos dias menos bons, ouço este fecho, que tem como fundo musical o silêncio. Não será, provavelmente, novidade para ninguém mas não resisti. Façam o favor de ouvir.

http://www.malhanga.com/mensagem_rcm/RCM.htm


Já está. Continuo a achar que foi, é, das coisas mais bonitas que se pode ouvir. Obrigado por terem partilhado este momento.

domingo, 10 de julho de 2011

"SÁBADO" 28 DE OUTUBRO 2010

Só agora me chegou à mão uma revista “ Sábado “ datada de 28 de Outubro de 2010. O que me leva a comentar, ou a publicar esta postagem, é tão só a comparação feita nesta revista entre Angola e Moçambique no tempo colonial. Claro que todo o artigo tem suporte de quem lá viveu, tanto em Angola como em Moçambique, apenas foi esquecido comentar que as pessoas que servem de suporte não são ou não eram o comum  cidadão, eram os ricos os que viviam num mundo aparte, eram a élite. Nem todos tinham possibilidades de terem três criados, havia quem tivesse sim, havia até quem tivesse mais, tendo quem servisse à mesa, para além do cozinheiro, do mainato e do ajudante deste. Havia também quem não tivesse receio de partir uma unha e preferisse fazer a comida, nalguns casos não era por opção. Embora se notasse menos a diferença de classes, esta existia, pelo menos no lado oriental de África.  Em Moçambique por exemplo o cidadão comum,  não se deitava à meia-noite ou à uma da manhã, até porque começavam a trabalhar às 7 ou 8 horas da manhã ( no meu caso, só a título de exemplo, sendo empregado do estado durante o período em que trabalhei em Lourenço Marques começava a trabalhar às 7 ( sete) da manhã e quando trabalhei na Beira, ainda como empregado do Estado,  começava o meu dia de trabalho às 6,30 ( seis e meia ) da manhã, assinando o ponto uns 10 minutos antes para o chefe distribuir as funções de cada um. Falta aqui dizer que este departamento do estado empregava qualquer coisa como 20.000 trabalhadores, sendo 5 ou 6.000 europeus ( não posso precisar, porque já lá vão uns anitos ).  Haveria algumas situações coincidentes entre estas duas ex-colónias, claro que haveria , mas também muitas diferenças entre elas talvez a mais vizivel, seria que Angola estava a 4 horas do “ puto “ e Moçambique a 8 ou 9, mas mais perto da África do Sul e da Rodésia onde se ia mais frequentemente, até de férias. Afirmaria até que naquela altura haveria mais afinidade com a África do Sul ou Rodésia que propriamente Angola. Brincando com o que disse Samora Machel quando entrou em Lourenço Marques    depois de 7 de Setembro “ Moçambique é um país de esquerda, até na condução automóvel “.  Isto só a propósito de em Angola, tal como em Portugal a condução ser feita pela direita e em Moçambique ser feita pela esquerda.  Em Moçambique, se bem que houvesse mais liberdade,  direi que no convívio entre rapazes e raparigas, não havia assim tantas festas em casa uns dos outros, algumas sim ( alguns fins de semana, os chamados " parties " ), mas eram mais nas colectividades ( e havia muitas, como a casa da Madeira, casa das Beiras, Associação dos Naturais, Associação Indo-Portuguesa, Velhos Colonos, são as que me lembro, estando a citá-las de cor ). Esta postagem não tinha razão de existir se depois de ler o destaque da “ Sábado “, não tivesse ficado com a ideia de que em África tudo era facilidade, que quase não era preciso trabalhar para ter uma vida boa, que todos os que passaram por África foram, eram ou são ricos. Lá como cá, os ricos sempre foram uma classe aparte, misturas sim, mas pouco. Exemplo disso? Clube Naval de Lourenço Marques. Nem toda a gente era admitida como sócio, pois era um clube da tal elite. No entanto para lá disso, havia sã camaradagem, amigos que se fizeram para toda  a vida. Mais abertura na sociedade, quando cá era mais fechada. No Portugal Europeu da altura tinha-se vistas curtas. Em África (Moçambique), havia confiança nas pessoas, não eram intriguistas, era sã a amizade . Seguia-se o lema de “todos são boas pessoas até prova em contrário”. Daí as pessoas terem ficado mais ricas em conhecimentos, encarando a vida de uma forma a que não estavam habituados, a serem mais solidários ( bairristas, no caso da Beira ). Reconheço que poderei estar a ser tendencioso, pois não tive assim tanto tempo de África, apenas fui para lá com 17 anos ( sozinho ) regressei com 32 ( com família formada ). Não queria que fosse uma postagem tão longa. As recordações ficam com quem viveu por estes lados. Acredito, tenho a certeza, que todos os que lá viveram e nasceram, sendo élite ou não, todos os que por lá passaram, gostam de África de uma maneira especial ( Continente onde até o cheiro da terra é diferente ). Se não fosse o destaque da “Sábado”, com suporte de uma classe previligiada na altura, não tinha existido esta postagem.  A minha formação de adolescente e a transição  para homem foi feita em África e orgulho-me de que assim tenha sido.

domingo, 25 de abril de 2010

TOPONÍMIA

Descobri num jornal de 1975, um artigo de António Cabral que dizia assim: "Já lá vão quinze anos quando este nosso jornal levantou o alerta para a facilidade com que se mudavam os nomes das nossas terras e esse brado de alerta , bem me lembro, foi dado pelo Dr. Travassos Dias, especialmente ao baptismo de terras com um Santa. Pois queriam todas as ilhas do Arquipélago do Bazaruto.......santificadas." Isto era o título da noticia que seguia assim: " Até 1940 não houve grandes alterações, mas a partir daquela data as mudanças foram constantes, umas atrás das outras........ " . Cito só algumas que não pegaram, que apesar de terem mudado de nome, todas as pessoas as chamavam da mesma forma, pelo nome que sempre tiveram, Xai-Xai (João Belo), Guijá (Trigo de Morais), Angoche (António Enes - além de não haver justificação para mudar qualquer nome, este então era ridículo, pois havia um navio português que se chamava Angoche, que desapareceu algures nos mares de Moçambique, foi mais tarde encontrado, à deriva , sem tripulação ), Gurué (Vila Junqueiro), Cuamba (Nova Freixo) Lichinga (Vila Cabral), Pemba (Porto Amélia). Parece-me ser mania portuguesa, mudar o nome a tudo. Mesmo em Portugal temos situações dessas. Aqui cito só um exemplo: tudo o que tinha o nome da Salazar, passou a 25 de Abril. Quer queiramos, quer não, quer gostemos, quer não, durante um determinado período da nossa História, Salazar foi Primeiro Ministro. Bem ou mal, governou-nos, não se pode passar uma borracha por cima, como se não tivesse existido. Isto só para dizer, que nós, portugueses, temos a mania de mudar tudo, mesmo que a seguir venham outros e voltem a mudar. Mas, por mais incrível que pareça, não somos um País de mudanças! Porque se assim fosse, não tínhamos feito com que o PM actual fosse reeleito. É verdade que não tem maioria absoluta........mas não me parece assim tão importante! Com maioria relativa, chega para mudar o que pretendem, mesmo a contra gosto do povo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

MENSAGEM DE UM DEMOCRATA

Chegou-me às mãos uma carta, escrita já há alguns anos, pelo Dr. Fernando Vieira de Sá, que reza assim:

"Amigo: A contagem decrescente para a hora em que soará o grito de independência da tua terra, começou já a fazer-se. Não podia, não queria eu, deixar de, na tua pessoa, saudar com toda a emoção, essa nova pátria, e manifestar todos os meus votos para que, a partir do facto histórico que se irá transpor, surja um futuro viril e digno para todos os irmãos que aí ficam a continuar o que ainda temos de bom na nossa civilização, a língua e atrofiados germes de cultura, que bem poderiam ter um significado mais forte, se não fosse a carga fascista que se contrapôs.
Tu vais ter a felicidade de ir assistir e participar no nascimento e primeiros balbuciantes passos de um País. Vais ser um dos seus grandes obreiros - também estou certo - e podes crer que muitos te invejarão. Agora vais tu, também, rejuvenescer, trespassado por impulsos criadores próprios de grandes e sublimes momentos que fazem dos homens heróis, mártires e santos. Estamos crentes que as guerras anteriores já deram no campo de heroicidade e do martírio forte contributo. Há agora que, com espírito de santo, trazer a paz à terra e a harmonia entre as raças, sem distinções de classes nem de clãs. Essa será a tarefa e que não pode ser mais bela.
Tenho pena de não poder acompanhar-te e, talvez mesmo, nunca mais tenha a oportunidade de aí voltar. De qualquer modo, um pouco de mim mesmo deixei aí, pois sempre encarei Moçambique como país de gente livre que haveria de ter coragem de um dia se libertar. Ora bem: Aconteceu mais, libertou-se de facto, libertando-nos a nós, portugueses, também, pois há que reconhecer que os nossos militares foi no mato, na selva, onde aprenderam a democracia, que alguns como eu, tu e outros traziam no sangue, sabe-se lá trazida por quais cromossomas. Este resgate não tem preço e eu, como português democrata, não posso deixar de manifestar a minha gratidão. A FRELIMO está limpa de compromissos estrangeiros e, estou certo, irá trabalhar por uma pátria livre do jugo do capitalismo mundial. Assim fora também em Angola, por sobre cujo céu pairam os abutres dos monopolistas em franca correspondência com traidores à sua raça e ao seu torrão, numa repetição dolorosa de uma Coreia do Sul, de um Vietname do sul, de um franquismo ou Salazarismo, voando sempre em cima de carne podre, de cadáveres e injustiças.
VIVA MOÇAMBIQUE! VIVA A AMIZADE ENTRE PORTUGAL E MOÇAMBIQUE! VIVA A NOVA DEMOCRACIA E QUE ELA SEJA UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA POPULAR DO POVO MOÇAMBICANO.
Lisboa, 5 de Junho de 1975." - Public. in VOZ DE MOÇAMBIQUE

Como se pode verificar, a carta foi escrita de Lisboa. A mais de 17.000Kms. E foi tão entendida pelos moçambicanos, pelo menos na parte final, onde se dá vivas à amizade, que hoje Moçambique faz parte da comunidade Britânica. Era fácil naquela altura estarmos do lado de quem nos pudesse dar mais jeito.
Serve isto para recordar, uma África, onde eu gostei de estar, sem favores de ninguém. Não era preciso. A única coisa que era, e è necessário, é sentirmos África, sentirmos Moçambique, terra da boa gente.

domingo, 8 de novembro de 2009

COLONIALISMO

Descoberta por navegadores portugueses nos primordios da navegação para a India, após a viagem de Vasco da Gama, em 1498, a baía de Lourenço Marques, hoje Maputo, aparece já registada no célebre mapa de 1502 que Alberto Cantino levou clandestinamente de Lisboa para Génova, de presente ao duque de Ferrara. O seu reconhecimento geográfico fez-se, porém, só em 1544(crê-se que por ordem do capitão de Sofala e Moçambique, João de Sepúlveda) pelo navegador Lourenço Marques, piloto português das naus da India. Foi D. João III quem mandou proceder ao estudo económico dessa baía, até então conhecida por baía da Lagoa por se supôr que os rios que nela desaguavam provinham de uma Lagoa do interior. E mandou ainda que ela passasse no futuro a chamar-se baía de Lourenço Marques, em homenagem ao piloto que a descobrira para comércio. Nos seculos seguintes, porém, a navegação para Lourenço Marques passou a fazer-se irregularmente, motivo por que a baía começou a ser frequentada por navegadores de outras nacionalidades, como holandeses, ingleses e franceses. Em 1730 e 1777 malograram-se tentativas de ocupação feitas por holandeses e ingleses. Mas restabelecida definitivamente a soberania portuguesa, em 1782, desembarcouo primeiro governador de Lourenço Marques, Joaquim Araújo, que, com o reduzido destacamento que trouxe consigo e os artífices que o acompanharam, fundou o presidio de Nª Srª da Conceição, de frágil estacaria, à sombra do qual a povoação nasceu e se fez mais tarde, vila e depois cidade. Linda. Linda. Linda.